OAB do Amapá presta auxilio jurídico a refugiados nigerianos

março 31, 2009

O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) seccional do Amapá, Washington Caldas, acompanha o caso dos cinco nigerianos que entraram ilegalmente no país e que chegaram ao Amapá escondidos na parte onde fica o leme de um navio. Por quase uma semana, eles ficaram no pequeno espaço sem água e comida. Quando o navio de bandeira estrangeira aportou em Santana, eles foram avistados pela tripulação. A Polícia Federal foi acionada e eles terminaram detidos.

Segundo o presidente da OAB do Amapá, os nigerianos foram ouvidos pelo delegado federal e depois colocados em um hotel até que o processo de extradição fosse concluído. Porém, um deles deixou o hotel em busca de auxílio jurídico. Após ouvir os fatos narrados, Washington Caldas resolveu entrar com um pedido de refúgio, que foi acolhido pela Justiça Federal. Porém a decisão é parcial. Com isso, eles ganharam documentos da PF com os quais podem, durante o período em que o processo é julgado pelo Conare (Comitê Nacional Para Refugiados), tirar carteira de trabalho e tentarem conseguir um emprego.

O presidente da instituição também declarou que está entrando com mandado de segurança contra a decisão da justiça que desobriga o armador da embarcação que trouxe os refugiados, de arcar com as despesas enquanto o processo não é concluído. Até lá a OAB acompanhará todo o processo prestando o serviço jurídico necessário para os refugiados.

Segundo Washington, a principal alegação dos refugiados foi a de que eles deixaram o país de origem por medo da guerra civil. Eles relataram que os grupos armados recrutam esses jovens em todas as províncias. Caso não atendam o chamamento, eles são assassinados de forma brutal. A morte é como um aviso para outros jovens. Nesse caso a lei brasileira ampara esses refugiados que estão em situação de risco de vida.

Fonte: Última Instância


Naufrágio provoca morte de centenas de refugiados no Mediterrâneo

março 31, 2009

Refugiados que sobreviveram ao naufrágio: número total de vítimas é incerto

Refugiados que sobreviveram ao naufrágio: número total de vítimas é incerto


Mais de 300 pessoas morreram na costa líbia quando tentavam cruzar o Mediterrâneo em embarcações precárias, provavelmente rumo à Itália. Tragédia desencadeia novo debate sobre política europeia de imigração.

Nas imediações de três carcaças de embarcações encontradas após um naufrágio no Mar Mediterrâneo, a guarda costeira líbia recolheu pouco mais de duas dezenas de cadáveres, noticiou um jornal de Trípoli nesta terça-feira (31/03).

Estima-se, porém, que o saldo total do naufrágio ocorrido no Mediterrâneo seja muito mais alto. Segundo informações fornecidas por autoridades líbias, somente uma das embarcações que afundaram tinha 365 passageiros à bordo, embora fosse prevista para o transporte de apenas 75 pessoas.

Os refugiados, em sua maioria africanos, deixaram a Líbia a partir do porto de Sidi Belal, próximo a Trípoli, possivelmente rumo à Itália. Uma quarta embarcação que levava 350 passageiros conseguiu escapar do naufrágio e seus passageiros puderam ser salvos. Segundo autoridades locais, entre as centenas de vítimas estão refugiados da Somália, Nigéria, Eritreia, Síria, dos países do Magreb (Marrocos, Argélia, Tunísia, Mauritânia e a própria Líbia) e dos territórios palestinos.

Equipamento de salvação insuficiente
A Organização Internacional para Migração (OIM), em Genebra, confirmou que há mais de 300 refugiados desaparecidos. Segundo representantes da organização, as embarcações já se encontravam em alto mar, o que impossibilitava que os tripulantes regressassem a nado até a costa. Nas embarcações, não havia equipamentos de segurança, como coletes salva-vidas, por exemplo.

