Zerbini diz que Estado é solidário com refugiados

Fonte: Jornal do Comércio

Levantamento mostra que 207 pessoas vivem em 12 municípios

Dados foram divulgados pelos representantes da ONG Asav, do Conare e da Acnur (Foto: Ana Paula Aprato/ JC)

O Rio Grande do Sul é o estado que mais recebe refugiados no Brasil. Dos 397 estrangeiros reconhecidos pelo programa de reassentamento do Comitê Nacional de Refugiados (Conare) e que permanecem no País, 207 vivem no Estado, distribuídos em 12 municípios. Deste total, 136 são colombianos – 71 homens e 65 mulheres – e 71 são palestinos – 43 homens e 28 mulheres. O restante dos estrangeiros reside em São Paulo, no Rio de Janeiro e em algumas cidades do Nordeste.

Os dados foram divulgados ontem pelos representantes do Conare, do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) e pela Associação Antônio Vieira (Asav) durante o Encontro Regional sobre Reassentamento Solidário, que acontece na Capital.

Os estrangeiros vivem em Porto Alegre, São Leopoldo, Sapucaia do Sul, Sapiranga, Serafina Corrêa, Guaporé, Passo Fundo, Santa Maria, Pelotas, Rio Grande, Chuí e Venâncio Aires. O tempo que cada família permanece no Estado varia entre 12 e 18 meses. Após esse período existe a possibilidade de retorno ao país de origem ou de mudança para outra cidade brasileira.

A coordenadora do projeto de reassentamento da Asav no Rio Grande do Sul, Karin Wapechowsky, salienta que a entidade está negociando com os municípios de Canoas e Campo Bom o recebimento de famílias refugiadas. “O Rio Grande do Sul é formado por imigrantes e tem uma tradição de acolher os refugiados”, comenta. Segundo ela, a ideia é que cada município possa receber de duas a três famílias.

O coordenador-geral do Conare, Renato Zerbini, disse que o Estado lidera a lista porque o povo gaúcho é solidário e fraternal. “As instituições gaúchas são organizadas, consolidadas e capazes de contribuir com as causas humanitárias do Brasil e do Mundo”, comenta. Segundo ele, o governo oferece documentação aos estrangeiros e acesso público em igualdade de condições com os brasileiros aos serviços de saúde, transporte, educação e moradia. “Os refugiados ostentam os mesmos direitos e as mesmas obrigações que qualquer cidadão brasileiro”, acrescenta.

De acordo com Zerbini, cinco países da América do Sul possuem programas de reassentamento solidário: Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai. No total, cerca de 1.100 refugiados (homens, mulheres e crianças) já foram beneficiados pelo programa. Desde o começo das atividades na região, 187 refugiados já foram reassentados na Argentina, 455 no Brasil, 455 no Chile e 31 no Uruguai. No Paraguai, os refugiados deverão chegar até o final do ano.

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