EUA têm mais imigrantes, mas países do Golfo são destino mais atrativo

Fonte: SIC

Os Estados Unidos são o país com mais imigrantes, mas em termos relativos (imigrantes como parte da população) os destinos mais atrativos são os Estados do Golfo, segundo um estudo divulgado hoje em França.

Foto: Reuters

Os EUA contam com 42,8 milhões de imigrantes em 2010, bem longe de Federação Russa (12,3 milhões), Alemanha (9,1), Arábia Saudita (7,3), Canadá (7,2), França (6,7), Reino Unido (6,5) e Espanha (6,4).

O estudo define imigrante como uma “pessoa nascida num país diferente daquele onde reside“. No total, os imigrantes seriam 214 milhões em 2010, correspondendo a 3,1 por cento da população mundial.

Proporcionalmente à sua população, os países do Golfo são os mais atrativos, onde os imigrantes chegam a ser, inclusive, a maioria da população.

Com esta base, o estudo define cinco grupos de países.

No primeiro, os imigrantes formam 86 por cento da população no Quatar, 70 por cento nos Emirados Árabes Unidos e 69 por cento no Kuwait; a Arábia Saudita, o Bahrain, Omã e Brunei têm taxas compreendidas entre 28 e 40 por cento.

Estes são países “pouco povoados, mas ricamente dotados de recursos naturais”.

O segundo grupo inclui, por exemplo, Monaco (72 por cento), Macau (55 por cento) e Singapura (41 por cento), “territórios muito pequenos, ou “micro-Estados, frequentemente dotados de um estatuto particular, designadamente no plano fiscal“.

No terceiro grupo, encontra-se a Austrália (22 por cento) e o Canadá (21 por cento), países “dotados de imensos espaços, mas fracamente povoados“.

A França, com 11 por cento de imigrantes, encontra-se no quarto grupo, o das democracias industriais ocidentais, atrás de Áustria (16 por cento), Suécia (14 por cento), Espanha (14 por cento) e EUA (13 por cento).

O estudo coloca-a, pelo contrário, à frente de Holanda (10 por cento), Reino Unido (190 por cento), Bélgica (nove por cento) e Itália, com sete por cento.

Um quinto e último grupo é constituído por países ditos de “primeiro asilo“, como a Síria, que alberga um milhão de refugiados iraquianos, correspondentes a cinco por cento da sua população, ou o Chade, que acolhe cerca de 350 mil sudaneses, ou três por cento da sua população.

Os EUA e a França são países de imigração “antiga“, que se “constituiu progressivamente”, enquanto que a Espanha é um “novo país de imigração“, que se constituiu “num tempo muito curto“, a partir do início da década de 90.

O Reino Unido contava em 2000 quase tanto imigrantes (4,9 milhões) quanto emigrantes, que ascendiam a 4,2 milhões. 

À cabeça dos países de origem dos imigrantes encontra-se o México, com 10 por cento da população, seguido pelo Afeganistão (9,9 por cento), Marrocos (nove por cento), Reino Unido (7,1 por cento), Argélia (6,7 por cento) Alemanha (4,9 por cento) e Turquia, com 4,5 por cento.

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