O alto comissário para refugiados das Nações Unidas, António Guterres, lamentou a tragédia e salientou que a “temporada do tráfego humano” se inicia no Mediterrâneo (com o início da primavera no continente europeu). Segundo Guterres, foram enviados à Trípoli representantes das Nações Unidas para averiguar as razões da tragédia junto aos sobreviventes, que foram levados a campos de internamento nas proximidades da cidade.

Vítimas nunca serão encontradas
De acordo com a OIM, desde a noite do último domingo (29/03), uma grande número de embarcações de refugiados se pôs a caminho da Itália, sendo que alguns deles já chegaram ao destino. “Nunca saberemos exatamente quantas pessoas estavam nesses barcos, porque nunca serão encontrados todos os corpos”, observou uma porta-voz da organização.

Segundo a OIM, na Líbia vivem até 1,5 milhão de refugiados ilegais, principalmente dos países da África Ocidental, bem como da Somália e da Etiópia. Muitos deles tentam a qualquer custo chegar à Europa. No ano passado, 33 mil refugiados do norte da África chegaram à ilha italiana de Lampedusa.

Verbas desperdiçadas
Rupert Neudeck, fundador da organização de ajuda humanitária Cap Anamur, criticou após a tragédia a política de refugiados da União Europeia. Em entrevista a um jornal de Munique, ele descreveu como “sem sentido” a política do bloco de manter as fronteiras sistematicamente cerradas à custa de proteção policial.

Neudeck critica também as tranferências de verbas da UE para os países africanos, teoricamente destinadas ao combate à imigração ilegal, o que acaba não acontecendo. Segundo ele, os donos do poder nos países africanos em questão não estão interessados na conjuntura econômica, nem tampouco em melhorar o nível de vida da população local. “Essas pessoas só querem incrementar seu próprio bem-estar, mantendo contas anônimas nos bancos suíços”, completa Neudeck.

Caminho sem volta
Ele estima que os refugiados africanos pagam em média dois mil dólares por um lugar numa embarcação rumo à Europa. A passagem é paga geralmente pela família ou até mesmo por comunidades inteiras. Em troca, os imigrantes assumem o compromisso de enviar remessas de dinheiro à cidade natal quando chegam ao continente europeu. “Para eles não tem volta, pois mesmo se quisessem regressar, precisariam primeiro pagar as dívidas”, explica Neudeck.

A Comissão da UE alertou os países-membros do bloco a se prepararem para um fluxo crescente de refugiados. Nos últimos dois anos não houve, durante o inverno europeu, nenhum recuo significante do número de embarcações de refugiados no Mediterrâneo, afirma, em Bruxelas, Michele Cercone, porta-voz da Comissão. Com isso, aumenta também o risco de tragédias como essa, completa Cercone.

Fonte: DW-World


Angola-Zâmbia: refugiados mudam de idéia

março 30, 2009

Angolanos deixam o campo de Meheba em 2005 (Foto: Nebert Mulenga/IRIN)

Angolanos deixam o campo de Meheba em 2005 (Foto: Nebert Mulenga/IRIN)


Sete anos após a paz ter sido restabelecida em Angola, os refugiados que saíram do país há três décadas por causa da Guerra e que se encontram em Zâmbia dão sinais ambíguos em relação ao repatriamento, segundo informações do site IRIN Africa. Vinte e sete mil angolanos se encontram no país vizinho, após 74 mil já terem voltado para Angola graças a um programa de repatriamento do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e do governo anfitrião, que teve a duração de quatro anos e terminou em 2007.

O ACNUR reabriu a janela de repatriamento após sete mil refugiados angolanos terem demonstrado, no começo deste ano, interesse em retornar. Mas uma pesquisa conduzida pela agência e do governo anfitrião em março de 2009 no campo de refugiados Mayukwayukwa – um dos maiores de Zâmbia – revelou que apenas 2,5% querem de fato retornar.

