Angolanos e colombianos lideram número de refugiados no Brasil

junho 18, 2011

Fonte: BBC Brasil

Bolivianos em busca de asilo político no Brasil se hospedam em uma casa na cidade brasileira de Brasileia, no Acre, na região de fronteira com a Bolívia, em 2008. O Ministério da Justiça informou na sexta-feira que o país tem 4.401 refugiados de 77 nacionalidades diferentes. 17/09/2008 (Foto: Ivan Alvarado/ Reuters)

Angola, Colômbia e República Democrática do Congo são os países com maior representatividade no total de refugiados no Brasil, informou na sexta-feira o Ministério da Justiça.

O país tem 4.401 refugiados de 77 nacionalidades diferentes, e os angolanos representam 38 por cento deste total, seguidos pelos colombianos, com 14 por cento, e congoleses, com 10 por cento. Liberianos e iraquianos aparecem em seguida, em quarto e quinto lugares.

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Programa de distribuição de alimentos do Governo Federal beneficia refugiados congoleses

fevereiro 11, 2011

Fonte: CACB

Comunidade Ango-Congolesa no Brasil (CACB) participa de projeto que fornece uma alimentação mais saudável para os seus membros

 Por Patrícia Serrão*

Toda sexta-feira é um dia de felicidade na sede da CACB, pois seus associados, refugiados e imigrantes angolanos e congoleses, sabem que podem retirar na sede da associação frutas, verduras e ocasionalmente peixes, para complementar sua alimentação diária.

“Todos os refugiados “ango-congoleses” e os associados da CACB estão muito felizes porque este projeto mostra para eles que tudo que esperamos durante quatro anos está começando a se realizar”, diz Lubadikadio Muanza, presidente da CACB.

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Repatriação de congoleses atinge 40.000 em Zâmbia

setembro 28, 2010

Fonte: ACNUR

Refugiados congoleses saídos de Zâmbia na traseira de um caminhão após retornar para a província de Katanga. (Foto: K. Barnes/ ACNUR)

O número de refugiados congoleses, que estavam em Zâmbia, repatriados pelo ACNUR desde 2007 atingiu a marca de 40.000.

O marco foi ultrapassado no último domingo, quando um barco fretado pelo ACNUR levando 555 pessoas chegou em Moba, na província de Katanga, na República Democrática do Congo (RDC), após atravessar o lago Tanganyika, do porto de Mpulungu na Zâmbia. Na quarta, outros 527 refugiados chegaram a Moba vindos da Zâmbia.

Os refugiados estavam vivendo nos campos de Mwange e Kala após fugir de sua terra natal para escapar do conflito. Eles agoram sentem que a segurança aumentou o suficiente para que eles voltem para casa.

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Refugiados de guerra buscam a paz no Rio

março 27, 2010

Congoleses na Cáritas: em busca de via nova, emprego e estudo (Foto: André Coelho/ O Globo)

Clique aqui e entre no ritmo dos refugiados

Ao escolher o Rio para escapar da guerra civil no Congo, Eureka, de 22 anos, engrossa uma estatística divulgada pelo Alto Comissário da ONU para Refugiados (Acnur): 50% dos refugiados no mundo vivem não em assentamentos, mas em áreas urbanas. Como mostra a reportagem de Ediane Merola, o dado foi divulgado na semana passada, durante o evento “Refugiados, deslocamentos e emergências nas cidades”, realizado durante o Fórum Mundial Urbano, na Zona Portuária. Segundo a Acnur, o Rio é o destino brasileiro mais procurado. Dos 4.200 refugiados que vivem no país atualmente, 2.280 estão na cidade e, assim como Eureka, a maioria enfrenta dificuldade para se manter e reconstruir a vida.

- Cheguei aqui sozinha, com 19 anos. Antes, passei pela Europa, trabalhei como babá. Mas aqui não consigo trabalho. Pensam que somos matadores, bandidos – diz Eureka, que atualmente treina judô na Equipe Ruffoni, em Jacarepaguá. – Também aprendi a fazer trança no cabelo e, às vezes, consigo dinheiro fazendo isso. Por mim, só tenho Deus.

