Mais de 56 mil civis fogem de confrontos na RD Congo

julho 31, 2009

Segundo o Acnur, algumas aldeias no leste do país ficaram desertas após os seus habitantes terem fugido para florestas vizinhas para escapar aos combates.

Civis deixaram suas casas

Civis deixaram suas casas


Cerca de 56 mil civis congoleses foram obrigados a deixar suas casas desde 12 de julho após a última onda de violência no leste da República Democrática do Congo.

O porta-voz do Alto Comissariado para Refugiados, Andrej Mahecic, disse nesta sexta-feira em Genebra, na Suiça, que eles fugiram para escapar da campanha militar em curso do exército governamental contra as Forças Democráticas de Libertação de Ruanda, Fdlr, de maioria hutu, e os seus aliados locais na província de Kivu Sul.

Desertas
Ele indicou que muitas aldeias na região de Uvira são referidas como estando desertas após os seus habitantes terem fugido para florestas vizinhas e outras áreas seguras.

O funcionário do departamento político da missão das Nações Unidas no país, Monuc, Hélder de Barros, disse à Rádio ONU, de Kinshasa, que o grupo Mai Mai é um dos aliados da Fdlr que aterroriza populações civis em Kivu Sul.

“Mai Mai é um grupo de auto-defesa que surgiu no leste do Congo durante o governo de Mobutu. Eles aparecem no quadro da luta pela posse da terra na região.

Agenda Política
A questão da terra arável é importante naquela área devido a uma forte densidade populacional. Mas com o andar do tempo, eles passaram a ter uma agenda política”.

O Acnur disse que muitos residentes tentaram regressar às suas aldeias mas tiveram de fugir de novo na sequência de ataques do grupo rebelde hutu.

Fonte: Rádio ONU


Crianças de Gaza tentam bater recorde de mais pipas empinadas

julho 30, 2009

Mais de seis mil pipas foram lançadas em praia no norte de Gaza. Para organizador, mais da metade das pipas voou ao mesmo tempo.

As crianças de Gaza tentaram nesta quinta-feira (30) bater o recorde de voo simultâneo de pipas com o lançamento de seis mil desses brinquedos na praia do norte da Faixa, cujo céu ficou recoberto de uma sinfonia de cores.

Centenas de crianças palestinas tentam estabelecer nesta quinta-feira (30), em Beit Lahiya, um novo recorde mundial para o maior número de pessoas soltando pipas. (Foto: Adel Hana/AP)

Centenas de crianças palestinas tentam estabelecer nesta quinta-feira (30), em Beit Lahiya, um novo recorde mundial para o maior número de pessoas soltando pipas. (Foto: Adel Hana/AP)

O organizador do evento, Zuhir Haniyeh, afirmou que mais da metade das pipas voou ao mesmo tempo, o que, se for confirmado, bateria o recorde alcançado no ano passado na Alemanha, quando 713 pipas foram empinadas simultaneamente.

A prova foi patrocinada pela Agência das Nações Unidas para os Refugiados (UNRWA), cujo diretor local, John Ging, mostrou esperança de que a marca tenha sido batida.

Os participantes procediam de diversos acampamentos financiados pela UNRWA, e o evento se desenvolveu perto da casa da família do menino Huda Ghalia, morto há três anos pelo bombardeio de um navio da Marinha israelense.

As pipas, bastante coloridas, tinham impressas frases pedindo que Israel coloque fim ao cerco que submete a Gaza desde que, há dois anos, o movimento islâmico Hamas obteve o controle da Faixa.

A prova foi patrocinada pela Agência das Nações Unidas para os Refugiados (UNRWA), cujo diretor local, John Ging, mostrou esperança de que a marca tenha sido batida. (Foto: Adel Hana/AP)

A prova foi patrocinada pela Agência das Nações Unidas para os Refugiados (UNRWA), cujo diretor local, John Ging, mostrou esperança de que a marca tenha sido batida. (Foto: Adel Hana/AP)

Fonte: G1


Primeiro centro de acolhimento de jovens começa a nascer sexta-feira

julho 30, 2009

Os jovens refugiados em Portugal vão dispor em breve de instalações próprias, na sequência do protocolo para a instalação do Centro de Acolhimento de Crianças Refugiadas, que será assinado na sexta-feira.

O acordo, que prevê a recuperação de instalações degradadas existentes no Parque da Bela Vista, é assinado pela Câmara Municipal de Lisboa, pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, pelo Conselho Português para os Refugiados e por uma marca de relógios que financia o projecto.

Trata-se do primeiro centro em Portugal destinado ao acolhimento específico de jovens refugiados até aos 18 anos, referiu à Lusa Mónica Frechaut, do Conselho Português para os Refugiados (CPR).

