Grandes temas em disputa no conflito israelense-palestino

Fonte: AFP

Palestino atira pedras em forças israelenses durante confronto, em campo de refugiados de Shuafat, em foto de arquivo

Dezessete anos depois do início do processo de paz israelense-palestino de Oslo, as posições dos dois lados continuam muito afastadas, mas as grandes linhas de um acordo de paz são amplamente conhecidas.

1) Criação de um Estado Palestino e seus poderes:
Os palestinos querem proclamar um Estado soberano no conjunto dos territórios palestinos ocupados por Israel em junho de 1967: Jerusalém Oriental, toda a Cisjordânia e a Faixa de Gaza.

Israel reclama a desmilitarização deste Estado, o controle de seu espaço aéreo e de suas fronteiras.

2) Traçado das fronteiras do Estado Palestino, destino das Colônias:
Os palestinos exigem uma retirada israelense de todos os territórios ocupados desde 1967, mas estão dispostos a aceitar modificações fronteiriças menores com base em trocas de territórios equivalentes com Israel.

Israel descarta categoricamente voltar às fronteiras anteriores a 1967, mas está disposto a aceitar retiradas na Cisjordânia. Quer anexar os blocos de assentamentos onde vive a grande maioria dos 300.000 colonos judeus, à parte de Jerusalém Oriental.

Os palestinos exigem o congelamento da colonização, que compromete a continuidade territorial do futuro Estado. Já advertiram que a retomada das atividades de colonização marcaria o fim das conversações.

3) Estatuto de Jerusalém:
Israel considera Jerusalém, incluindo sua parte oriental, como sua capital “indivisível e eterna”.

A Autoridade Palestina quer fazer de Jerusalém Oriental, cuja anexação nunca foi reconhecida pela comunidade internacional e onde vivem 260.000 palestinos e mais de 200.000 israelenses, a capital de seu Estado.

Israel insiste em manter o controle de toda a área da Cidade Antiga, sede de alguns dos principais locais sagrados das três religiones monoteístas (islamismo, judaísmo e cristianismo). Os palestinos são categoricamente contrários a isto.

4) Destino dos refugiados:
Há quatro milhões de refugiados palestinos, em sua grande maioria descendentes de 700.000 palestinos que fugiram ou foram expulsos de suas terras durante a criação do Estado de Israel, em 1948.

Os palestinos exigem que Israel reconheça um direito ao retorno dos refugiados em suas fronteiras, de acordo com resolução 194 da Assembleia Geral da ONU.

Na prática, os negociadores palestinos insistem sobretudo no reconhecimento do princípio deste direito mais que em sua aplicação, que de fato dependeria de Israel.

Israel rejeita categoricamente a aplicação do “direito ao retorno”. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu quer que os palestinos reconheçam Israel como “o Estado do povo judeu” para que, segundo ele, fique garantido que a questão dos refugiados será resolvida dentro do futuro Estado palestino.

5) Controle da Água:
Israel se reserva grande parte dos lençóis freáticos no subsolo da Cisjordânia. Os palestinos reclamam uma distribuição equitativa.

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