ACNUR pede melhores mecanismos de resgate após afogamentos no Mediterrâneo

Fonte: ACNUR Brasil

Um grupo de pessoas que fugiu recentemente da Líbia chega de barco à ilha italiana de Lampedusa. (Foto: Mauro Seminara/ AFP Photo)

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR) lamentou, nesta terça feira, os últimos afogamentos de pessoas que fugiam da Líbia em barco e reiterou seu apelo aos países europeus para que melhorem urgentemente os mecanismos de resgate marítimo.

“Além disso, pedimos à guarda costeira maior vigilância e adesão à tradicional obrigação marítima de socorrer pessoas que se encontram em risco”, afirmou a porta-voz do ACNUR, Melissa Fleming, a jornalistas em Genebra.

Relatando as últimas notícias do Mediterrâneo, Fleming disse que uma embarcação carregando cerca de 600 pessoas afundou na sexta-feira pouco tempo após ter saído de Trípoli, capital Líbia. “Um diplomata somali informou em Trípoli que 16 corpos foram recuperados, incluindo dois bebês. Mas desconhecemos o exato número de mortos”, disse Fleming, adicionando que provavelmente a maioria das pessoas a bordo era da África Subsaariana.

A Europa recebeu até agora menos de dois por cento das pessoas que fugiram da Líbia para escapar do contínuo conflito no país norte africano. Mas o número de pessoas que se arriscam para chegar à Europa em jornadas de barco através do Mediterrâneo aumentou no fim de semana.

De acordo com Fleming, cinco barcos levando quase 2,4 mil pessoas, incluindo muitas mulheres e crianças, chegaram à ilha italiana de Lampedusa no sábado e domingo. “Todos os cinco barcos precisaram do resgate da guarda costeira e polícia marítima italiana. Um barco encalhou próximo à costa da Lampedusa e suspeita-se que os três corpos encontrados na praia ontem sejam de passageiros desta embarcação”, afirmou.

Mais de 12 mil pessoas fugindo da Líbia chegaram a Itália e Malta desde o início da crise em meados de fevereiro, em um total de 35 barcos (11,230 pessoas na Itália e 1,130 em Malta). Antes do desastre de sexta-feira, familiares e sobreviventes comentaram com o ACNUR que alguns barcos estavam enfrentando problemas, e cerca de 800 pessoas estão desaparecidas.

No início do mês passado, o ACNUR apelou aos países europeus para que implementem urgentemente no Mediterrâneo mecanismos mais confiáveis e efetivos de resgate marítimo. “Reiteramos nosso apelo hoje”, disse Fleming, enquanto pedia aos capitães de barcos que ajudassem aqueles em risco em alto mar.

As pessoas fugindo da Líbia utilizam frenquentemente embarcações inapropriadas e superlotadas. “O ACNUR exorta os Estados, as empresas de navegação comercial e outros presentes no Mediterrâneo a considerar que todos os barcos saindo da Líbia rumo à Europa podem precisar de assistência”, destacou Fleming.

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