Cidade de Massachusetts ganha agência de imigração

setembro 30, 2009

Foi inaugurada no dia 15 último, na cidade de Lawrence, Massachusetts, uma agência federal de imigração. Agora os imigrantes não precisam mais ir até Boston para saber como está o andamento do processo de legalização.

De acordo com o The Boston Globe, a abertura da agência vai facilitar a vida dos imigrantes, que antes precisavam viajar 30 milhas para verificar o processo de aquisição do green card, realizar testes de cidadania ou mesmo tirar as impressões digitais.

A cerimônia de inauguração, comandada pela Juíza Nancy Gertner, tornou cidadãos americanos imigrantes do Brasil, Polônia, Rússia, Reino Unido, Jamaica, Albânia, Índia, Moldávia, Tunísia, Camboja, Libéria, Egito, Ucrânia e Portugal.

A imigrante alemã Eartha Dengler, fundadora dos Arquivos da Cidade Imigrante, e Eva Millona, natural da Albânia e diretora executiva da Coalizão dos Refugiados e Imigrantes de Massachusetts (MIRA), ganharão o reconhecimento das autoridades imigratórias pelo trabalho em prol dos imigrantes.

Segundo o porta-voz do Serviço de Imigração e Cidadania Americanos (USCIS, em inglês), David Santos, Lawrence é um lugar adequado para uma agência de imigração. “Um segmento significativo da população imigrante do estado virá até o edifício”, disse ele.

A nova agência vai servir os condados de Worcester, Berkshire, Middlesex, Franklin, Hampden, Essex e Hampshire. As autoridades imigratórias esperam, durante o ano federal, processar 13.000 aplicações.

Diversidade
Trinta e cinco por cento dos 71 mil habitantes de Lawrence nasceram no exterior, o que faz com que a cidade tenha o maior número de imigrantes em Massachusetts. Lawrence é também a cidade mais latina do estado. Em números, significa 70% da população.

A onda de imigrantes que tomou conta de Lawrence começou em 1840 e continua até hoje, por isso o título de “cidade imigrante”. Italianos, alemães, irlandeses e francês-canadenses foram atraídos pelos moinhos têxteis, nos séculos XIX e XX. Apesar de desativados, os moinhos têxteis ainda fazem parte da paisagem local.

Da metade até o final do século XIX, Lawrence viu uma imigração significativa de dominicanos e outros nativos da América Latina. Mais recentemente, foram os vietnamitas e cambojanos que escolheram a cidade como moradia.

Fonte: Comunidade News


Estupro ameaça refugiadas de Darfur no Chade, diz AI

setembro 29, 2009

As mulheres e meninas de Darfur (Sudão) que estão no Chade correm o risco de serem estupradas dentro e fora dos campos de refugiados, apesar da presença das tropas da ONU, destacou hoje Anistia Internacional (AI).

Em nota divulgada em Londres, a organização de defesa dos direitos humanos disse ter documentado casos de estupro e outras práticas de violência contra mulheres.

De acordo com a entidade, os autores dos abusos são aldeões que vivem perto dos campos de refugiados e membros do Exército Nacional Chadiano.

“As violações que inúmeras mulheres e meninas experimentaram em Darfur continuam perseguindo-as no leste do Chade”, destacou Tawanda Hondora, do programa da AI para a África.

Essas mulheres fugiram de Darfur esperando que a comunidade internacional e as autoridades chadianas oferecessem a elas algumas medidas de segurança e proteção, acrescenta a nota.

O relatório da AI ressalta que ainda que a menores refugiadas ainda sofrem com o assédio sexual dos professores que trabalham nas escolas instaladas nos campos de refugiados.

“Muita gente sabe que as mulheres que se arriscam a sair dos campos de refugiados no leste do Chade para buscar lenha e água enfrentam o assédio e o estupro”, destacou Hondora.

“Do que as pessoas não se dão conta é que há pouca segurança para estas mulheres dentro dos campos”, acrescentou.

A chamada Unidade de Segurança Integrada, uma força policial chadiana apoiada pela Missão da ONU no Chade, tem a responsabilidade específica de fazer a segurança dentro e fora dos campos de refugiados. Porém, alguns membros da unidade foram acusados de cometer abusos contra os direitos humanos.