Fonte: Lusa


Irlanda receberá dois detentos de Guantánamo

julho 29, 2009

O ministro da Justiça irlandês, Dermont Ahem, afirmou nesta quarta-feira que seu país vai receber dois detentos de Guantánamo. No comunicado, Ahem disse que a decisão ocorre após uma visita de autoridades irlandesas à prisão na semana passada. O acordo foi confirmado após um encontro do ministro com o embaixador americano Dan Rooney.

Ahem acrescentou que ele foi o primeiro líder europeu a pedir o fechamento de Guantánamo.

Os dois detentos ainda não foram considerados formalmente refugiados e, por isso, Ahem diz que as autoridades irlandesas vão “aderir às normas do procedimento oficial, respeitando os direitos dos dois”. Sendo assim, não será divulgada nenhuma informação pessoal sobre os suspeitos, como nome, família ou a data de transferência.

Fonte: O Globo


Conflito na Somália força saída de refugiados pelo Golfo de Aden

julho 28, 2009

Os contínuos enfrentamentos armados em Mogadício e na Somália Central estão forçando milhares de civis somalis a arriscarem suas vidas para atravessar o Golfo de Aden e buscar asilo no Iêmen, alertou hoje em Genebra o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).

Segundo o porta-voz do ACNUR, Ron Redmond, os parceiros da agência da ONU para refugiados na região relatam que cerca de 12 mil pessoas chegaram à cidade de Bossaso, no norte da Somália, desde o dia 7 de maio, onde aguardam uma oportunidade para cruzar o Golfo em embarcações clandestinas operadas por contrabandistas de pessoas. “Esses deslocados internos são parte dos cerca de 232.000 somalis forçados a deixar suas casas desde maio, quando o enfrentamento entre as milícias Al-Shabaab e Hisb-ul-Islam e as forças do governo irrompeu em vários distritos da capital somali”, afirmou Redmond.

“Nossos parceiros reportam que áreas onde as vítimas do conflito se concentram estão cada vez mais cheias e os criminosos estão recolhendo dinheiro daqueles que querem chegar ao Iêmen. Como o mar já está muito perigoso, é possível que a maioria das pessoas acampe em Bossaso e aguarde até setembro, quando os ventos são mais favoráveis” , disse o porta-voz do ACNUR.

Em 2008, mais de 50.000 mil pessoas da Somália atingiram a costa do Iêmen um aumento de 70% em relação a 2007. A tendência continuou durante os seis primeiros meses de 2009, com cerca de 30.000 novas chegadas, o que corresponde ao total verificado em 2007. “É uma jornada perigosa. Mais de mil pessoas se afogaram no percurso em 2008, tendo caído das embarcações ou tendo sido forçadas a desembarcar a uma distância muito grande da costa por contrabandistas inescrupulosos. Até o momento, este ano, cerca de 300 pessoas morreram ou estão desaparecidas”, informou Ron Redmond.

Para o ACNUR, o fenômeno do contrabando de pessoas representa um problema adicional sobre os recursos limitados do Iêmen e um desafio para os esforços governamentais de balancear suas obrigações sob o Direito Internacional com a necessidade de proteger o país da migração ilegal.

À medida que novas pessoas atingem a costa do Iêmen, os parceiros do ACNUR no país as conduzem a um dos quatro centros de recepção onde são registrados e recebem assistência básica (comida, abrigo, assistência médica) e apoio temporário enquanto se recuperam da travessia.

O Governo do Iêmen faz o reconhecimento automático aos somalis que solicitam refúgio e oferece alojamento em campos de refugiados. Há cerca de 13.000 pessoas, especialmente somalis, vivendo no campo de Kharaz, que é dirigido pelo ACNUR em cooperação com outras agências da ONU, bem como ONGs nacionais e internacionais. Além desta população, há dezenas de milhares de refugiados que optaram por permanecer em áreas urbanas pelo país.

Fonte: ACNUR


Imprensa precisa rever cobertura de conflitos no Oriente Médio, diz representante da ONU

julho 28, 2009

O diretor do Escritório da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos, Andrew Witley, afirmou hoje (28) que a imprensa precisa mudar a forma de retratar os conflitos no Oriente Médio. Para ele, muitas reportagens sobre a região são superficiais e usam expressões estereotipados, que reforçam preconceitos e não contribuem para a paz.

Em entrevista à Agência Brasil, Witley defendeu o fim do maniqueísmo que, segundo ele, envolve principalmente os conflitos entre Israel e a Palestina.

