ACNUR reafirma continuidade no regresso de refugiados angolanos

Fonte: Angola Press

O representante do escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) em Angola, Bohdan Nahajlo, reafirmou hoje, quinta-feira, em Luanda, a missão da sua instituição em prosseguir com o processo de repatriamento dos refugiados angolanos.

 
Em declarações à imprensa, no âmbito da comemoração do 60º aniversário do ACNUR, o responsável disse existirem cerca de 120 mil angolanos em condições de refugiados em países vizinhos.
 
Referiu que o ACNUR, enquanto parceiro do Executivo, está preparando e garantindo o retorno dos angolanos que se encontram nos países vizinhos, com destaque para a Zâmbia e a República Democrática do Congo (RDC).
 
“Existem ainda muitos angolanos refugiados em países vizinhos, que até agora não regressaram porque não os trouxemos, fato que acontecerá nos próximos tempos”, salientou.
 
O representante enalteceu a posição do Executivo em fazer regressar ao país, até ao final de 2011, todos os cidadãos nacionais em condições de refugiados no estrangeiro, sob pena de perderem esse estatuto.
 
De acordo com Bohdan Nahajlo, essa decisão é pertinente visto que Angola tem todas as condições criadas para o regresso seguro dos seus cidadãos e não há motivos para existirem pessoas nestas condições.
 
Sobre as atividades realizadas nos últimos anos pelo ACNUR em Angola, o funcionário das Nações Unidas (ONU) destacou o apoio dado ao regresso de cerca de dois mil e 500 refugiados provenientes da Zâmbia e a um outro pequeno grupo de indivíduos vindos da Namíbia.
 
Lembrou ainda que o ACNUR efetuou, nos últimos anos, várias doações de materiais de construção, utensílios de trabalho, apoio financeiro e bens alimentares aos refugiados estacionados nas províncias do Moxico e do Uíge, assim como fez a verificação da documentação e a identificação da origem dos repatriados.
 
Salientou, na sequência, que a sua organização promoveu vários encontros tripartidos entre o Executivo angolano, representantes de governos de países vizinhos, que albergam refugiados nacionais, e funcionários do ACNUR, para abordarem questões inerentes ao retorno e integração social dessas pessoas nas suas regiões de origem.
 
O ACNUR, fundado há 60 anos, começou a atuar em Angola a partir de 1976.
 
Estiveram presentes na cerimônia, realizada no Centro de Formação de Jornalistas (Cefojor), representantes do Executivo, acadêmicos, diplomatas, líderes religiosos, responsáveis de Organizações Não Governamentais, entre outras entidades convidadas.
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