“O objetivo da pesquisa era identificar o número de refugiados angolanos que gostariam de ser repatriados, a fim de mobilizar os recursos adequadamente para a repatriamento e identificar as cidades e comunidades de Angola que receberiam e reintegrariam os refugiados “, explicou o diretor do ACNUR em Zâmbia, James Lynch.

“Parece que o interesse dos refugiados angolanos em Mayukwayukwa é pequeno no que tange ao retorno para casa”. A última pesquisa que entrevistou 10 mil angolanos, naquele campo de refugiados, apontou que apenas 251 querem voltar imediatamente, enquanto que 284 (2,8%) avaliam que poderiam voltar em 2010 e 756 (7,6%), em 2011.

O processo de repatriamento dos refugiados angolanos teve início em 2003 após um acordo tripartite entre os governos de Angola e Zâmbia e o ACNUR. O processo terminou em 2007 após 74 mil refugiados terem sido ajudados a voltar para casa, enquanto de muitos que viviam fora dos campos voltaram por iniciativa própria.

“Após a suspensão do trabalho em larga escala em 2007, o repatriamento volunt[ario será retomado em maio de 2009, com o apoio do ACNUR que irá aos ajudar os refugiados com o transporte e uma quantia em dinheiro para auxiliá-los na reintegração em Angola”, disse Lynch.

“Os refugiados citaram muitas razões para não quererem voltar, entre elas o fato de terem vivido por muito tempo ou terem nascido em Zâmbia, por terem se casado com pessoas daquele país, pela necessidade das crianças em terem acesso à educação e também devido às maiores oportunidades existentes em Zâmbia”.

Governo está impaciente
James Mfula, secretário interino do Ministério do Interior de Zâmbia, disse ao site IRIN que há uma grande preocupação do governo em relação ao baixo nível de interesse dos refugiados angolanos em irem para casa.

“Angola está em paz agora e encorajamos todos os refugiados angolanos a considerarem a possibilidade de voltarem para casa para contribuir com a reconstrução de seu país. Não é bom ser refugiado para sempre”, disse Mfula.

Refugiados residentes em Zâmbia recebem o estatuto de refugiados in Zambia mesmo quando se casam com zambianos, mas o governo não especifica se os refugiados que permanecerem após o término do período de repatriamento receberão o estatuto de refugiados ou serão considerados imigrantes ilegais.

O governo zambiano declarou que em 2008 tinha a intenção de transformar os antigos campos de refugiados em centros de treinamento. Lynch afirmou que há a probabilidade de que os campos de Mayukwayukwa e Meheba, os dois que abrigam os refugiados angolanos, sejam fechados após o período de repatriamento.

“isso depende de quantas pessoas sejam repatriadas. Não há apenas angolanos vivendo lá, mas há refugiados de outras nacionalidades, como somalis, ruandeses, burundianos e congoleses”.

Refugees United


Orquestra de jovens palestinos é fechada

março 29, 2009

Autoridades palestinas desmontaram uma orquestra de jovens músicos de um campo de refugiados na Cisjordânia depois de eles terem se apresentado para um grupo de sobreviventes do Holocausto em Israel, informou hoje um funcionário do governo. Adnan Hindi, do campo de Jenin, classificou o Holocausto como “tema político” e acusou a regente Wafa Younis de arrastar as crianças desavisadas para uma disputa política. Ele acrescentou que Younis foi impedida de entrar no campo e o apartamento onde ela ensinava música aos 13 membros da orquestra Cordas da Liberdade foi isolado.

“Ela explorou as crianças”, disse Hindi, líder do “comitê popular” do campo, responsável pela administração das atividades municipais. “Ela será proibida de participar de quaisquer atividades. Precisamos proteger nossas crianças e nossa comunidade.” A medida destaca a sensibilidade de muitos palestinos em relação ao reconhecimento do sofrimento dos judeus, temendo que isto enfraqueça os seus próprios ressentimentos históricos contra Israel. “O Holocausto aconteceu, mas nós estamos enfrentando um massacre parecido nas mãos dos próprios judeus”, disse Hindi. “Perdemos nossa terra, fomos obrigados a fugir, e passamos os últimos 50 anos vivendo em campos de refugiados.”