“Não é esconder. O Hamas grupo que controla a Faixa de Gaza e não reconhece o Estado de Israel pode ser muitas coisas. Bombas suicidas são atos terroristas, com certeza. Mas o Hamas foi eleito democraticamente em um processo que contou com inúmeros observadores internacionais”, destacou o representante da ONU.

Witley ressaltou que o papel da imprensa é mostrar a realidade do conflito, em vez de repetir declarações como “a Autoridade Palestina é fraca” ou “não negociamos com terroristas”. “Isso não ajuda em nada num entendimento construtivo”, afirmou.

“A imprensa tem o dever de entrar profundamente no assunto, e não deve repetir líderes políticos, principalmente as declarações que não têm conteúdo”, concluiu.

Fonte: Terra


Missão da ONU na RDC repatria 2.542 Ruandeses em seis meses

julho 27, 2009

Segundo a MONUC, o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR), por seu turno, reconduziu no mesmo período oito mil 337 civis ruandeses ao seu país

Pelo menos 2.542 ruandeses, dos quais 1.218 combatentes e 1.324 dependentes seus, foram repatriados entre janeiro e julho do corrente ano pela Missão das Nações Unidas na RD Congo (MONUC), indica a missão da ONU num comunicado.

Segundo a MONUC, o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR), por sua vez, reconduziu no mesmo período 8.337 civis ruandeses ao seu país, o que eleva o número total de cidadãos ruandeses repatriados para 10.879 pessoas.

Por outro lado, a MONUC afirmou que 30% dos rebeldes hutus membros da Forças Democráticas de Libertação do Ruanda (FDLR) são de origem congolesa.

Estes últimos teriam se juntado aos seus “irmãos” ruandeses para combater o regime de Kigali. As informações são da Panapress.

Fonte: África 21 Digital


Cansados da guerra, jovens afegãos pagam para sair do país

julho 26, 2009
Abdul Ahad, à esquerda, dirige com um segurança em território talibã de Cabul, em junho deste ano (Foto: Eros Hoagland/The New York Times)

Abdul Ahad, à esquerda, dirige com um segurança em território talibã de Cabul, em junho deste ano (Foto: Eros Hoagland/The New York Times)

Em 2008, 18 mil afegãos solicitaram asilo na Europa, o dobro de 2007. ‘Se você vai onde há trabalho, é morto em uma semana’, diz jovem.

Em duas décadas de conflitos, Abdul Ahad nunca cogitou deixar o Afeganistão. Porém, em 2007, seu país começou a se deteriorar rapidamente, assim como sua vida. Ele foi dispensado de seu trabalho integral como motorista e obrigado a aceitar o único trabalho que conseguiu encontrar: dirigir, uma vez por semana, através de território talibã.

Nos últimos oito meses, um homem-bomba e um tiroteio quase tiraram sua vida. Agora, Ahad, de 26 anos, disse basta. Ele começou a procurar potenciais contrabandistas para enviá-lo à Europa, disse ele, buscando se juntar ao crescente grupo de jovens afegãos que estão abandonando o país. Eles estão frustrados com a guerra infindável, a falta de perspectiva e o ritmo lento de mudança.

Apesar dos diplomatas estrangeiros manterem esperanças de que as eleições presidenciais de agosto e o novo posicionamento das tropas de Barack Obama possam mudar as coisas, os afegãos estão votando com as pernas.

No ano passado, cerca de 18 mil afegãos solicitaram asilo na Europa, um número quase duas vezes maior que o total de 2007. Esse pico representou o maior aumento num grande país em 2008, segundo as Nações Unidas. Em comparação, as solicitações de iraquianos caíram 10%.

“Não encontramos emprego aqui”, disse Ahad. “Se você vai a um lugar onde há trabalho, é morto em uma semana.”

“Estou desesperado”, acrescentou. “Não é o sonho da minha vida. Só quero terminar meus estudos e viver uma vida normal.”

Disposto a aceitar os riscos, jovens como ele estão entregando todas as suas economias – em alguns casos, até US$ 25 mil – e suas vidas nas mãos de contrabandistas. Eles arranjam viagens internacionais marítimas, para a Austrália, ou terrestres, para a Europa, onde os afegãos tentam obter asilo.

Mediadores
Encontrar um profissional deste ramo não é tão difícil quanto parece. Em entrevistas na capital, Cabul, vários contrabandistas (todos exigiram anonimato, pois seu trabalho é ilegal) estimaram que os negócios aumentaram em 60%, em comparação ao ano passado. Um deles afirmou que, pela primeira vez em sua carreira de 11 anos, ele teve de recusar clientes.

