UE se recusa a ajudar Itália com refugiados norte-africanos

Fonte: DW-World

Refugiados chegam em massa a Lampedusa

Por enquanto a Itália terá de agir sozinha, pois a União Europeia recusou-lhe apoio com os tunisianos em Lampedusa. Primeiro avião da ilha para a Tunísia já decolou. Deportação resultou em protestos e incêndio.

Os países-membros da União Europeia (UE) se recusaram nesta segunda-feira (11/04) a ajudar a Itália com os milhares de refugiados do norte da África, na maioria tunisianos.

Eles entraram na Itália pela Ilha de Lampedusa, localizada no Mar Mediterrâneo a apenas 130 km da costa da Tunísia. As fugas do norte africano começaram depois do início dos conflitos naquela região, em janeiro.

Nesta segunda-feira, os 27 ministros do Interior do bloco se reuniram em Luxemburgo para discutir o destino dos mais de 22 mil refugiados na Itália, mas não chegaram a um consenso sobre um apoio em comum, explicou a comissária de Interior da UE, Cecília Malmström.

Tunisianos na fronteira da Líbia

“Antes só…”
O ministro italiano do Interior, Roberto Maroni, mostrou-se desapontado, questionando se ainda fazia sentido ser membro da UE: “Antes só do que mal acompanhado”, comentou. “Pedimos solidariedade e nos disseram para agirmos por conta própria.”

Seu homólogo húngaro, Sándor Pintér, destacou, porém, que a Itália também consentiu com o resultado da reunião desta segunda-feira. Ficou combinado que haverá outro encontro extraordinário dos ministros do Interior da UE em 12 de maio, em Bruxelas, para voltar a tratar do tema.

Segundo os ministros da Alemanha, Hans-Peter Friedrich e da Áustria, Maria Fekter, a Itália não está sobrecarregada com o número de refugiados. Os Estados membros do bloco pretendem negociar com a Tunísia para que ela receba de volta mais do que 60 cidadãos tunisianos por dia.

Além disso, os europeus querem conversar sobre a implantação de uma unidade da Frontex (agência europeia de controle de fronteiras) na costa da Tunísia, com a intenção de evitar a travessia de refugiados à Europa.

Visto de Schengen
Em reação às recusas por parte dos membros da UE, o governo italiano anunciou que pretende dar autorizações de permanência temporária aos imigrantes tunisianos, dando-lhes a possibilidade de se deslocarem livremente por todos os países do espaço Schengen.

Um cidadão com este tipo de visto pode circular da Itália à Noruega e de Portugal até a Polônia. Atualmente 26 países são signatários do Tratado de Schengen.

O ministro Friedrich argumentou que a atitude da Itália vai contra o “sentido do Schengen”, já que a intenção de conceder o visto aos refugiados “com certeza não é para que fiquem na Itália, mas sim para que possam deixá-la”. Apesar disso assegurou que no momento o sistema de livre circulação não está em risco.

Lampedusa parece alternativa para norte-africanos

Vantagem do idioma
A Itália pretende iniciar a distribuição dos vistos na próxima quarta-feira, dando aos refugiados a permissão de residir na UE por até seis meses. A França provavelmente seria um dos países mais atingidos com a distribuição do visto de Schengen, já que a semelhança do idioma facilitaria o afluxo dos tunisianos.

Na reunião desta segunda-feira, o ministro francês do Interior, Claude Guéant, deu a entender que cerca de 2.800 tunisianos foram presos no mês passado em seu país.

Segundo a Itália, a França teria reforçado seu controle de imigração nas fronteiras. Hans-Peter Friedrich informou que, até agora, os funcionários que controlam as fronteiras para a Alemanha não registraram tentativas de ingresso em massa de tunisianos no país. O governo alemão anunciou que vai reagir, caso a situação venha a mudar.

Repatriações começam
Por outro lado, a Itália já começou a enviar tunisianos de volta para casa. Nesta segunda-feira, o primeiro avião para a Tunísia decolou da Ilha de Lampedusa. Estão planejados dois voos diários. Nesta primeira viagem estavam a bordo 30 imigrantes africanos e muitos policiais.

Na Ilha de Lampedusa, a casa que pode abrigar 800 pessoas esteve novamente superlotada nesta segunda-feira, com mil refugiados. Desde domingo à noite, 700 outros refugiados vindos da Somália e Eritreia teriam chegado à ilha, informaram agências de notícias.

Em protesto contra a deportação, alguns imigrantes subiram nos telhados e atearam fogo a parte dos abrigos, informou a mídia italiana. Além disso, alguns teriam sido levados de navio da ilha para o continente italiano.

Uma resposta para UE se recusa a ajudar Itália com refugiados norte-africanos

  1. alsana balde disse:

    o meu primo foi preso cuando dechou,a austria pora volta a portugal,na forenteira com alemanha foi preso a 3 dias so um ves temos notisia delle ate agora sem notisias sem saber oque faser por favor nos ajudem com cualquer informaçao por favor,na fronteira de austria cim alemanha isso foi a unica informaçao que sabemos ate agora nos ajudem por favor nome delli é sana fate.

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