Governo das Filipinas nega ter ordenado fechamento de centros de fuga

janeiro 31, 2009

O governo das Filipinas nega ter ordenado o fechamento dos centros de fuga em Mindanao, segundo informações da Radio Australia News.

Esses centros estão abrigando 45 mil famílias de refugiados que fugiram do conflito entre as forças de segurança e os rebeldes mulçumanos daquele país.

A secretária da Assistência Social, Esperanza Cabral, disse que não deu nenhuma ordem para o fechamento desses centros.

Ela informa, contudo, que o governo espera que os deslocados retornem às suas áreas de origem até o final de fevereiro, uma vez que a situação do país está estabilizada.

O secretário da Assessoria de Imprensa do Presidência, Jesus Dureza, disse que o governo está incentivando os deslocados a voltarem para casa, dada a melhoria da situação na região.

Por outro lado, pelo menos uma ONG e um oficial militar afirmaram que a presidente Gloria Arroyo ordenou que os militares e as autoridades locais facilitassem o retorno imediato dos refugiados para suas vilas.

Refugees United


Governantes e líderes mundiais experimentam a vida de refugiados por uma hora

janeiro 31, 2009

Para entender o que os refugiados vivenciam, todos os dias, é preciso estar muito próximo a eles ou até enfrentar os mesmos obstáculos e desafios com os quais eles se deparam. Por isso, o ACNUR convidou os governantes e líderes mundiais, que reuniram-se em Davos, para vivenciar a realidade dos refugiados por apenas uma hora.

O convite feito pelo alto comissário do ACNUR, António Guterres, teve o objetivo se sensibilizar os participantes a respeito do destino de milhões de civis, que diariamente fogem de conflitos e catástrofes em todo o mundo.

O local da simulação foi montado no Centro de Convenções de Fórum Econômico Mundial de Davos. Diferentemente de uma simples exposição, os participantes foram protagonistas de situações de fugas de guerra, sofreram com ataques de rebeldes e com a falta de alimentos nos campos de refugiados. Segundo Guterres, ninguém fica indiferente a essa experiência.

Refugees United


Lula admite que governo vai apresentar projeto de anistia a imigrantes ilegais

janeiro 30, 2009

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu nesta sexta-feira que o governo vai apresentar um projeto para anistiar os imigrantes ilegais que vivem no país. Ao ser questionado sobre o assunto hoje em Belém (PA), Lula disse que o Brasil poderá dar o direito de essas pessoas continuarem no país.

“O Brasil pode dar o direito das pessoas continuarem no Brasil. Este país aqui é um país que tem lição a dar ao mundo sobre tratamento de imigrantes”, afirmou o presidente, após reunião com representantes do Conselho Internacional do Fórum Social Mundial.

Lula ressaltou que desde 1850 o Brasil recebe, “com respeito”, imigrantes de várias nacionalidades, o que não acontece em outros “países ricos europeus”.

“Esse país aqui, desde 1850 –não vou nem falar dos portugueses que chegaram em 1500– recebe imigrante. Primeiro foram os alemães, depois italianos, depois japoneses, espanhol, chineses e coreanos. Todos que chegaram aqui foram tratados com respeito, diferentemente de alguns países ricos europeus que acham que o problema de seu empobrecimento são os coitados dos imigrantes”, afirmou Lula, em uma referência indireta a países como Espanha, que deportou brasileiros.

Nesta semana, oito brasileiros foram deportados da Espanha e retornaram ao aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (Grande São Paulo). Ele tinham saído no último domingo (25) com destino a Madri e faziam parte de um grupo de 20 brasileiros barrados em aeroporto de Barajas.

Segundo balanço do Ministério das Relações Exteriores, 3.013 brasileiros foram barrados na Espanha em 2007. No ano passado, foram 2.196.

Lula disse que é preciso garantir o desenvolvimento das regiões mais carentes como forma de evitar que os “pobres do mundo se transformem em nômades andando para os outros países”.

“Se quiserem que as pessoas fiquem na África ou na América Latina nós temos que desenvolver a África e a América Latina. E o Brasil dará um tratamento respeitoso a todos os que aqui chegarem”, disse.

Segundo estimativa do governo, a anistia deve beneficiar cerca de 50 mil estrangeiros que vivem ilegalmente no país.

