Liberta tem a missão de conscientizar a sociedade brasileira sobre a existência da escravidão moderna

Fonte: Liberta

A cada 60 segundos uma criança ou uma jovem mulher é traficada para exploração sexual ao redor do mundo. 

 A idade média de iniciação de crianças na exploração sexual é de 13 anos.

 Em âmbito mundial, existem hoje 28.4 milhões de pessoas vivendo em situação de escravidão e, anualmente, têm-se 500 mil novas vítimas.

Os dados são chocantes. Choca, ainda mais, quando se sabe que,  atualmente, existem mais escravos no mundo do que em qualquer outra época. E  a triste realidade que dá vida a esses números é o trafico de pessoas. Você já  parou pra pensar no assunto? Então, vamos lá.

Vertente da escravidão nos dias de hoje, o tráfico de pessoas é uma grave violação aos direitos humanos. Em sua complexidade, mantém estreita relação com o trabalho escravo e a exploração sexual, mesclando fatores de gênero, idade  e condição sócio-econômica.

O tráfico de pessoas é o negócio ilegal mais atraente entre todos, uma vez  que as vítimas podem ser vendidas inúmeras vezes, sem precisarem ser tratadas  ou cultivadas. E ainda é o crime que traz o menor risco para os envolvidos.

Lucrativo, movimenta anualmente US$ 31,6 bilhões, segundo a Organização  Internacional do Trabalho (OIT) e, para cada pessoa transportada de um país para o outro, o lucro pode chegar a US$ 30 mil por ano (dados do Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crimes).

De acordo com o Ministério da Justiça do Brasil, o tráfico de pessoas é um fenômeno complexo e multidimensional. É uma das atividades mais antigas da  humanidade e é definido no Protocolo Adicional à Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional relativo à Prevenção, Repressão e Punição do Tráfico de Pessoas, em especial de mulheres e crianças, como “o recrutamento, o transporte, a transferência, o alojamento ou o acolhimento de  pessoas, recorrendo à ameaça ou o uso da força ou a outras formas de coação,  ao rapto, à fraude, ao engano, ao abuso de autoridade ou à situação de  vulnerabilidade ou à entrega ou aceitação de pagamentos ou benefícios para obter  o consentimento de uma pessoa que tenha autoridade sobre outra para fins de exploração”. Pelo Protocolo de Palermo são três as espécies de tráfico de  pessoas: o tráfico para fins de trabalho escravo, o tráfico para fins de exploração  sexual e o tráfico para fins de remoção de órgãos.

O Brasil, de acordo com a Secretaria Nacional de Justiça (2005), é  apontado como país de origem, trânsito e destino das vítimas do tráfico  internacional de pessoas, dado que revela a gravidade do problema e a urgência  em se adotar medidas preventivas e repressivas para o combate a esse crime, por  meio da atuação conjunta do Poder Público – o Brasil tem carência de políticas  públicas voltadas para combater a exploração sexual e o tráfico de órgãos – da  iniciativa privada – já que uma das perversidades é o trabalho escravo – e da  sociedade civil – que se choca, mas assiste inerte as estatísticas ganharem mais e  mais volume.

É importante, ainda, lembrar que no Brasil existe tanto o tráfico humano  transnacional onde as vitimas são levadas para fora do país, quanto o nacional  que ocorre dentro das nossas fronteiras, com o transporte das vítimas exploradas  entre cidades e estados.

A necessidade de sensibilizar acerca da gravidade do problema e combater  a imobilidade política, social e econômica que recai sobre ele, é que deu origem a  Liberta, uma organização sem fins lucrativos dedicada a conscientizar a  sociedade brasileira sobre a existência da escravidão moderna, combater o tráfico  humano e restaurar a dignidade das vitimas. Para isso organiza e coordena  investigações e operações de campo com o objetivo de encontrar, identificar e  resgatar homens, mulheres e crianças escravizados, prestando assistência para  segurança e reabilitação destas pessoas. O trabalho da organização tem o intuito  de utilizar o conhecimento adquirido em campo para quebrar a cadeia do tráfico e  melhor defender os direitos das vitimas. Conta com o apoio e a experiência de  especialistas internacionais da área.

Dedica-se a recuperar as vitimas da  escravização, promovendo a reinserção destas pessoas na sociedade.  

Apesar de recém nascida, a Liberta já deu seus primeiros passos  formando parcerias com o Ministério da Justiça e a Polícia Federal e iniciando a  sistematização de informações e dados para produzir uma radiografia atualizada  do tráfico de pessoas no país. Mas como se trata de uma iniciativa da sociedade civil, para desenvolver e implementar suas ações, conta com apoio e  financiamento da própria sociedade. Empresas, agentes públicos financiadores e  pessoas físicas podem contribuir para o cumprimento desta missão.

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