Fonte: G1


Conta no Twitter dá nome a rua em campo de refugiados palestinos

setembro 29, 2009

Rua em campo de refugiados ganhou nome de conta no Twitter. (Foto: Reprodução )

Rua em campo de refugiados ganhou nome de conta no Twitter. (Foto: Reprodução )


Ativista pagou cerca de R$ 250 para divulgar seu endereço no microblog. Iniciativa criada por grupo humanitário arrecada renda para crianças.

Uma rua no campo de refugiados palestinos de Askar (Nablus, Cisjordânia) vai ganhar o nome de @arjanelfassed, em homenagem a uma conta no serviço de microblog Twitter.

Segundo o “Telegraph”, esse é o perfil de Arjan El Fassed, um ativista palestino que pagou cerca de R$ 250 para divulgar seu endereço virtual no campo de refugiados onde vivem cerca de 15 mil pessoas.

A iniciativa foi organizada por um grupo humanitário holandês chamado Jouw Eigen Straatnam, que vende os direitos de dar nomes às ruas locais. O dinheiro arrecadado vai para uma organização que protege crianças palestinas.

“Como um campo de refugiados não é permanente por definição, vender os nomes das ruas é uma forma criativa de conectar as pessoas e arrecadar dinheiro para as crianças. Dar o nome em homenagem à minha conta no Twitter é um ato simbólico para conectar de maneira on-line e off-line as crianças de Askar”, disse Fassed, segundo o “Telegraph”.

Ainda de acordo com a publicação, dez ruas já foram patrocinadas. Há pelo menos outras 184 disponíveis.

Fonte: G1


Refugiados na RDC continuam a regressar a Angola

setembro 28, 2009

O grupo que voltou ao país neste final de semana passou pela fronteira terrestre do Luvo, 60 quilômetros a norte de Mbanza Kongo.

Oitenta e cinco refugiados angolanos, que se encontravam residindo na República Democrática do Congo (RDC), regressaram no último fim-de-semana ao país, informou hoje, segunda-feira, em Mbanza Kongo, o diretor provincial em exercício do Ministério da Assistência e Reinserção Social (Minars) no Zaire, Victor Kusonga. Eles voltaram através da fronteira terrestre do Luvo, 60 quilômetros a norte de Mbanza Kongo.

O diretor disse que, segundo informações que ele tem, alguns desses angolanos, que vivem há mais de 30 anos na RDC, foram recolhidos e repatriados pelas autoridades migratórias daquele país para o país de origem, informa a Angop.

Victor Kusonga informou que para socorrer estes angolanos, o governo provincial, através do Minars, disponibilizou tendas que foram instaladas no antigo centro de acolhimento dos refugiados, localizado no Kiowa, arredores da cidade de Mbanza Kongo.

Além de alojamento, acrescentou, a instituição está também prestando assistência alimentar aos refugiados, que nos próximos dias poderão ser transportados para as suas respectivas províncias de origem, designadamente, Uíge, Cabinda, Malanje e Lunda Nnorte.

Segundo ele, a situação já é do conhecimento do Minars. Acrescentou que está apenas aguardando que hajam orientações superiores para que os compatriotas sejam transportados para as suas zonas de origem.

Com uma superfície de 40 mil 130 quilômetros quadrados, a província do Zaire divide 330 quilômetros de fronteira com a região do Baixo Congo Democrático.

Fonte: África 21


Partidos nanicos pregam esoterismo e volta do muro na Alemanha

setembro 27, 2009

Poste com cartazes mostra propaganda do partido ´Os Violetas´ - primeiro de baixo para cima (Foto: Carolina Iskandarian/G1)

Poste com cartazes mostra propaganda do partido ´Os Violetas´ - primeiro de baixo para cima (Foto: Carolina Iskandarian/G1)


São 27 partidos concorrendo ao Parlamento neste domingo (27). Justiça suspendeu participação de duas legendas por ‘falta de seriedade’.

Partidos ‘Os Violetas’, ‘Os piratas’, ‘Partido do Homem, da Natureza e da Proteção Animal’, ‘Partido da Família’. A lista é grande quando se trata de legendas pequenas nas eleições para o Parlamento alemão, realizadas neste domingo (27). Com temas às vezes distantes do senso comum, eles estão na disputa pelo voto, mas têm escassas chances de ocupar alguma cadeira.

Ao todo, são 27 legendas concorrendo – nem todas em todos os 16 estados do país. Seriam 29 se ‘O Partido’ e o ‘Partido Anarquista Pogo’ não tivessem ficado de fora. Eles não puderam participar do pleito por falta de estrutura política e porque, segundo as autoridades, defenderiam ideias de cunho racista ou muito estranhas mesmo.

