Obra do primeiro centro de acolhimento para crianças refugiadas arranca em Lisboa

Fonte: Jornal de Notícias

Centro Português de Refugiados, na Bobadela (Foto: Vasco Neves)

O Parque da Bela Vista, em Lisboa, recebe na segunda-feira a primeira pedra do único centro português de acolhimento temporário para crianças refugiadas, que o Conselho Português para os Refugiados espera ver concluído até ao final de junho.

O projeto, que envolve a recuperação de instalações municipais degradadas, foi apresentado há um ano, quando o CPR, a câmara, a Swatch Tempus Internacional e o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) assinaram um protocolo para a criação de uma casa com condições específicas e adequadas para os refugiados até aos 18 anos.

Desde então, estiveram a ser desenvolvidos os projetos de arquitetura e especialidades e a angariação de financiamento.

Segundo Alexandra Carvalho, do CPR, a maior fatia das verbas foi obtida com vendas da Swatch, mas surgiram também apoios financeiros de outros parceiros.

A responsável adiantou que a casa poderá receber até 13 crianças ou jovens e terá uma equipa que inclui um assistente social e um psicólogo, até porque estes menores chegam habitualmente sem familiares.

Desde 2005, o CPR registou a chegada de 30 crianças, fruto de “pedidos de asilo espontâneos”, sem ser ao abrigo de protocolos.

O seu acolhimento tem ocorrido num outro centro na Bobadela, no município de Loures, onde também são recebidos os refugiados adultos.

“O que se passa com este novo centro é que o CPR vai estabelecer parcerias com o ACNUR [Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados] para que crianças que estão em campos refugiados ou noutras situações com necessidade venham para Portugal”, explicou Alexandra Carvalho.

O projeto conta com o alto patrocínio da primeira dama, Maria Cavaco Silva.

Na apresentação da iniciativa, no ano passado, a presidente do CPR, Teresa Tito de Morais, informou que a obra estava orçada em 850 mil euros, 600 mil euros dos quais angariados pela marca de relógios.

Ao Ministério da Administração Interna (através do SEF) e à autarquia cabia uma participação individual de 125 mil euros.

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