Espanha: Imigração clandestina enfrenta os piores sacrifícios nos países do Magrebe

Adin Achille, saiu dos Camarões e chegou no início de maio ao centro de acolhimento de imigrantes em Madrid, depois de três anos a tentar entrar em Espanha.

 “Estou na Espanha, já não sou um imigrante clandestino”, disse à PNN Adin Achille, imigrante camaronês. “Acabo de chegar a Espanha, estou neste momento no centro de acolhimento de imigrantes em Madrid, faz três anos que tentava entrar em Espanha sem documentos. Por três vezes consecutivas fui impedido de entrar na Argélia pela Guarda Costeira deste país árabe”, conta Adin.

 E Adin continua a contar as dificuldades que teve de enfrentar para atingir o seu objetivo de vida. “No deserto do Saara, os agentes do deserto dispararam tiros contra nós e roubaram todo o dinheiro que tínhamos, nas nossas malas ficaram somente as roupas que vestimos, vários meus companheiros morreram na longa caminhada por não terem resistido ao cansaço, fome e à falta de água. Eu estou vivo graças ao destino, não é a minha valentia ou coragem”, afirmou o cameronês, Adin Achille, emocionado.

Adin assegurou ainda à PNN, que a caravana em que seguia, passou também em Gao, no Mali, antes da Algéria. Gao era conhecida como a primeira cidade habitada do Mali, antes de se chegar ao Saara, um berço da imigração clandestina, uma cidade a 600 quilômetros da Argélia. O jovem africano contou ainda que durante a longa caminhada até Espanha, foi atacado no Mali por um grupo de delinquentes que roubaram tudo que levava consigo. Pediu ajuda num centro em Gao que assiste milhares de imigrantes clandestinos provenientes da Guiné-Bissau, do Senegal, da Gâmbia e demais países africanos.

 Segundo este imigrante, o norte do Mali é das zonas mais pobres de África. Dezenas de funcionários de ONG estrangeiras e turistas são constantemente sequestrados por agentes da Al-Qaeda, para trabalharem nas redes mafiosas, tráfico de armas e droga.

“Embora tivesse enfrentado várias dificuldades no meu percurso, cheguei o meu destino, os meus desejos eram, desde sempre, viver na Europa em condições melhores, e brevemente sairei deste centro pelos meus familiares que vivem aqui há muitos anos”, relata.

Fonte: Jornal de São Tomé e Príncipe

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