Um relatório da Comissão da União Africana (CUA) revela que a África possui cerca de três milhões de refugiados e 15 milhões de deslocados internos. A informação foi divulgada no site Angop.
O documento aponta que a situação geral dos refugiados, dos repatriados e dos deslocados voluntários na África continua contrastada. Enquanto o quadro melhorou em algumas regiões, deteriorou-se em outras devido à intensificação ou ao ressurgimento de conflitos, catástrofes naturais, mudanças climáticas, aumento da pobreza e a crise financeira mundial.
É o caso dos países do centro e do leste da África que continuam a gerar grandes preocupações. Os confrontos em alguns países destas regiões continuam a ganhar amplitude, provocando assim a fuga de milhares de seus cidadãos para países vizinhos, segundo o relatório.
O Chade e a República Centro-Africana são as nações mais preocupantes, devido aos milhares de refugiados e deslocados, bem como a Somália, que sofre com uma terrível crise humanitária e mais de três milhões de pessoas que necessitam de assistência.
De acordo com o relatório, as crises e a falta de segurança atingem também as agências de ajuda humanitária que trabalham no continente.
Por outro lado, a situação melhorou no Norte da África, ainda que o número de refugiados ainda seja alto. É o caso do norte da Argélia, que abriga aproximadamente 165 mil refugiados de Tindouf. O Egito, por sua vez, acolheu mais de 40 mil refugiados, dos quais 23.342 são sudaneses.
Graças ao estabelecimento da paz na África Ocidental, a situação está estável nos países da região, de acordo com as informações da União Africana. Contudo, existe ainda um obstáculo a ser vencido na Costa do Marfim, onde existem 700 mil deslocados voluntários que não regressaram às suas casas e milhares de refugiados continuam a viver nos países vizinhos.
A África Austral continua acolhendo cerca de 160 mil refugiados provenientes da República Democrática do Congo (RDC), do Burundi, da Ruanda e da Somália.
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