Fonte: Folha Online


Guatemala sediou Fórum de Migração e Paz

janeiro 29, 2009

A Guatemala sediou o Primeiro Fórum Internacional sobre Migração e Paz do Continente Americano, nos dias 28 e 29 de janeiro. No evento, os participantes puderam adquirir e dividir conhecimentos sobre as relações entre as migrações internacionais, os processos de reconciliação e construção da paz. Os organizadores do evento esperam que as propostas geradas durante o evento sensibilizem os governos dos países americanos.

O Fórum contou com participantes de entidades como Cruz Vermelha, ACNUR, Médicos Sem Fronteiras, entre outros.

Refugees United


Itália pede ajuda à UE para conseguir extradição de Battisti

janeiro 29, 2009

O governo italiano pediu apoio à União Européia (UE), no caso do ex-ativista Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua na I tália, e a quem o governo brasileiro concedeu o status de refugiado político.

Em carta publicada hoje no jornal “Corriere della Sera”, o ministro de Políticas Européias da Itália, Andrea Ronchi, pede ao comissário de Justiça da UE, Jacques Barrot, que as autoridades comunitárias se pronunciem sobre um caso que levou a Itália a chamar seu embaixador no Brasil a consultas, conforme publicado no Último Segundo.

“Acho que a Europa não pode permitir que não se escute sua própria voz em apoio às razões de um Estado membro e em defesa de sua própria imagem”, declarou Ronchi na carta.

Esse é mais um passo da Itália no sentido de pressionar a decisão do ministro da Justiça Tarso Genro, que há duas semanas concedeu o asilo político a Battisti – condenado na Itália por quatro assassinatos -, algo sobre o qual o Supremo Tribunal Federal (STF) deve se pronunciar agora.

Refugees United


Refugiados chegam ao litoral da Flórida

janeiro 28, 2009

A área de Turkey Point, no litoral sul da Flórida, recebeu aproximadamente 30 refugiados, incluindo mulheres e crianças. Possivelmente, esses migrantes são cubanos. A notícia foi divulgada pelo site Yahoo Brasil. Nenhuma embarcação foi encontrada na região onde a patrulha dos Estados Unidos encontrou o grupo de refugiados. Por esse motivo, as autoridades federais americanas iniciaram investigações para averiguar se esse seria um caso de tráfico de pessoas. De acordo com a lei americana “wet foot, dry foot” (“pé molhado, pé seco”), o refugiado cubano que conseguir chegar em terra firme nos Estados Unidos pode receber autorização para permanecer no país. Contudo, os refugiados cubanos que forem apanhados no mar serão enviados de volta a Cuba. Esse procedimento obecede aos convênios assinados entre Havana e Washington. Refugees United


Acnur pede proteção a indígenas na Colômbia

janeiro 28, 2009

Indigenas colombianos

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, pediu à Colômbia que tomasse medidas contra violência contra a população indígena no Nordeste do país, que está obrigando muitas pessoas a fugir de suas casas, conforme publicado pela Rádio Onu.

Num dos incidentes, um grupo de índios Wayuu foi obrigado a fugir pela fronteira com a Venezuela após ser atacado no estado de La Guajira, quando foram atacados por homens armados que queimaram suas casas e ameaçaram matar o líder da tribo.

Pelo menos 86 indígenas Wayuu já fugiram para o estado de Zulia por causa da violência interna.

O Acnur na Venezuela está coordenando ações com autoridades locais para fornecer comida, roupas e redes para os refugiados. De acordo com a agência, nos últimos meses, têm aumentado os casos de ameaças de mortes, extorsão e intimidações contra os indígenas.  O número de grupos armados também subiu na região.

O povo Wayuu é um dos maiores do nordeste da Colômbia. Ao todo são 150 mil pessoas na Colômbia e 160 mil na Venezuela.

Refugees United


Estados Unidos anunciaram contribuição de US$ 125 milhões para o ACNUR em 2009

janeiro 28, 2009

Os Estados Unidos anunciaram ontem, por meio de comunicado oficial, o desbloqueio de uma primeira contribuição de US$ 125 milhões para o ACNUR em 2009.