Cerca de 6 milhões de judeus foram assassinados durante a campanha nazista que procurou exterminá-los da Europa. A necessidade urgente de encontrar um santuário para as centenas de milhares de sobreviventes deste genocídio catalisou a criação do Estado judaico após a 2.ª Guerra Mundial. Centenas de milhares de palestinos fugiram ou foram expulsos de suas casas durante a guerra que se seguiu à criação de Israel – um evento conhecido entre os palestinos como Naqba, ou Catástrofe. Hindi disse que os palestinos – especialmente neste campo de refugiados – sofreram nas mãos de Israel e exigiu que em primeiro lugar fossem reconhecidos seu próprio drama.

O campo de refugiados localizado no norte da Cisjordânia foi o cenário de uma batalha travada em abril de 2002 na qual 23 soldados israelenses foram mortos, junto com 53 civis e militantes palestinos, durante vários dias de confrontos. No embate foram destruídos largos trechos do território do campo. Os residentes do campo são descendentes dos palestinos que foram desabrigados pela guerra de independência de Israel. Os jovens da modesta orquestra, cujas idades vão de 11 a 18 anos, se apresentaram na quarta feira para sobreviventes idosos na cidade israelense de Holon.

Fonte: O Estado de S.Paulo


Iraque é criticado por fechar campo de refugiados iranianos

março 28, 2009

Um grupo da oposição iraniana criticou hoje a intenção do Governo do Iraque de fechar um campo que atende a refugiados que lutaram contra o regime islâmico do Irã.

Os planos de fechar o campo de Ashraf, localizado perto da fronteira entre os dois países, foram anunciados ontem, pelo titular do Conselho Nacional de Segurança iraquiano, Muwafat al-Rubaie.

Caso o local seja realmente fechado, aproximadamente 3.500 militantes dos Mujahedins do Povo do Irã (PMOI, na sigla em inglês) ficarão sem amparo.

“A situação é muito tensa e sabemos que muitas pessoas podem ficar feridas pela brutalidade do regime iraniano”, disse à Agência Efe Mehdi Marand, porta-voz do Conselho Nacional da Resistência iraniana, considerado o braço político do PMOI.

Rubaie anunciou que se os ativistas não saírem do país voluntariamente serão levados para outros lugares longe da fronteira com o Irã.

“Eles eram terroristas estrangeiros vivendo ilegalmente no Iraque”, afirmou o alto funcionário iraquiano.

O PMOI, fundado em 1965, combateu o regime do último xá da Pérsia, Mohammad Reza Pahlevi, e se uniu à revolução islâmica que triunfou em 1979, embora, posteriormente, tenha voltado a pegar em armas contra o regime que se instalou em Teerã.

Durante a guerra entre o Iraque e o Irã (1980-1988), os Mujahedins do Povo do Irã apoiaram o regime iraquiano de Saddam Hussein, mas, no início dos anos 90, deixou de operar militarmente contra o Governo de Teerã

O campo de Ashraf, situado ao norte de Bagdá, a cerca de 80 quilômetros da fronteira com o Irã, passou a ser administrado pelos EUA após a invasão militar de 2003 e, no início deste ano, foi reentregue às autoridades iraquianas.

O porta-voz do Conselho Nacional de Resistência do Irã afirmou que a decisão das autoridades iraquianas de acabar com o campo atende a uma exigência do regime iraniano e vai contra as leis internacionais que protegem os refugiados.

