Um total de 13.447 cidadãos angolanos estão refugiados em Kinshasa, revelou o Secretariado Permanente da Comissão Nacional para os Refugiados (CNR) da RD Congo após uma operação de recenseamento levada a cabo de 25 a 26 de Junho corrente.
Esperava-se por um efetivo mais importante, estimado em cerca de 23.600 pessoas, indicou o secretário permanente do CNR, Rigobert Moupondo Mafundji, que atribuiu a redução a um recente repatriamento de seis mil indivíduos pela Embaixada de Angola, à morte de 222 pessoas e aos regressos voluntários e espontâneos.
Dos 13.447 refugiados recenseados em Kinshasa, 10.374 exprimiram a intenção de regressar ao seu país enquanto 3.951 foram declarados vulneráveis, doentes na sua maioria e que não podem deslocar-se para os locais de registro.
Uma equipe móvel mista (RD Congo/Angola/Alto Comissariado da ONU para os Refugiados) deverá deslocar-se junto a pessoas para o seu registro e inquirir-se das suas intenções.
O secretário permanente do CNR anunciou igualmente a organização em breve de reunião tripartite de avaliação para avaliar a primeira operação e fixar a data da segunda, que decorrerá na província do Baixo-Congo, na fronteira com Angola.
Este recenseamento visa permitir aos refugiados que desejam regressar ao seu país o façam em segurança, lembrou a CNR.
A RD Congo e Angola, que partilham uma fronteira comum de mais de dois mil quilómetros, conhecem movimentos massivos e regulares de populações em tempo de paz, que se tornam mais fortes durante conflitos armados num ou noutro país.
As guerras repetitivas em Angola, que duraram mais de 20 anos desde os anos 1970, provocaram a afluência à RD Congo de centenas de milhares de Angolanos, dos quais vários se integraram na população congolesa com a qual partilham a cultura e em alguns casos a língua kikongo, falada nas províncias congolesas de Bandundu e Baixo-Congo.
Fonte: Panapress