A maior parte desse valor, US$ 65,07 milhões, destina-se a África. Um dos objetivos é auxiliar no regresso dos refugiados ao Burundi, bem como prestar assistência aos refugiados e deslocados no Sudão, Chade, Quênia, Libéria, República Democrática do Congo (RDC), Uganda e Ruanda.

A Ásia e o Pacífico irão receber uma verba de US$ 15,88 milhões, voltados aos campos da Tailândia e do Nepal.

A Europa receberá US$ 9,92 milhões, enquanto que a África do Norte e o Médio Oriente contarão com US$ 6,73 milhões e a América do Sul com US$ 5,5 milhões. Outros US$ 7,16 milhões serão voltados para as operações globais.

A sede do ACNUR, em Genebra, receberá US$ 9,87 milhões e a divisão das operações de emergência, US$ 4,87 milhões.

Refugees United


Número de refugiados e deslocados continua crescendo na África

janeiro 28, 2009

Um relatório da Comissão da União Africana (CUA) revela que a África possui cerca de três milhões de refugiados e 15 milhões de deslocados internos. A informação foi divulgada no site Angop.

O documento aponta que a situação geral dos refugiados, dos repatriados e dos deslocados voluntários na África continua contrastada. Enquanto o quadro melhorou em algumas regiões, deteriorou-se em outras devido à intensificação ou ao ressurgimento de conflitos, catástrofes naturais, mudanças climáticas, aumento da pobreza e a crise financeira mundial.

É o caso dos países do centro e do leste da África que continuam a gerar grandes preocupações. Os confrontos em alguns países destas regiões continuam a ganhar amplitude, provocando assim a fuga de milhares de seus cidadãos para países vizinhos, segundo o relatório.

O Chade e a República Centro-Africana são as nações mais preocupantes, devido aos milhares de refugiados e deslocados, bem como a Somália, que sofre com uma terrível crise humanitária e mais de três milhões de pessoas que necessitam de assistência.

De acordo com o relatório, as crises e a falta de segurança atingem também as agências de ajuda humanitária que trabalham no continente.

Por outro lado, a situação melhorou no Norte da África, ainda que o número de refugiados ainda seja alto. É o caso do norte da Argélia, que abriga aproximadamente 165 mil refugiados de Tindouf. O Egito, por sua vez, acolheu mais de 40 mil refugiados, dos quais 23.342 são sudaneses.

Graças ao estabelecimento da paz na África Ocidental, a situação está estável nos países da região, de acordo com as informações da União Africana. Contudo, existe ainda um obstáculo a ser vencido na Costa do Marfim, onde existem 700 mil deslocados voluntários que não regressaram às suas casas e milhares de refugiados continuam a viver nos países vizinhos.

A África Austral continua acolhendo cerca de 160 mil refugiados provenientes da República Democrática do Congo (RDC), do Burundi, da Ruanda e da Somália.

Refugees United


Menores refugiados colombianos são discriminados na Costa Rica

janeiro 28, 2009

O estudo “Construindo uma comunidade: a integração de meninos, meninas e adolescentes colombianos refugiados na Costa Rica”, mostra uma dura realidade enfrentada pelas famílias de refugiados da Colômbia, que hoje estão em território costarriquenho. O material foi desenvolvido pelo ACNUR, pela Associação de Consultores e Assessores Internacionais (ACAI) e pelo Instituto de Pesquisas Psicológicas da Universidade da Costa Rica (IIP). As informações foram divulgadas no site El Financeiro.

Os meninos, meninas e adolescentes colombianos que moram na Costa Rica passam por uma série de dificuldades no que diz respeito à socialização, à educação e à saúde.

As famílias colombianas também têm problemas em conseguir quem cuide de suas crianças por não contarem com redes sociais naquele país.

Outro obstáculo que enfrentam, especialmente os adolescentes, é a intolerância expressa pelos jovens costarriquenhos da mesma idade e até do corpo docente em algumas instituições educativas.

Segundo dados colhidos entre 2007 e 2008, 37% das crianças e 43% dos adolescentes colombianos foram vítimas de xenofobia. Além disso, entre 12% e 16% dos menores também deixaram de receber atendimento médico no país por não contarem com seguro social.

Hoje, na Costa Rica, vivem aproximadamente 12 mil pessoas refugiadas segundo dados do ACNUR, sendo que pelo menos 10 mil são vítimas dos conflitos armados na Colômbia.

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