É o caso do Partido Anarquista Pogo, fundado em 1981 por dois punks de Hannover. Entre as promessas de campanha, estão pensão para jovens em vez do benefício aos aposentados, fim da polícia, legalização de todas as drogas, fim da obrigatoriedade de estudar e a mais inusitada de todas: oferecer festas e bebida de graça em troca de votos.

Já o ‘Partido’, criado em 1994, diz ser a legenda alternativa para os eleitores decepcionados com os outros partidos. Declara ter uma campanha populista e tem como uma das propostas mais insólitas reconstruir o muro de Berlim. Pede ainda o fim da federação alemã, com uma nova Constituição discutida pelo povo.

Concorrendo com partidos mais fortes que têm representação no Parlamento, como o da União Democrata Cristã (CDU), da chanceler Angela Merckel, está na disputa o Partido do Homem, da Natureza e da Proteção Animal. Como o nome sugere, o foco é a preservação do meio ambiente e uma relação harmoniosa dele com os homens. Os integrantes desse grupo defendem o vegetarianismo e são contra a caça de qualquer tipo de bicho.

Esotéricos
Para os esotéricos, a opção é votar no partido ‘Os Violetas’, cuja campanha fala em uma política mais espiritual, que seja sustentável e respeite os direitos do homem. Fundada em 2001, a legenda prega a meditação e uma visão global do mundo, em que o foco não é o indivíduo. Para eles, o poder maior vem de Deus, não importando de que religião seja.

O acesso do governo a dados pessoais da sociedade na internet, como forma de vigilância, é a principal crítica do partido ‘Os Piratas’. A legenda criada em 2006, e com 6.200 filiados, afirma ser contra a venda de informação digital e defende a liberdade individual. Faz campanha para que todos possam acessar músicas pelo computador e consigam baixá-las de graça se for para uso pessoal e não comercial.

Considerado de extrema-direita, o Partido Nacional Democrata (sigla NPD, em alemão) ainda sobrevive após 45 anos. Fundada em 1964 e com 7 mil filiados, a legenda está presente em toda a Alemanha e adota uma posição crítica quanto aos estrangeiros. Quer o fim da imigração e dos alemães cujos parentes não tenham nascido no país. Os mais perseguidos são imigrantes, homossexuais e pessoas que defendam ideias esquerdistas. Para o cientista político Thomas Strelow, mesmo com uma postura política delicada, é prudente que o partido não seja extinto.

“É uma vergonha ele ainda existir. É melhor conversar com eles no plano político. Se fossem proibidos, ganhariam mais força e fariam um escândalo”, afirmou Strelow, que é diretor do Centro de Formação Política da cidade de Helmstedt.

Fonte: G1


Equador: Uma escola providencial

setembro 26, 2009
Com sua abertura hoje, a nova escola de Providencia vai oferecer acesso seguro à educação para dezenas de crianças afro-colombianas refugiadas, que até agora tinham que cruzar um rio e adentrar na selva colombiana para poder ir à aula. (Foto: S.Aguilar/ ACNUR)

Com sua abertura hoje, a nova escola de Providencia vai oferecer acesso seguro à educação para dezenas de crianças afro-colombianas refugiadas, que até agora tinham que cruzar um rio e adentrar na selva colombiana para poder ir à aula. (Foto: S.Aguilar/ ACNUR)

Apesar das botas de borracha, John Jairo caminha muito rápido pela “trilha”, o caminho que separa sua cabana de madeira da reluzente nova escola. Aqui não há ruas, semáforos, nem estradas. Aqui só há a imensidão da selva na região amazônica do Equador.

No entanto, para esse garoto afro-colombiano de onze anos, hoje é uma imensa alegria voltar da escola para casa. Pela primeira vez em muitos anos, irá chegar a tempo para comer.

“Antes, se eu queria ir à escola, pegava um bote para cruzar o rio. Logo em seguida, ao chegar do outro lado, precisava caminhar por mais duas horas”, explica sorrindo, e tira a importância ao fato de que esse ato supõe cruzar uma fronteira a cada dia.

John Cairo, igual que cerca dos cinquenta meninos que vivem em Providencia, uma longínqua comunidade à beira do Rio San Miguel, vive com sua família de dezoito membros em um casebre de madeira junto à margem. Quando o rio estava suficientemente alto para usar o bote, podia ir à escola com seus irmãos, irmãs e primos. Durante as férias, como todos nesta comunidade em que não há luz, nem água segura ou estradas, trabalha no campo com seu pai.

