ACNUR recupera acesso a 35.000 refugiados na República do Congo

O rio Obangui, fronteira natural entre a República do Congo e a República Democrática do Congo, joga um papel fundamental na vida dos refugiados que saíram da província de Equateur, no noroeste da RDC. (Foto: F.Lejeune-Kaba/ ACNUR)

 

Nos últimos dias as equipes do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados recuperaram o acesso a cerca de 35 mil refugiados congoleses dispersos pela República do Congo ao longo do rio Oubangui, entre Doungou e Liranga, disse hoje em Genebra o porta-voz do ACNUR, Andrej Mahecic. Esse grupo faz parte dos 114 mil refugiados que fugiram dos conflitos gerados por disputas entre pescadores e fazendeiros na província de Equateur, no noroeste da República Democrática do Congo (RDC).


As operações militares da RDC contra milícias étnicas de Equateur impediram o acesso aos refugiados durante as últimas cinco semanas. Entretanto, o recente levantamento das restrições de segurança permitiu ao ACNUR retomar a assistência humanitária. Segundo Mahecic, “desde a semana passada nossos funcionários puderam retomar o cadastramento individual dos refugiados. Eles também estão tentando verificar o número de novos refugiados que chegaram de Equateur, onde novos violentos ataques da milícia Enyele foram relatados na cidade de Mbandaka, em meados de abril”.

Ataques similares, ocorridos em outubro passado, reanimaram o influxo para a ROC, levando o ACNUR  e outras agências da ONU a organizarem, em março, um apelo de emergência de US$ 59 milhões por comida, água, educação, abrigo, cuidados médicos e outras necessidades.

A situação dos refugiados nessa parte do Chifre da África configura uma das operações logísticas mais complexas desenvolvidas pelo ACNUR. As 114 mil pessoas que o ACNUR  está tentando ajudar nessa região estão dispersas por aproximadamente cem localidades, ao longo de uma faixa de 600 quilômetros do Rio Oubangui, o qual separa a República do Congo da República Democrática do Congo.

A maioria dos refugiados da RDC está localizada ao norte de Doungou. Ganhar acesso às pessoas através de uma área tão extensa e remota apresenta enormes desafios. De acordo com o porta-voz do ACNUR, todas as equipes e recursos vão para Impfond, onde são carregados em lanchas rápidas e outras embarcações que navegam pelo rio Oubangi. “Esta é a única maneira pela qual nosso pessoal pode ter acesso aos refugiados e entregar a tão esperada ajuda, embora consuma muito tempo e recursos. Por exemplo, nossas equipes precisaram de mais de dois dias para percorrer em barco os 287 quilômetros que separam Impfondo e Liranga”, afirmou Mahecic

Enquanto isso, o ACNUR planeja reforçar sua presença na província de Equateur, onde se estima que outras 30 mil pessoas foram deslocadas internamente. 

Fonte: ACNUR

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