Alto Comissário participa do lançamento de novos projetos para refugiados

Fonte: ACNUR

O Alto Comissário António Guterres (na direita) participa de debate no encontro annual da Iniciativa Global Clinton, em Nova York. (Foto: CGI)

O Alto Comissário para Refugiados, António Guterres, ajudou, nessa semana, a lançar oficialmente vários projetos de cunho tecnológico que irão melhorar a vida dos refugiados ao redor do mundo.

As novas iniciativas, envolvendo a provisão de telefones celulares e fogões ecológicos para as pessoas forçadas a se deslocar, foram oficialmente lançadas nessa semana durante o encontro anual da Iniciativa Global Clinton (IGC), em Nova York.

Guterres deu as boas vindas, também, a um novo programa piloto da IGC para ajudar milhares de pessoas deslocadas na República Democrática do Congo (RDC). “Rethink Refugees” (Repensar os Refugiados, em português), foi anunciado na quinta-feira pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton.

O website da IGC diz que o projeto ajudará os deslocados por meio da “implementação de soluções inovadoras já existentes em um ambiente novo e desafiador. A iniciativa focará os programas holísticos e replicáveis nas áreas de fortalecimento econômico, educação e energia”. Oferecerá, também, treinamento de liderança para apoiar os refugiados na reconstrução de suas vidas e na melhoria de suas condições de segurança, além de envolver o setor privado na geração de empregos.

Na quinta, Clinton e sua esposa, a Secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Rodham Clinton, lançaram a Aliança Global para Fogões Ecológicos, da qual o ACNUR é um sócio-fundador. O Alto Comissário participou da cerimônia.

Essa parceria multimilionária, entre o setor público e privado, planeja distribuir mais de 100 milhões de fogões ecológicos na África, Ásia e América do Sul nos próximos dez anos. Entre os beneficiários estão os refugiados e as pessoas deslocadas internas (IDPs). A inalação de fumaça devido ao uso de fornos domésticos primitivos provoca mais de dois milhões de mortes ao ano.

A Aliança Global para Fogões Ecológicos, liderada pela Fundação das Nações Unidas, irá reunir importantes parceiros, Ongs, instituições acadêmicas, lideranças empresariais, governos e outras agências da ONU para ajudar a promover e estimular um mercado global de fogões ecológicos.

“Hoje nós podemos, finalmente, vislumbrar um futuro onde lareiras e fogões ‘sujos’ estão sendo substituídos por fogões e combustíveis ecológicos, eficientes e acessíveis em todo o mundo – que custam apenas US$ 25”, disse Hillary Clinton. “Ao melhorar esses fogões ‘sujos’, milhões de vidas serão salvas e melhoradas. Fogões ecológicos podem ser tão transformadores quanto mosquiteiros e vacinas.”

De acordo com Guterres, “a gestão ambiental é uma prioridade para a organização e, apesar de já estar trabalhando nisso com os nossos parceiros, envolvendo os deslocados e as comunidades locais, estamos ansiosos para alcançar uma estratégia mais global e sustentável. Parcerias como essa são fundamentais para alcançar nosso objetivo”.

Na quarta-feira, diversas organizações como ACNUR, Refugees United, Ericsson, Delta Partners e MTN, unidos pelo músico Emmanuel Jal, ex menino-soltado e refugiado sudanês, lançaram, ea Uganda, o primeiro projeto para localizar e reconectar refugiados e deslocados internos através do uso inovador de telefones celulares e Internet.

Um programa piloto foi desenvolvido para refugiados sudaneses, em Uganda. Permite que os refugiados usem os celulares para se registrar e procurar os membros de suas famílias por meio de um banco de dados anônimo, e subsequentemente se reconectar através de mensagens de textos via celular ou da Internet.

Hans Vestberg, presidente e chefe-executivo da empresa sueca de telecomunicações, Ericsson, disse que o programa ajudaria a aliviar o sofrimento das pessoas forçadas a se deslocar “ao ajudar a reconectar aqueles que perderam contato com seus entes queridos”.

De acordo com a Refugees United, que está oferecendo o serviço por meio de computadores e Internet, menos de dois por cento das pessoas na África tem acesso a computadores, comparado a mais de 45% que tem acesso a celulares.

Enquanto isso, Guterres deu as boas vindas ao crescente apoio do setor privado aos programas do ACNUR. “O papel do setor privado está ganhando cada vez mais importância na assistência humanitária. Contar com o conhecimento e a expertise desses parceiros é crucial”. Durante sua estadia de uma semana em Nova York, o Alto Comissário participou, também, do encontro da Assembléia Geral da ONU e se encontrou com vários líderes mundiais.

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