Governo está atento a casos de xenofobia na África do Sul

Fonte: África 21

Em 2008, pelo menos 30 mil moçambicanos que escaparam dos ataques xenófobos na África do Sul retornaram ao país.

O governo moçambicano está atento aos eventuais ataques xenófobos na região do Cabo Ocidental, na África do Sul, cuja situação ainda não é alarmante, disse  o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique, Eduardo Koloma.

No dia 6 de julho, imigrantes africanos na África do Sul começaram a mudar-se, com alguns regressando aos seus países de origem, na sequência de persistentes rumores sobre a iminência de novos ataques xenófobos.

Na zona de Du Noon, um bairro pobre dos arredores da Cidade do Cabo, muitos estrangeiros abandonaram os seus casebres, e alguns demitiram-se dos empregos para se mudar para zonas consideradas mais seguras, alertou Braam Hanekom, presidente da associação Pessoas Contra o Sofrimento, Opressão, Supressão e Pobreza que opera na região.

Em declarações aos jornalistas, o vice-ministro moçambicano dos Negócios Estrangeiros e Cooperação assegurou hoje que, neste momento, não há situação de alarme que obrigue o governo a tomar medidas semelhantes àquelas que tomou quando da outra vez, em 2008.

“Como governo, nós estamos atentos. Se surgir uma situação de alarme vamos acionar mecanismos que temos para dar proteção aos moçambicanos que estão trabalhando na África do Sul”, disse o governante.

Um pouco antes do início da fase final do Mundial 2010 começaram a circular rumores sobre um alegado plano, elaborado por desconhecidos, para atacar imigrantes, à semelhança do que aconteceu em maio de 2008, quando 62 pessoas perderam a vida numa onda de violência contra imigrantes africanos, particularmente grave nas províncias de Gauteng e Cabo Ocidental, informou a Angop.

A rádio estatal sul-africana SABC noticiou terça feira que grupos de refugiados zimbabweanos residentes em bairros em redor da Cidade do Cabo estão reunindo-se à beira da principal estrada que liga o Cabo Ocidental ao norte do país com o objetivo de empreender a viagem de volta ao seu país.

Em 2008, pelo menos 30 mil moçambicanos que escaparam dos ataques xenófobos na África do Sul retornaram ao país.

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