“Não consigo lidar com toda essa demanda”, disse ele. “Nunca imaginei que fosse chegar a esse ponto.”

A situação urgente do país fez com que até mesmo afegãos privilegiados deixassem o país. Entre eles, o apresentador de “Afghan Star”, uma série de televisão no estilo “American Idol”, que desapareceu depois que um documentário baseado no programa ganhou dois prêmios no Festival de Cinema de Sundance. Outro exemplo é um profissional da mídia que trabalhou para o presidente Hamid Karzai e abandonou sua delegação durante uma visita oficial aos Estados Unidos, em setembro último.

Há apenas alguns anos, o otimismo era abundante por lá, à medida que a invasão comandada pelos Estados Unidos parecia ter expulsado o Talibã, e acompanhou a volta de 3,5 milhões de refugiados afegãos de volta para a casa, enquanto se deflagrava uma série de promissores projetos de reconstrução.

G1 conta a história do Talibã
No entanto, desde 2006, ondas de afegãos fugiram da insurgência talibã, da corrupção endêmica e da incapacidade do governo em oferecer serviços básicos, como eletricidade. Eles estão acabando em águas perigosas, próximas à Austrália, em prisões turcas, em estações de trem de Roma e na Pequena Cabul, em Paris.

Vida de imigrante
Em Calais, França, um complexo presidiário para imigrantes, apelidado de “Selva”, mantém cerca de 600 afegãos em condições “muito, muito piores, comparadas a dois anos atrás”, disse Jean-Philippe Chauzy, da Organização Internacional para a Imigração, uma agência intergovernamental baseada em Genebra. Ele visitou o campo em maio. Oficiais franceses prometeram fechar o centro até o final de 2009.

Profissionais da imigração e recentes deportados disseram que muitos outros afegãos simplesmente desaparecem fora do país, são explorados sexualmente por motoristas de caminhão, ou forçados a trabalho escravo. Muitas solicitações de asilo não obtêm sucesso.

“É morte ou viagem”, disse Shuja Halimi, que não expressou arrependimento depois de ser deportado do Reino Unido para o Afeganistão, após uma jornada de dois meses por doze países, incluindo a Bulgária. Lá, ele afirma ter escapado de tiros na fronteira. Ele contou que as condições de vida na Europa eram terríveis, “mas não tão ruins quanto no Afeganistão”. Agora, em Cabul, Halimi, pai de três filhos, ainda não encontrou emprego.

“Temos um presidente, chamado Hamid Karzai, que não fez nada pelo povo afegão”, disse ele, entoando o sentimento de muitas outras pessoas.

Há poucos dias, no aeroporto da capital afegã, 30 jovens deportados da Inglaterra voltaram para casa pela primeira vez em anos. Trazendo apenas uma bolsa simples, Akbar Khan, 20 anos, prometeu tentar novamente. “Vamos tentar voltar em mais ou menos um mês, depois que juntarmos dinheiro”, disse.

Numa tentativa de restringir a migração, a Organização Internacional para Migração (OIM) veiculou uma campanha na mídia, alertando sobre os riscos do contrabando. O governo italiano, que, no ano passado, observou um aumento de 202% nas solicitações de asilo por parte de cidadãos afegãos, financiou a iniciativa.

O Paquistão e outros países vizinhos historicamente ofereceram aos afegãos refúgio durante crises como a ocupação soviética. Porém, hoje, o Paquistão enfrenta sua própria crise interna de refugiados. O Irã também está adotando uma postura linha-dura, agora considerando os afegãos migrantes econômicos, em vez de vítimas da guerra – eles deportaram 700 mil pessoas no ano passado.

Jovens deportados da Inglaterra voltaram para casa pela primeira vez em anos (Foto: Eros Hoagland/The New York Times)

Jovens deportados da Inglaterra voltaram para casa pela primeira vez em anos (Foto: Eros Hoagland/The New York Times)

À medida que mais uma avenida se fecha, os afegãos agora estão envolvidos “no que se tornou uma migração intercontinental”, disse Chauzy, da OIM. A rota mais comum para os afegãos, então, é pelas estradas – do Irã à Grécia, passando pela Turquia – e os custos giram em torno de US$ 16 mil, dizem os contrabandistas. Por cerca de US$ 25 mil, eles disseram poder garantir uma viagem aérea facilitada por documentos falsos ou subornos pré-pagos a oficiais de imigração.

Uma vez na Europa, os afegãos solicitam asilo, muitas vezes no Reino Unido, Turquia, Grécia e Itália. Os países escandinavos e a Suíça recebem muito menos solicitações, mas aceitam um número significativamente maior de afegãos, segundo dados da Comissão Europeia.