Conseguir depoimentos como o de Eureka nem sempre é fácil. Os refugiados, mesmo os que estão com a documentação em dia, preferem o anonimato. Para defender e promover os direitos dessas pessoas, que geralmente chegam ao Rio só com a roupa do corpo, foi instalado na segunda-feira o Comitê Estadual Intersetorial de Políticas de Atenção aos Refugiados. Criado em dezembro passado, reúne membros de sete secretarias estaduais, da Defensoria Pública do estado, do Ministério Público estadual, da Alerj, da OAB, da Acnur e do Comitê Nacional para os Refugiados. A primeira reunião do grupo está marcada para 19 de abril.

Refugiados do Congo ensaiam uma apresentação de dança na sede de Cáritas (Foto: André Coelho/ O Globo)

No Rio, a Cáritas – órgão ligado à Arquidiocese – serve de porto seguro para os refugiados que chegam à cidade. De acordo com o diretor da entidade, Cândido da Ponte Neto, a maioria deles vem da Angola e do Congo, na África; e da Colômbia, na América Latina. as também tem argentinos, chilenos e até iraquianos.

Fonte: O Globo


Cruz Vermelha admite intervenção humanitária no Baixo Congo

outubro 9, 2009

A Cruz Vermelha Internacional admite participar numa intervenção humanitária na província do Baixo Congo, República Democrática do Congo, face às atuais expulsões de congoleses e angolanos em ambos os lados da fronteira e relatos de maus-tratos e abusos.

“Estamos seguindo muito de perto a situação e estou convencido de que vai haver uma ação por parte de agentes humanitários nos próximos dias”, disse hoje à Lusa, a partir de Kinshasa, o chefe da delegação do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, Franz Rauchenstein.

A sociedade nacional da Cruz Vermelha congolesa participa de uma missão de emergência que se encontra na província para avaliar as necessidades dos deslocados, e que conta com elementos também da Cáritas e de diversas agências das Nações Unidas – para os refugiados (ACNUR), assuntos humanitários (OCHA), migrações (OIM), saúde (OMS), crianças (UNICEF) e desenvolvimento(UNDP).

De acordo com o Gabinete de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) das Nações Unidas em Kinshasa, o número de congoleses no Baixo Congo disparou sobretudo a partir de julho, situando-se atualmente entre 15 mil e 20 mil pessoas.

Paralelamente, iniciou-se a expulsão de angolanos do Congo, que está a ser interpretada pelas agências humanitárias como uma medida de retaliação.

Rauchenstein afirma que a informação disponível aponta para 2 a 3 mil angolanos expulsos, alegadamente por não terem a sua situação regularizada, mas realça que há 60 mil angolanos na província do Baixo Congo sem papéis de residente.

“Portanto há medo de que mais pessoas tenham de sair”, disse à Lusa o responsável da Cruz Vermelha.

Salienta ainda a forma “problemática” como está a ser organizada a expulsão destas pessoas.

“Primeiro que tudo, há um problema logístico: os serviços básicos não são disponibilizados em termos de saúde, água… Mas também há tensões entre os diferentes cidadãos, que podem ser exacerbadas por forças de segurança que estão a empurrar cidadãos de um lado para o outro da fronteira. Podem ser criadas tensões e distúrbios civis”, afirmou Rauchenstein.

Há relatos de violações, que o responsável da Cruz Vermelha não confirma, mas registam-se “problemas de tratamento, que são muito importantes”.

“As pessoas nos dois lados da fronteira não são tratadas de modo humano. Há relatos de pilhagem, de maus-tratos, de interrogatórios com métodos agressivos e buscas corporais que nem sempre são feitas de modo correto”, sublinha.

Também há problemas no Kasai, sobretudo no afluxo de pessoas do lado angolano para o congolês, mas, sublinha, a situação mais preocupante é a do Baixo Congo.

“Estamos seguindo muito de perto o que está acontecendo lá e vamos decidir nos próximos dias se é necessária uma intervenção da nossa parte. Temos estoque médico, alimentos caso fosse necessário, disponível dentro do país e rapidamente”, sublinha Rauchenstein.

O mandato da Cruz Vermelha Internacional permite apenas intervir em situações de conflito interno, mas “o problema [no Baixo Congo] está a aproximar-se desse estado”, sublinha.

“Se houver uma deterioração da situação e as necessidades humanitárias aumentarem, certamente também interviremos, em coordenação com outros atores das Nações Unidas e organizações não-governamentais”.

A intervenção, afirmou, não implicaria a deslocação de meios em outras zonas onde a Cruz Vermelha está envolvida, a cuidar de deslocados internos no Leste e Província Oriental.

Fonte: Diário Digital


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