Um longo histórico de ataques militares

Fonte: Veja

Ativistas pró-palestinos turcos rezam durante manifestação contra Israel, em Ankara (Foto: AFP)

Israel atacou nesta segunda-feira  um comboio composto por seis embarcações que tentavam levar ajuda humanitária aos palestinos da Faixa de Gaza. Dezenas de pessoas morreram ou ficaram feridas. O governo israelense justificou assim o ataque: a culpa foi dos ativistas que tentaram furar o bloqueio imposto a Gaza por Israel.

Apesar da atuação da comunidade internacional e das repetidas tentativas de negociação, o ciclo de violência entre israelenses e palestinos parece nunca terminar e o recurso ações militares é mais frequente do que se desejaria. Veja a seguir alguns dos episódios mais violentos da história da região:

1967 – Semanas depois de o Egito determinar o fechamento do Golfo de Akabá a embarcações israelenses, Israel empreende uma ação relâmpago em apenas seis dias contra os palestinos instalados na região. Ao sul, toma do Egito à Península do Sinai e a Faixa de Gaza; no centro-leste, ocupa a Cisjordânia e Jerusalém Oriental, que estavam sob administração jordaniana; por fim, invade as Colinas de Golã, da Síria. A ação fica conhecida como Guerra dos Seis Dias e provoca o êxodo de cerca de 50.000 palestinos que fogem para países vizinhos. Israel inicia a colonização dos espaços deixados, fixando milhares de judeus nos territórios ocupados.

1982 – Israel invade o sul do Líbano em perseguição à Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e toma o controle de Beirute ocidental. Durante a ocupação, milicianos cristãos libaneses invadem os campos de Sabra e Chatila, sob supervisão do Exército Israelense, e massacram refugiados palestinos. O então ministro da Defesa israelense, Ariel Sharon, que comandava as tropas de ocupação, é acusado de facilitar a entrada dos agressores libaneses.

2000 – O então premiê israelense Ariel Sharon visita a Esplanada das Mesquitas, local mais sagrado de Jerusalém para palestinos e judeus (que o chamam de Monte do Templo). O ato é visto como provocação e explode a segunda Intifada (a primeira acontecera em 1987), revolta palestina contra a ocupação israelense. As forças de segurança de Israel reprimem os manifestantes nas ruas da Palestina; terroristas palestinos lançam ataques a bomba contra civis israelenses.

2000 a 2004 – Mais de 3.600 palestinos morrem – e dez vezes mais ficam feridos – em constantes ataques. Do lado de Israel, os atentados a bomba provocam 900 mortes e deixam mais de 6.500 feridos.

2007 – Instalados em território libanês, guerrilheiros do Hezbollah. cruzam a fronteira, matam três soldados israelenses e sequestram outros dois. Israel revida atacando com bombas de fragmentação em áreas populosas do Líbano. Cerca de 800.000 libaneses são forçados a abandonar suas casas e mais de 400 morrem nos bombardeios. As cidades costeiras libanesas de Tiro e Sidon ficam abarrotadas com mais de 100.000 refugiados.

2008 – Após trégua de seis meses, o Hamas dispara foguetes contra cidades israelenses fronteiriças e mata quatro pessoas. Em resposta, Israel lança uma série de bombardeios contra Gaza. Em quatro dias, mais de 370 palestinos morrem – entre eles, cerca de 60 civis, incluindo crianças.

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