Exército tailandês envia reforços à fronteira com o Camboja

Fonte: Veja

Em Kathararak, na Tailândia, perto da fronteira com o Camboja, refugiados que tiveram que abandonar suas casas com os primeiros enfrentamentos (Foto: Pornchai Kittiwongsakul/AFP)

Até o momento, novo cessar-fogo assinalado por chefes militares foi respeitado

O Exército tailandês enviou reforços nesta terça-feira, incluindo mais de 500 soldados e artilharia, à zona fronteiriça em disputa com o Camboja após cinco dias de hostilidades. Após um novo confronto na última segunda-feira, os chefes militares assinalaram um novo cessar-fogo que até o momento foi respeitado.

O número de mortos aumentou para sete, entre eles dois civis, segundo o ministro de Assuntos Exteriores do Camboja, Hor Namhong. A quantidade de feridos também subiu, para 45, desde o início das hostilidades, na última sexta-feira, em uma zona nos arredores do templo Preah Vihear. A Tailândia, por sua vez, confirma dois mortos e 12 feridos.

O governo cambojano denunciou que a artilharia tailandesa provocou o afundamento de uma das alas do templo do século XI, declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 2008. Os governos dos dois países, que mantêm alerta máximo, se acusam de ter começado a disparar contra o lado contrário, enquanto o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) se ofereceu para mediar uma solução para o conflito.

Refugiados – Milhares de pessoas de ambos os lados da fronteira tiveram que deixar seus lares quando aconteceram os primeiros enfrentamentos entre sexta-feira e sábado. Chum Puy, chefe do distrito de Kulen, disse que cerca de 10.000 cambojanos, a maioria mulheres e crianças, fugiram de suas aldeias e se refugiaram em escolas e templos a cerca de 90 quilômetros da zona dos combates. Na Tailândia, em torno de 15.000 pessoas se refugiaram em Kantharalak após o início dos enfrentamentos, segundo o governador de Si Sa Ket, Somsak Suwansujalit.

O primeiro-ministro do Camboja, Hun Sen, solicitou à ONU o desdobramento de forças de paz diante dos “atos de agressão” que atribui à Tailândia. Já o chefe do governo tailandês, Abhasit Vejjajiva, defendeu a atuação do seu governo, que sofre pressão da aliança nacionalista dos “camisas amarelas”, que o criticam por sua atuação na disputa territorial com o Camboja.

Histórico – Camboja e Tailândia travam o conflito desde julho de 2008, quando a ONU reconheceu o templo de Preah Vihear como Patrimônio da Humanidade no Camboja. A Tailândia admite que o conjunto monumental se encontra em território cambojano, assim como sentenciou em 1962 a corte internacional de Haia, mas reivindica uma zona de 6,4 quilômetros quadrados situada nos arredores.

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