Essas trinta famílias de camponeses afro-colombianos têm vivido durante décadas neste remoto lugar, no qual nunca antes tiveram acesso a qualquer serviço público.

“O mais difícil era pensar nos riscos que as crianças corriam todos os dias”, explica Maria Analiba, uma das mães da comunidade. “Cheguei aqui há quinze anos com oito crianças. Imagine o meu sofrimento quando as via cruzando o rio todos os dias. Pensava que iam se afogar”, lamenta essa mulher que teve que ver dois de seus filhos morrerem de forma repentina. “Às vezes, o rio crescia inesperadamente e eles tinham que ficar do outro lado do rio, sozinhos, com a mesma roupa. Tinham que ir à escola todos sujos. Não podiam voltar e não tínhamos como dar-lhes roupas limpas”.

Hoje é um dia de festa para as crianças e os pais. Graças à cooperação entre o ACNUR, Coopi (sócio implementador do ACNUR) e autoridades locais e nacionais, Providencia abre sua escola e dá as boas-vindas à nova professora.

“ACNUR vai seguir apoiando o Governo Equatoriano no seu esforço de trazer os serviços básicos às comunidades afastadas que recebem população de refugiados”, explica a senhora Deborah Elizondo, representante do ACNUR no Equador, “ao mesmo tempo em que parabeniza a nova professora pelo compromisso demonstrado ao aceitar o cargo em um lugar onde as condições de vida são tão duras”.

O escritório de terreno de Lago Agrio, em Nueva Loja, a maior cidade da província oriental de Sucumbíos (Equador), tem trabalhado com as instituições do Estado para oferecer acesso sustentável à educação primária em áreas tão remotas como Providencia, onde tanto os refugiados como as comunidades acolhedoras não têm acesso aos serviços de educação, saúde e água potável, ou os têm de forma muito limitada.

Com tais projetos, o ACNUR espera que, como John Jairo, centenas de crianças refugiadas, mas também equatorianas, da fronteira norte do país, possam usufruir das escolas e exercer seus direitos de forma efetiva.

John Jairo ainda não sabe o que vai ser quando crescer. Nunca parou para pensar. Seu pai quer que ele estude, encontre um bom trabalho, visite outros lugares. E que tenha uma vida melhor que a sua. Frente ao edifício de teto em duas águas da nova escola, John Jairo olha em volta e diz que precisam de um campo de futebol.

Fonte: ACNUR


PAM anuncia nova parceria para combater a fome

setembro 25, 2009

Projeto “Raio Laser” vai combinar os conhecimentos da agência com a experiência empresarial de várias multinacionais; iniciativa pretende angariar US$ 50 milhões nos próximos cinco anos.

Foto: FAO

Foto: FAO

O Programa Alimentar Mundial, PAM, anunciou esta sexta-feira a criação de uma parceria inovadora com empresas multinacionais para combater a fome e a malnutrição infantil nos países pobres.

O projeto “Raio Laser” vai combinar os conhecimentos do PAM com a experiência empresarial de multinacionais como a Heinz, DSM, Kraft Foods e Unilever.

Famintos
O objetivo da agência da ONU é angariar cerca de US$ 50 milhões dessas empresas num período de cinco anos.

A diretora-executiva do PAM, Josette Sheeran, disse que o órgão necessita da ajuda do sector privado numa altura em que o número de famintos continua a aumentar. Ela afirmou que a batalha contra a fome só será ganha através do esforço coletivo de organizações e indivíduos.

A iniciativa conta com o apoio da Fundação Global Clinton, do antigo presidente americano Bill Clinton.

Saúde Pública
Segundo a ONU, a combinação da fome e malnutrição representa a maior ameaça para a saúde pública no mundo. A fome mata mais pessoas todos os anos do que a AIDS, malária e tuberculose juntas.

Sheeran apelou a outros potenciais parceiros dos setores público e privado para aderirem à iniciativa.

Fonte: Rádio ONU


Agência para refugiados palestinos celebra 60 anos

setembro 25, 2009

Comemoração na sede da ONU, em Nova York, faz parte de uma série de eventos para homenagear o órgão, criado após a guerra árabe-israelense em 1948.

Rainha Rania

Rainha Rania


A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos, Unrwa, comemorou seu aniversário de 60 anos nesta quinta-feira, na sede da ONU, em Nova York, com a presença de líderes políticos e humanitários de diferentes partes do mundo.