Especialistas em migração afirmam que a ampliação da diáspora afegã na Europa motivou a tendência, ancorando novas chegadas e oferecendo consultoria cada vez mais sofisticada sobre o processo de obtenção de asilo.

Recentemente, oficiais europeus que tentam restringir a migração ilegal desmontaram várias operações de contrabando. Em junho, oficiais britânicos condenaram um homem afegão que se auto-intitulava “o contrabandista da Europa”. Ele afirmou que sua operação de milhões de dólares servia a milhares de jovens, segundo conversas telefônicas gravadas por autoridades. Alguns homens eram forçados a trabalhar em redes de pizzarias para pagar a dívida.

Entretanto, oficiais no Afeganistão têm sido mais lentos na repressão aos contrabandistas. Um criminoso riu quando questionado se temia ser preso, e disse que seu negócio operava quase como uma agência de viagens.

“Neste governo, há três coisas que funcionam bem: relações, dinheiro e conhecidos”, disse o contrabandista. “Quando essas três coisas existem, qualquer um consegue o que quiser.”

Noor Haidiri, consultor do Ministério dos Refugiados, colocou culpa nos vizinhos regionais do Afeganistão. Muitos afegãos, disse ele, deixam o país ilegalmente e contratam contrabandistas no Irã ou em Dubai, nos Emirados Árabes. Quanto às redes existentes aqui, ele disse: “só tivemos nosso governo eleito pela primeira vez há cinco anos. Isso é lento”. Porém, muitos jovens afegãos sentem que, devido ao perigo que ronda o país, a legalidade é uma preocupação secundária.

“Eu amo este país, mas ele está indo na direção totalmente contrária”, disse um rapaz de 26 anos, com lágrimas nos olhos. Ele não quis informar seu nome, pois estava planejando deixar o Afeganistão. “Eu quero viver como uma pessoa normal: acordar, ir trabalhar e ter minha mulher – ou uma namorada, de preferência.”

Fonte: G1


Conflitos no Congo deslocam 35 mil pessoas

julho 25, 2009
Refugiados

Refugiados

A nova ofensiva do Governo da República Democrática do Congo sobre a milícia étnica Hutu causou o êxodo de 35 mil pessoas do sul da região de Kivu, para a fronteira com o Ruanda e o Burundi.

Com este novo grupo, são já 536 mil os que foram obrigados a deixar as suas casas naquela zona volátil. No entanto, ao todo são 1,8 milhões os deslocados internamente. O número é avançado pela agência para os refugiados das Nações Unidas.

Algumas das cidades, reporta a CNN, estão completamente desocupadas. Crê-se que cerca de 20 mil pessoas estarão nas imediações dessas localidades, escondidas nas florestas.

Várias organizações dos direitos humanos dizem que o número de violações também está a crescer com a situação. A Human Rights Watch sublinha que as Nações Unidas registaram 7.703 casos de violência sexual em 2008.

Fonte: A Bola


Cerca de 400 mil angolanos regressaram dos países vizinhos nos últimos anos

julho 25, 2009

Cerca de 400 mil angolanos foram repatriados, a partir de países limítrofes, no período entre 2003 e 2007, revelou a representante, em Luanda, da Organização Internacional para as Migrações (OIM), Katharina Schnoring.

Em exclusivo para a Angop, referiu que as operações enquadraram-se no projeto destinado ao regresso voluntário, desencadeado com o estabelecimento da paz, em 04 de Abril de 2002, sob iniciativa do Ministério angolano da Assistência e Reinserção Social (Minars), da OIM e do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR).

Para conferir alguma dignidade e a reinserção sem grandes constrangimentos, foram promovidos programas afins, como o de Migração e Saúde, destinado a abordar aspectos inerentes ao hiv/sida, uma vez que muitos regressam de países onde os índices de pessoas infectadas é muito alto e, pelo fato, se sintam estigmatizadas.

Para a representante da OIM, com tais programas procura-se dar as pessoas conhecimento dos problemas a enfrentar durante a readaptação e como encará-los.

Katharina Shnoring informou que a sua organização desenvolve, sobretudo, trabalho de reassentamento em três províncias, nomeadamente Kuando Kubango, Huambo e Moxico, uma vez que acompanhou particularmente os angolanos provenientes da República da Zâmbia.

Revelou que, em colaboração com o Minars, Acnur e os países vizinhos (Zâmbia, RDC e o Congo-Brazzaville), projeta-se, para os próximos tempos, a realização da última fase de repatriamento voluntário.

Estima-se que vivem ainda, nestes países, cerca de 20 mil angolanos, desejosos de retornar voluntariamente.

Fonte: Angola Press


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