Mais de 2.400 ex-combatentes ruandeses repatriados desde 2009

Foto: Portal São Francisco

Mais de 2.400 ex-combatentes ruandeses, dos quais 1.876 das Forças Democráticas de Libertação de Ruanda (FDLR) que se concentravam no leste da República Democrática do Congo (RDC), foram repatriados desde o início de 2009 a março de 2010 pela Missão da ONU na RDC (Monuc), anunciou quarta-feira o seu porta-voz.

De janeiro a março de 2010, “312 combatentes das FDLR e 375 dependentes” (membros da sua família) foram repatriados, que “se juntam aos 1.564 combatentes das FDLR e 2.187 dos seus dependentes” já regressados em 2009, ou seja um total de 1.876 repatriados das FDLR, detalhou o porta-voz da Monuc, Madnodje Mounoubai, durante uma conferência de imprensa.

Cerca de 500 outros ex-combatentes ruandeses foram igualmente repatriados, vindos de grupos armados congoleses, como o Congresso Nacional para a Defesa do Povo (CNDP), ex-movimento rebelde cujos membros foram integrados no exército de Kinshasa no início de 2009.

Desde 2009, o total dos combatentes rwandeses que regressaram ao Ruanda pelo processo DDRRR (Desarmamento, desmobilização, repatriamento, reintegração e re-instalação) da Monuc, estabelece-se em 2.426.

Por outro lado, de 2009 e até março de 2010, 16.991 civis rwandeses foram igualmente repatriados pelo Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (HCR).

No total, 21.992 ruandeses (combatentes, dependantes e civis) foram assim reenviados ao seu país neste período.

Em finais de março, um coronel e chefe de uma facção dissidente das FDLR, Ngoboka Rashidi, acompanhado de seis guarda-costas e uma dezena de dependentes, deslocaram-se à Monuc em Goma (leste, capital da província do Kivu-Norte) para serem repatriados para o Rwanda.

Desde 2002, a Monuc assegura o repatriamento voluntário para o seu país de combatentes estrangeiros e suas famílias presentes na RD Congo.

O exército congolês, apoiado pela Monuc, leva a cabo desde Janeiro uma importante operação no Kivu Norte e Sul contra as FDLR, dos quais alguns participaram no genocídio de 1994 no Ruanda, que causou segundo a ONU cerca de 800.000 mortos, essencialmente da minoria tutsi.

O Ruanda e a RD Congo, dois países vizinhos da região dos Grandes Lagos na África central, tiveram conflitos armados em meados dos anos 1990, favorecendo o deslocamento massivo das populações, de um lado como do outro.

O genocídio no Ruanda em 1994 provocou o pico deste êxodo para a RD Congo.

Fonte: Angola Press

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