Fonte: G1


Em busca da dignidade perdida

março 27, 2009
Gil Loescher ministra seminário sobre refugiados, no Tribunal Superior do Trabalho em Brasília. (Foto: Antônio Pureza/ASCS-TST)

Gil Loescher ministra seminário sobre refugiados, no Tribunal Superior do Trabalho em Brasília. (Foto: Antônio Pureza/ASCS-TST)

Professor de Oxford discute o refúgio prolongado, em palestra promovida pelo British Council em Brasília

* Carolina Montenegro

“Para Sérgio Vieira de Mello, restaurar a dignidade dos refugiados, de suas comunidades e de suas nações era o maior trabalho humanitário da ONU”. Em uma de suas últimas frases durante palestra nesta quinta-feira no Brasil, o americano Gil Loescher apontou o caminho e o tamanho do desafio para lidar com uma das maiores crises humanitárias mundiais: a dos deslocamentos prolongados.

Professor do Centro de Estudos de Refugiados da Universidade de Oxford, Loescher é um dos maiores especialistas do mundo em direito internacional humanitário e proteção de refugiados. Veio ao Brasil esta semana encerrar um ciclo de seminários em homenagem ao brasileiro Sergio Vieira de Mello, alto-comissário da ONU que morreu em um atentado à bomba no Iraque há cinco anos. Loescher também estava no escritório que foi alvo do ataque e sobreviveu, mas outros 21 funcionários da organização morreram.

Loescher teve as pernas paralisadas pelo incidente, mas manteve a voz ativa. Em Brasília, debateu o refúgio prolongado, tema de seu livro mais recente e fruto de anos de pesquisa na área e visitas a campos de refugiados no mundo todo.

“Cerca de dois terços dos refugiados do mundo vivem em situação de refúgio prolongado, que a ONU define como populações acima de 25 mil pessoas vivendo em exílio por mais de cinco anos”, explicou Loescher.

Segundo o acadêmico, apenas recentemente a questão começou a ganhar espaço na agenda pública. “Só agora a comunidade internacional começa a ver que lidar com a situação do refúgio prolongado é crucial para conter a insegurança e promover a paz duradoura em Estados frágeis, vitimados por constantes conflitos internos”, afirmou.

Loescher conheceu de perto pela primeira vez a realidade das situações de refúgio prolongado quando visitou o campo de Dadaab no Quênia em 2001, onde somalis vivem há anos fugindo da violência, da fome e da seca no país vizinho. “A maior parte daquelas pessoas vivem em situação precária, em um limbo permanente, são gerações de famílias sendo criadas em campos de refugiados”, conta.

Montados em 1991, com capacidade para abrigar 90.000 pessoas, os três campos de refugiados do Acnur (Agência das Nações Unidas para Refugiados) em Dadaab comportam hoje cerca de 250.000 somalis. E os números não param de aumentar: em 2008, 65.000 somalis buscaram refúgio no Quênia, contra 19.000 em 2007.

Loescher denunciou também a falta de perspectivas dos refugiados em uma situação como esta e o direito de liberdade de movimento e de trabalharem que lhes é negado pelas próprias circunstâncias da vida no campo de refugiados por anos. Os impactos psicológicos dessa situação permanente se refletem no aumento de casos de violência e suicídios entre refugiados.

“Os refugiados são vistos como um peso, em vez de terem seu potencial aproveitado”, disse. Ele destacou que o envolvimento e o treinamento dos refugiados com trabalhos de infraestrutura e comércio nos campos podem contribuir para fortalecer a economia local e ajudar a mudar a cena política dos países de onde vieram.

Por coincidência, Loescher havia ido ao escritório da ONU em Bagdá conversar com Vieira de Mello, em agosto de 2003, justamente sobre a situação dos refugiados iraquianos que tinham fugido para a Síria e a Jordânia, após a invasão dos Estados Unidos. “Eu tinha feito várias visitas à região e os iraquianos sempre me perguntavam se um dia poderiam voltar em segurança para seu país”, conta o professor americano sobre o conflito que gerou mais uma situação de deslocamento prolongado.

