Líbia ordena fechamento de escritório da ONU para refugiados

Fonte: O Estado de S.Paulo

Foto: LuventicuS

País africano possui cerca de 9 mil refugiados registrados em seu território

A Líbia ordenou ao Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) que abandone suas atividades no país, onde presta socorro humanitário a milhares de refugiados e pessoas que solicitaram de asilo.

“As autoridades líbias ordenaram o fechamento de nosso escritório”, anunciou nesta terça-feira, 08, a porta-voz do ACNUR, Melissa Fleming.

“Nós lamentamos muito essa decisão”, disse ela. “Não nos foi dada qualquer razão pelas autoridades líbias de por quê devemos deixar o país.”

A missão da Líbia na ONU em Genebra se recusou a comentar sobre a situação nesta terça-feira. Fleming disse que a agência de refugiados está tentando negociar com a Líbia e espera que o afastamento seja apenas temporário.

A agência, que tem trabalhado na Líbia desde 1991, é importante para as pessoas que fogem para a Líbia, já o país não possui nenhum processo de registro dos requerentes de asilo e refugiados. ACNUR dá assistência para determinar quem é elegível para permanecer no país.

“A ACNUR é o sistema de asilo na Líbia e isso vai deixar um vácuo enorme para os milhares de refugiados e requerentes de asilo que já existem lá e claro para aqueles que continuam a chegar regularmente em barcos”, disse Fleming.

Ela disse que a agência já registrou cerca de 9.000 refugiados dos territórios palestinos, Iraque, Sudão, Somália e outros países africanos.

Além disso, existem cerca de 3.700 requerentes de asilo na Líbia, a maioria da Eritréia, disse ela. Alguns deles são mantidos em centros de detenção.

O ACNUR fornece também aos refugiados e requerentes de asilo, abrigo, cuidados médicos e outros auxílios. O órgão tem 26 funcionários no país, a maioria trabalhadores locais.

Em um comunicado separado, a ACNUR disse que estava preocupada com cerca de 20 eritreus que foram resgatados no mar tentando alcançar Malta, vindos da Líbia.

Os passageiros fizeram chamadas de socorro no domingo e foram finalmente resgatados última segunda-feira pelas autoridades líbias.

Fleming disse que as autoridades marítimas maltesas e italianas ignoraram os pedidos de socorro e contou com a Líbia para resgatar as pessoas.

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