Brasil acolhe mais de 4 mil refugiados de 76 países, diz governo

Fonte: G1

Levantamento foi apresentado em reunião internacional sobre o assunto. Evento em Brasília reúne autoridades de 20 países das Américas.

O ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, anuncia dados atualizados sobre a política de refúgio nas Américas (Foto: Wilson Dias/ ABr)

O Brasil acolhe atualmente pelo menos 4.311 refugiados provenientes de 76 países, segundo dados de outubro de 2009 divulgados nesta quinta (11), em Brasília, pelo Ministério da Justiça, durante a Reunião Internacional sobre Proteção de Refugiados, Apátridas e Movimentos Migratórios Mistos nas Américas.

De acordo com o levantamento, os países com mais refugiados no Brasil são Angola, Colômbia, República Democrática do Congo, Libéria e Iraque. Outro grupo representativo no Brasil é o dos cubanos (133).

Veja abaixo as nacionalidade com mais refugiados no Brasil.

Para tratar da situação do deslocamento forçado no continente americano e a situação dos refugiados na região, o Ministério da Justiça e o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) promovem nesta quinta-feira a reunião internacional.

Segundo o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, um dos objetivos da reunião é relembrar aos países da região o compromisso fixado no México, em 2004, de se ter um sistema efetivo de recepção e proteção de refugiados. Ao final do encontro, será divulgada a “Declaração de Brasília”. Outro objetivo da reunião, segundo Barreto, é estimular os países a dividir responsabilidades na questão dos refugiados.

Barreto citou como exemplo o caso do Equador, que nos últimos anos recebeu cerca de 500 mil refugiados colombianos. O Brasil e outros países da região se ofereceram para receber parte deste contingente. O Brasil recebeu 592 colombianos. O ministro reconheceu que o número é baixo, mas, segundo ele, isso ocorre porque muitos preferem ficar em países mais próximos da Colômbia, como Equador e Venezuela.

O diretor de Proteção Internacional do Acnur, Volker Türk, afirmou que, no caso dos refugiados colombianos, a ajuda brasileira foi muito importante. “O número não é tão grande, mas o impacto político é enorme”, afirmou o diretor.

Liberdade
De acordo com Barreto, “o Brasil tem hoje refugiados de 76 diferentes nacionalidades. Isso acontece porque nós temos uma cultura de convivência harmônica (…) Aqui qualquer pessoa pode professar a sua fé, manter seus costumes e vai estar integrada e reconstituir sua vida em segurança e liberdade (…) Por isso, o Brasil é considerado pelas Nações Unidas um país estratégico para receber e integrar refugiados”.

Barreto explicou que a integração dos refugiados sempre é díficil porque “a pessoa chega muitas vezes fragilizada, com traumas, por ter passado por situação de guerra ou de uma perseguição racial, étnica ou religiosa”.

Segundo ele, o Brasil presta aos refugiados assistência médica e psicológica e apoio para o aprendizado do português. O país oferece ainda aos refugiados direito de residência, trabalho e movimentação patrimonial, além de acesso aos serviços públicos de saúde e educação.

De acordo com o ministro da Justiça, a principal dificuldade dos refugiados no Brasil é conseguir emprego.  “O trabalho muitas vezes é negado por ignorância do empregador, que pensa que o refugiado é uma pessoa que vem provocando confusão, mas não é. Ele é uma vítima de perseguição que está tentando reconstruir sua vida”, disse.

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