Dois atentados em Uganda matam 74 pessoas que viam a final da Copa

Fonte: AFP

Vítimas dos atentados no hospital Mulago, em Campala, Uganda: dois atentados matam 74 pessoas que viam a final da Copa

Ao menos 74 pessoas morreram na noite de domingo em um duplo atentado contra dois restaurantes que exibiam a final do Mundial da África do Sul-2010 em Campala, a capital de Uganda, informou a polícia, que atribui a autoria dos ataques a milícias somalis shebab, ligadas à Al-Qaeda.

Este duplo atentado é o mais mortífero já cometido na África Oriental desde os ataques contra as embaixadas americanas de Nairóbi e Dar es Salaam, realizados por membros da Al-Qaeda e que custaram a vida de mais de 200 pessoas em 7 de agosto de 1998.

Anteriormente, o saldo de mortos era de 64 e de feridos 65. “As nacionalidades das vítimas serão comunicadas mais tarde”, declarou à AFP a porta-voz da polícia, Judith Nabakooba.

As duas bombas explodiram num restaurante etíope do sul da capital ugandesa e em um clube de rúgbi do leste da cidade enquanto muitas pessoas acompanhavam a partida entre a Espanha e a Holanda.

O presidente americano Barack Obama condenou “os ataques deploráveis e covardes” e afirmou que seu país está disposto a prestar ao governo local a ajuda que precisar, informou o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Mike Hammer.

Entre os mortos figura um americano, informou a embaixada americana em Campala.

“Só queríamos ver a partida, e infelizmente fomos para a área etíope”, declarou no hospital Chris Sledge, um jovem de 18 anos, que sofreu ferimentos graves nas pernas e em um olho.

O chefe da polícia, Kale Kayihura, vinculou o duplo atentado às ameaças feitas recentemente por rebeldes islamitas Shebab na Somália contra Uganda e Burundi, dois países que enviaram um total de 6.000 soldados para a força de paz da União Africana na Somália (AMISOM).

Os shebab, que controlam a maior parte da Somália, consideram que se trata de uma força de ocupação.

A AMISOM foi posicionada em março de 2007 e atualmente sua principal missão consiste em proteger o frágil governo provisório que dirige o país desde janeiro de 2009.

“Como sabem, houve declarações por parte dos shebab e da Al-Qaeda. O terrorismo é uma ameaça nos dias de hoje. Vocês conhecem a região em que estamos e nosso compromisso na Somália”, declarou Kayihura na noite de domingo. “Evidentemente, trata-se de terrorismo”, acrescentou.

A União Africana (UA) também classificou o ocorrido de “ato terrorista (que) deve ser condenado nos termos mais fortes”.

E o presidente somali, Sharif Sheij Ahmed, afirmou que foi um “ato vil e diabólico”.

Os shebab ameaçaram recentemente com represálias contra a Uganda e Burundi por sua participação na força da UA na Somália. Apesar de durante os últimos anos esses islamitas afiliados à Al-Qaeda multiplicarem os atentados contra a AMISOM, nunca os haviam cometido até agora fora do território somali.

Em 5 de julho, o chefe dos shebab, Ahmed Abdi Godane, pediu aos somalis que se unam para expulsar a AMISOM do país.

Nesse mesmo dia, a Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (IGAD), que reagrupa seis países da África Ocidental, decidiu mobilizar rapidamente 2.000 homens adicionais na AMISOM para aumentar o número de efetivos até 8.000.

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