“Muito ainda pode ser feito e precisa ser feito para mudar tudo isso. Sergio passou a maior parte de sua carreira ajudando os refugiados, foi uma pessoa singular. E foi a coragem e a esperança de tantos refugiados que conheci que me deram coragem e esperança para me recuperar após o atentado. Se acreditarmos nos refugiados e nos ideais de Sergio Vieira de Mello não podemos permitir que as situações de deslocamento prolongado continuem”, finalizou Loescher, sob aplausos.

* Repórter Especial Refugees United


Iraquianos detidos obtêm estatutos de refugiados

março 26, 2009

Os seis iraquianos que foram detidos nas ilhas Maurícias obtiveram ontem os estatutos de refugiados concedidos pelo Alto Comissariado dos Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), segundo informações do site Angola Press.

Os refugiados chegaram às ilhas Maurícias no dia 24 de Novembro de 2008 com passaportes falsos. O destino final era a Austrália, mas eles ficaram detidos na cadeia de Beau-Bassin, que fica a 20 quilômetros ao sul de Port-Louis.

O advogado, Bhanji Soni, tentou libertá-os sob caução na semana passada, mas não teve sucesso devido a um recurso interposto pela Polícia contra a decisão do Tribunal, que queria soltar os refugiados.

A responsável da Representação Regional do ACNUR, Monique Ekoko, enviou uma carta ao Gabinete do primeiro-ministro maurício, informando que os seis iraquianos obtiveram os estatuto oficiais de refugiados do ACNUR e que esta situação os coloca sob o mandato desta organização internacional. Desta forma, a agência da ONU tem a responsabilidade de garantir proteção e assistência aos refugiados iraquianos.

Ekoko afirmou ainda que o escritório regional do ACNUR em Pretória, na África do Sul, continua trabalhando para encontrar um país de asilo para essas seis pessoas.

O diretor da Anistia Internacional (AI) nas ilhas Maurícias, Lindley Couronne, também entende que não exista mais nenhum obstáculo à libertação imediata e incondicional dos iraquianos Faraj Antonie Amira, Shukri Harmuz Aoraha, George William Issac, Martin William Issac, Jebrail Nassen Toma e Hossam Yones Toma.

Refugees United


Incêndio provocado mata 2 em campo de refugiados em Darfur

março 25, 2009

Pelo menos duas pessoas morreram em um incêndio provocado por homens armados em um campo de refugiados em Darfur, que destruiu 25% do local, informaram hoje fontes da força internacional de paz Unamid.

A Unamid, força de paz conjunta das Nações Unidas e da União Africana em Darfur, afirmou que quatro homens armados atacaram na terça-feira à noite um acampamento no oeste da região, perto do Chade, e que mais de 100 tendas de campanha foram destruídas pelo fogo.

O ataque também deixou quatro feridos no acampamento, habitado por cerca de 6 mil pessoas, a maioria originária da tribo africana Al-Masalit.

Segundo disse antes o porta-voz do Unamid, Kamal Saiki, os atacantes fugiram e já foi iniciada uma investigação para conseguir identificá-los.

Cerca de 2,5 milhões de pessoas tiveram que deixar suas casas e se refugiar em acampamentos dentro e fora do país, desde que, em fevereiro de 2003, dois grupos rebeldes iniciaram um levante armado contra o regime de Cartum em protesto contra a distribuição das riquezas e o estado de abandono desta província.

O presidente do Sudão, Omar al-Bashir, ordenou a expulsão de 13 organizações do país em 4 de março, depois que o Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu uma ordem de detenção contra ele sob as acusações de crimes de guerra e lesa-humanidade, supostamente cometidos durante o conflito em Darfur.

Fonte: G1


Refugees United na imprensa mundial

março 24, 2009

A imprensa mundial tem publicado matérias sobre a Refugees United.

A ONG foi notícia na Alemanha, Brasil, Coréia do Sul, Dinamarca, Estados Unidos, Finlândia, Grécia, República Checa, Suíça e ainda foi mencionada no site UN Dispatch.

