Familiares buscam brasileiro desaparecido na fronteira dos EUA

Fonte: Brazilian Voice

O capixaba Valdir Ferreira da Silva, 65 anos, natural de Mantenópolis, tentou entrar clandestinamente nos Estados Unidos através do México

Valdir Ferreira da Silva tentou entrar clandestinamente nos EUA através da fronteira mexicana com o Texas

Diariamente, os familiares do imigrante capixaba Valdir Ferreira da Silva, 65 anos, casado, natural do município de Mantenópolis, convivem com a saudade, angústia, dúvida e incerteza sobre o seu paradeiro. Em abril de 2011, completará 7 anos que Valdir tentou entrar clandestinamente nos Estados Unidos, com a ajuda de “coiotes” (traficantes de seres humanos), através da fronteira mexicana no estado do Texas rumo à New York. Desde então, sua esposa e 7 filhos não receberam mais notícias.

Segundo Ronaldo Silva, membro da família, a última pessoa a conversar por telefone com Valdir foi um primo, já falecido no Brasil. Na ocasião, Valdir disse ao primo que já havia atravessado a fronteira e estava em território norte-americano, entretanto, com o passar do tempo ele nunca mais entrou em contato com a família, segundo Ronaldo. 

Além da dor da ausência de Valdir, sua esposa enfrenta problemas de saúde e dificuldades financeiras, pois o status indefinido e paradeiro incerto do marido a impede de receber a pensão da Previdência Social.

“Como não sabemos onde ele está ou o que aconteceu com o Valdir, a esposa dele não consegue receber a pensão e sofre muito dos nervos”, disse Ronaldo.

Durante as tentativas de saber o paradeiro de Valdir, sua família foi informada por “agenciadores” (indivíduos que recrutam pessoas no Brasil para atravessar a fronteira)  que ele teria “chegado bem” aos EUA e morava em New York ou Boston (MA). Entretanto, há 7 anos seus familiares não receberam nenhuma ligação sua ou qualquer remessa de dinheiro.

Esse tipo de agenciamento tornou-se comum em várias áreas do Brasil, entretanto no caso dos amigos Juliard Aires Fernandes, 20 anos, e Hermínio Cardoso dos Santos, 24 anos, ambos naturais do interior de Minas Gerais, a tentativa de travessia ilegal para os EUA terminou de forma trágica. Ano passado, Fernandes teve o corpo identificado entre as vítimas da chacina de 72 imigrantes ilegais no México. Os documentos de Santos também foram encontrados no local do massacre e, posteriormente, ele foi identificado entre os mortos. A chacina adquiriu repercussão internacional.

Com o final do inverno, especialistas alertam que o pior mês está por vir. Agosto, tradicionalmente, é o mais cruel. Eles também notam que as estatísticas não incluem as pessoas que morrem no México, pois considera apenas os cidadãos mexicanos e não outras nacionalidades oriundas da América Central ou outro lugar, segundo publicou o The New York Times.

As mortes são repletas de sofrimento. Pessoas em busca do “Sonho Americano” têm sufocado em caminhões sem ar, morreram em acidentes de veículos ou foram atingidos por raios ou afogados em rios e riachos. Na maioria das vezes, porém, elas são vítimas de insolação e desidratação. Alguns deles não portam nenhuma identificação e, em uma trágica ironia, acabam onde queriam estar, nos Estados Unidos, mas em sepulturas simples e anônimas. Outros imigrantes, não contabilizados pela Patrulha de Fronteira, nunca atravessaram a fronteira. 

Organizações de defesa dos imigrantes culpam a Patrulha de Fronteira pela escalada no número de mortes, alegando que a decisão de centrar o policiamento nas cidades fronteiriças tem mudado a rota do tráfico de imigrantes para terrenos mais perigosos, com climas mais extremos, inverno e verão. A política, iniciada com a Operação Gatekeeper, em 1994, acrescentou funcionários e equipamentos de vigilância e instalou paredes de concreto, bem como a introdução de outras medidas na fronteira de San Diego. A estratégia foi então expandida ao Arizona e Texas.

Possivelmente, centenas de imigrantes morrem porque são abandonados por traficantes de seres humanos (coiotes) ou por serem conduzidos por indivíduos que não conhecem a geografia rústica da região, segundo ativistas. 

Informações sobre o paradeiro de Valdir Ferreira da Silva podem ser enviadas através do e-mail: naldosilva52@hotmail.com

Uma resposta para Familiares buscam brasileiro desaparecido na fronteira dos EUA

  1. elzaferreira da silva disse:

    quero emcontra meu pai valdir ferreira da silva

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