Refugiados gostariam de votar na eleição

Fonte: Mogi News

Por Jamile Santana

Refugiados: Os palestinos Tamimi e Huda gostariam de participar das eleições presidenciais que foram realizadas em todo o País, mas não podem

 

Casal de palestinos que vive em Mogi das Cruzes tem vontade de participar das eleições brasileiras, elogiadas pela democracia

Enquanto alguns eleitores desperdiçam seus votos, votando em candidatos sem qualquer critério de análise ou ainda descartando a oportunidade de exercer sua cidadania, os refugiados palestinos que estão vivendo no Brasil, em especial, em Mogi das Cruzes, gostariam de participar do pleito. Apesar de não serem obrigados a acompanhar a corrida presidencial, eles fazem questão de conhecer os candidatos e analisar as propostas. No fundo, essa é apenas uma das formas de se sentirem mais parte da população do Brasil, refletindo a vontade dos refugiados em se naturalizar brasileiros.

“Só votei uma vez na minha vida, para presidente da Palestina há muito tempo. Eu gostaria muito de poder votar, porque assim me sentiria um cidadão brasileiro, porque já me considero assim”, destacou Walid Al Tamimi.

Tamini e sua esposa, Huda Al Bandar, estão acompanhando a corrida presidencial. Assistem as notícias veiculadas aos candidatos e leem frequentemente os jornais. Mesmo entendendo pouco a Língua Portuguesa, Tamimi gosta de acompanhar o noticiários sobre as eleições. “No voto é que você pode mostrar o quanto é importante dentro de uma sociedade. Gosto de ver tudo relacionado à eleição aqui no Brasil, que é um País que ouve seus habitantes, ao contrário do que acontece na Palestina”.

Se fosse participar do pleito, Tamimi votaria em Dilma Rousseff, candidata à presidência pelo PT. “Ela não tem preconceito com as diferenças raciais e culturais. Tenho a impressão de que ela é mais do povo”, avaliou.

A esposa, Huda, também votaria na petista. “Ela é mulher, acho que um País democrático deveria eleger uma mulher, pelo menos uma vez na história”, destacou. O sistema de votação brasileiro também chama a atenção dos refugiados. “Aqui é tudo mais organizado, e o País se mobiliza”, reforçou Huda.

Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), os refugiados não têm direito a voto. Para votar, precisam ter a cidadania brasileira, dentro dos critérios da lei de estrangeiro.

Palestina
Na Palestina existem cerca de 5 milhões de habitantes, sendo que apenas 1,2 milhão estão devidamente habilitados a votar. No País, o voto não é obrigatório e dos eleitores cadastrados, 46% são jovens entre 17, 30 e 46 anos. Cerca de 44% dos eleitores são mulheres. Apesar de possibilitar o direito ao voto, as eleições palestinas não são sinônimo de democracia. Apenas palestinos que ocupam áreas ocupadas por forças estrangeiras podem votar. Refugiados, por exemplo, perdem este direito.

Votação
No País, existem dois sistemas de votação: o primeiro, em uma lista partidária, na qual se votam nos partidos e coligações; o outro é o voto nominal.

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