Refugees United

Alemanha

http://www.spiegel.de/international/world/0,1518,614590,00.html

http://www.sueddeutsche.de/computer/894/459535/text/

http://www.br-online.de/on3radio/themen/refunite-onlineangebot-fluechtlinge-ID1235580538505.xml

http://www.radiobremen.de/funkhauseuropa/serien/netsurfer/refugees100.html

Brasil
http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/derspiegel/2009/03/24/ult2682u1115.jhtm

http://noticias.bol.uol.com.br/internacional/2009/03/24/ult2682u1115.jhtm

Coréia do Sul
http://media.daum.net/cplist/view.html?cateid=&cpid=82&newsid=20090324111605299&p=etimesi

http://news.joins.com/article/3543877.html?ctg=13

http://www.hani.co.kr/arti/international/international_general/345996.html
.etnews.co.kr/news/detail.html?mc=m_015_00001&id=200903240053

http://news.mk.co.kr/newsRead.php?sc=30300017&cm=%EA%B5%AD%EC%A0%9C%EC%82%AC%ED%9A%8C&year=2009&no=181136&selFlag=sc&relatedcode=&wonNo=&sID=303

http://www.linxus.co.kr/main/list_news.asp?blogid=kpoks&dir_code=ABAB

Dinamarca
http://politiken.dk/newsinenglish/article675951.ece

Estados Unidos
http://abcnews.go.com/International/story?id=7161310&page=1

Finlândia
http://www.vihrealanka.fi/node/3951

Grécia
http://www.tvxs.gr/v8109

República Checa
http://m.ihned.cz/c4-10070660-36295420-700000_pdadetail-kdyz-facebook-vraci-domov-seznamte-se-socialni-siti-pro-uprchliky

Suiça
http://dasmagazin.ch/index.php/christopher-und-david-mikkelsen-die-bessere-ngo/

UN Dispatch
http://www.undispatch.com/node/7913


Explosão próximo a campo de refugiados palestinos no Líbano mata líder da OLP

março 23, 2009
Escolares passam em fila indiana nesta segunda-feira (23) ao lado dos destroços do carro que explodiu no sul do Líbano, matando o líder da OLP Medhat Kamal e mais quatro pessoas. (Foto: Reuters)

Escolares passam em fila indiana nesta segunda-feira (23) ao lado dos destroços do carro que explodiu no sul do Líbano, matando o líder da OLP Medhat Kamal e mais quatro pessoas. (Foto: Reuters)

Mais 4 pessoas morreram no ataque a carro próximo à cidade de Sidon. Fatah, que controla a OLP, não sabe quem está por trás do atentado.

Uma explosão que atingiu um carro nesta segunda-feira (23) próximo a um campo de refugiados palestinos no sul do Líbano matou cinco pessoas, inclusive Medhat Kamal, segundo homem da OLP (Organização para Libertação da Palestina, controlada pelo Fatah) no Líbano. As outras vítimas seriam três guarda-costas.

A causa da explosão, próximo a um posto de controle do Exército do Líbano, na entrada do campo de Mieh Mieh, fora da cidade libanesa de Sidon, ainda é desconhecida, segundo fontes de segurança.

Fahmy al-Zaarir, porta-voz do Fatah na Cisjordânia, disse que tratou-se de um “assassinato”. Segundo ele, Abbas Zaki, o chefe da OLP, também estava visitando o campo, mas não se feriu.

Para o porta-voz, ainda é cedo para determinar quem está por trás do ataque. Nenhum grupo assumiu a autoria.

Medhat, também conhecido como Kamal Nagi, foi anteriormente responsável pelos serviços de inteligências do Fatah, movimento do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas.

O Líbano abriga 12 campos de refugiados palestinos, com mais de 200 mil refugiados.

Hamas lamenta
O representante do grupo palestino Hamas no Líbano, Osama Hamdan, condenou de forma enérgica o atentado.

Em declarações à rede de televisão libanesa “LBC”, Hamdan disse que o objetivo do ataque é “desestabilizar os campos de refugiados palestinos”.

Fonte: G1


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