Denúncia de brasileiro leva polícia a prender quadrilha de tráfico humano

Autoridades do Texas desbaratam empresas de transporte de imigrantes indocumentados.

O pedido de socorro de um homem resultou na prisão de três pessoas envolvidas com transporte de imigrantes indocumentados, há cerca de duas semanas. Há 3 anos, um brasileiro denunciou à polícia de Houston, Texas, que a esposa dele estava sendo mantida em cativeiro.

Segundo o jornal Houston Chronicle, as atenções se voltaram para a Super Express Van Company, empresa que segundo as autoridades, fazia transporte de imigrantes indocumentados que cruzavam a fronteira via México.

Segundo o brasileiro que denunciou o cativeiro da esposa, os traficantes humanos teriam ameaçado cortar a cabeça dele fora e mandá-la para o Brasil via correio. A quadrilha ameaçou também fazer a esposa dele trabalhar como prostituta nos Estados Unidos, caso ele não pagasse a taxa de $6,000 para a mulher entrar no país.

Uma operação da polícia, realizada em março de 2007, localizou a casa onde a esposa do brasileiro era mantida. A mulher se encontrava entre 61 imigrantes indocumentados e 6 traficantes. Com ordens judiciais, os investigadores rastrearam contas bancárias controladas por Alejandro Tovar, dono da Super Express, e da esposa dele. Segundo a queixa-crime, de 2005 a 2008 eles acumularam $1 milhão em depósitos. Tovar e dois funcionários foram presos no dia 2 de fevereiro. A polícia ainda procura pelo guarda Carlos Bonage.

Foi preso também Salvador Ramirez-Medina, 27, sócio do irmão no Transporte Tres Estrellas de Oro. A dupla trabalha em Los Angeles. Com a continuidade das investigações, a polícia descobriu várias empresas de transporte, culminando com uma série de batidas realizadas na terça-feira (9). Segundo o ICE (imigração), foram presos de 20 a 22 pessoas, acusadas de conspiração para transportar imigrantes indocumentados de Houston para outras localidades americanas.

Mercadorias humanas
De acordo com os documentos da corte, os investigadores conseguiram convencer os motoristas a testemunharem contra seus chefes, e usaram também informantes confidenciais. A investigação mostra também que os imigrantes transportados eram vendidos como mercadorias, chamadas de “caixas” e “pacotes”. Cada um deles “custava” centenas de dólares. Parentes dos imigrantes residentes nos Estados Unidos eram obrigados a pagar excessivas taxas em troca da liberdade deles.

O chefe criminal substituto da Promotoria de Houston, Ed Gallagher, disse que se trata de um grande negócio. Ele estima um lucro de mais de 50% para as companhias de transporte, por cada imigrante. “Se você colocar 20 numa van e cobrar $600 por cada, pode fazer a matemática”, disse ele.

A Tres Estrellas começou a ser investigada há dois anos. O motorista Sylvester Enrique Acosta foi parado pela polícia no Texas. Dentro da van, com capacidade para 12 passageiros, foram encontrados 19 imigrantes indocumentados. Acosta cooperou nas investigações da Tres Estrellas. A polícia ainda procura por Jesus Francisco Campos, jovem que estaria na casa dos 26 anos e que é gerente da companhia. Segundo testemunhas, Campos se vangloriava em promover encontros sexuais para homens jovens que eram transportados.

O ICE fez batidas em mais de uma dúzia de empresas de transporte. Jesus Francisco Campos continua foragido. Segundo as investigações, ele instruía os motoristas e passageiros a agir de forma simpática para com a polícia, caso fossem parados. De acordo com informantes, ele também era encarregado de ficar com os pagamentos.

Fonte: Comunidade News

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