ACNUR transfere refugiados centroafricanos para campo de refugiados no Chade

Trabalhadores do ACNUR no sul do Chade entrevistam os refugiados da República Centro Africana. (Foto: M.Baiwong/ ACNUR)

A equipe do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) no sul do Chade começou a transportar cerca de 1.100 refugiados recém chegados da República Centro Africana (RCA) para o campo de Moula, onde eles poderão receber ajuda adequada.

Os refugiados fugiram da última onda de violência que arrebatou a região de Sido no norte da RCA e há duas semanas buscaram abrigo do outro lado da fronteira, na província de Moyen Chari, no Chade. As tropas do governo continuam lutando contra os combatentes rebeldes em Sido.

“Nós estamos realocando-os no campo de Moula, cerca de 180 quilômetros ao sudeste do ponto onde cruzaram a fronteira”, disse hoje em Genebra o porta-voz do ACNUR, Andrej Mahecic. “Nós realocamos o primeiro grupo de 204 refugiados na quarta-feira e planejamos completar a transferência no início da próxima semana”.

Devido às más condições das estradas, o comboio do ACNUR leva um dia inteiro para chegar a Moula, campo que abriga atualmente mais de 4 mil refugiados.

A maior parte dos refugiados recém chegados é composta por mulheres, crianças e homens jovens. Eles afirmaram que os combatentes estavam saqueando, roubando animais e abusando dos civis em Sido.

“Dois homens refugiados mostraram ao nosso pessoal queimaduras em seus cotovelos causadas pelo uso de cordas. Alguns integrantes do grupo estão traumatizados e afirmam não estar prontos para retornar à RCA. Eles também declararam que suas vilas estavam virtualmente vazias no momento em que eles fugiram”, disse o porta-voz do ACNUR.

A constante ofensiva do exército na área de Sido vem ocorrendo desde meados de abril. O ACNUR não tem o número total de pessoas deslocadas, mas nos últimos dias os relatórios indicaram um novo deslocamento de cerca de 2.500 civis.

Aproximadamente 1.000 deles alcançaram um local para deslocados internos em Kabo, a 400 quilômetros ao norte da capital da RCA, Bangui. Eles sofrem com a falta de água, comida e abrigo, embora alguns estejam vivendo com seus familiares. Outros estão escondidos na floresta e muitos ainda podem cruzar para o Chade.

A insegurança no norte da RCA ao longo dos últimos cinco anos deixou cerca de 200 mil deslocados internos em sete regiões administrativas do noroeste, norte e nordeste do país. Um número similar de pessoas fugiu para países vizinhos.

Fonte: ACNUR

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