A comemoração faz parte de uma série de eventos para homenagear o órgão, criado após a guerra árabe-israelense em 1948.

Reflexão
A chefe da agência, Karen AbuZayd, afirmou que a data deve promover uma reflexão sobre os milhões de refugiados palestinos que continuam sem um país consolidado.

Já o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, disse, durante a comemoração, que a agência expressa uma preocupação permanente da comunidade internacional com a realidade do povo palestino.

Ban pediu mais apoio aos parceiros das Nações Unidas, para permitir que o órgão continue promovendo seu trabalho humanitário no Oriente Médio.

Gaza
A Rainha Rania, da Jordânia, também participou do evento, onde chamou a atenção da comunidade internacional para a situação dos refugiados palestinos em Gaza, principalmente após a ofensiva israelense, no começo do ano.

Rania elogiou ainda o trabalho da ONU na região ao oferecer abrigo, educação e alimentos para a população local.

Fonte: Rádio ONU


Norte-coreanos em missão dinamarquesa

setembro 24, 2009

Um grupo de nove norte-coreanos, seis mulheres e três homens, pediu asilo político à Dinamarca quando, ontem de manhã, entrou na sua embaixada em Hanói. Na declaração que emitiu, o grupo justificou a sua fuga com a “opressão e a fome” que se vive na Coreia do Norte.

“Posso confirmar que pessoas, que se dizem norte-coreanas, estão na embaixada”, afirmou Peter Lysholt Hansen, o embaixador da Dinamarca na capital vietnamita, sem adiantar qualquer pormenor.

Em Copenhagen, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros confirmou que norte-coreanos entraram na embaixada e pediram “auxílio e proteção”. Ole Brix Andersen adiantou que, para já, o grupo poderá ficar na missão diplomática “porque não expulsamos ninguém que possa correr o risco de ser perseguido”. E sublinhou que Copenhagen e Hanói estão trabalhando “para encontrar uma solução segura e digna”.

Kim Sang-heon, ativista da Coreia do Sul que ajuda norte-coreanos a fugir, deu conta que o grupo era formado por seis mulheres e três homens. Ativistas sul-coreanos acompanhavam o grupo.

Milhares de pessoas têm fugido da Coreia do Norte. Muitos procuram chegar à Coreia do Sul, que já recebeu 14 mil desses refugiados, através da China e de outros países da região. Como a China os repatria, tentam alcançar missões estrangeiras em países terceiros. A ajuda de Seul a estes refugiados, muita vez fazendo-os chegar ao Ocidente, irrita Pyongyang.

Fonte: DN Globo


Polícia fecha campo de imigrantes

setembro 23, 2009

Oriundos do Afeganistão, pagaram dez mil euros para chegar à Europa

Oriundos do Afeganistão, pagaram dez mil euros para chegar à Europa


Centenas de carros da polícia de choque francesa cercaram ontem um improvisado campo de refugiados, intitulado ‘Selva’, nos arredores da cidade portuária de Calais. Cerca de quinhentos policias entraram pouco depois no perímetro onde, durante duas horas, identificaram e detiveram 276 imigrantes, 135 dos quais menores.

Os imigrantes, na sua maioria afegãos, tendo como objetivo chegar ao Reino Unido, não opuseram resistência à polícia que, quando invadiu o campo, encontrou cerca de cem deles procurando aquecer-se à volta de uma fogueira enquanto faziam a oração da manhã. Um outro grupo mantinha-se, calmamente, junto a cartazes onde se podia ler o apelo “precisamos de abrigo e proteção, queremos paz”. E os mais jovens estavam comendo o pequeno-almoço.

“Não sabemos o que a polícia nos irá fazer”, disse Bashir, 24 anos, oriundo do norte do Afeganistão. Professor de inglês, pagou dez mil euros para chegar à Europa, via Paquistão e Turquia. Para ele, como para Juma, outro imigrante afegão, o campo era a sua casa: “Não temos para onde ir e gastamos tudo para chegar aqui”. Muitos deixaram em prantos o campo que lhes serviu de abrigo durante meses e que os bulldozers arrasaram. A decisão do Governo de Nicolas Sarkozy, que não considerava a ‘Selva’ refúgio humanitário, foi criticada pelo Alto Comissariado da ONU para os Refugiados e pela Cruz Vermelha.

Fonte: DN Globo


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