Síria promete diálogo, mas mantém repressão; centenas fogem para o Líbano

Fonte: Último Segundo

Choques deixam mais três mortos, enquanto 500 cruzam a fronteira para fugir da violência em localidade perto de Homs

Sírios carregam ferido ao atravessar fronteira na área de Wadi Khaled, na divisa entre Síria e Líbano (Foto: AP)

Novos episódios de violência atingiram a Síria neste sábado, com informações de três mortos nos arredores da cidade de Homs. As informações de repressão a protestos contra o governo de Bashar al-Assad surgem apesar de, na sexta-feira, o governo ter afirmado que não abriria mais fogo contra os manifestantes e pedido um “diálogo nacional”, dois meses após o início dos protestos.

De acordo com uma testemunha, as mortes aconteceram em Tall Kalaj, onde milhares protestaram na sexta-feira. A localidade fica perto de Homs, a terceira maior cidade da Síria, localizada a 160 quilômetros da capital Damasco.

Por causa dos choques, várias centenas de sírios fugiram de Tall Kalaj para o povoado vizinho de Wadi Khaled, no norte do Líbano, de acordo com autoridades locais. “Mais de 500 cruzaram a fronteira desde as 7h (1h de Brasília), em sua maioria mulheres e crianças”, disse o conselheiro municipal Manhmud Jazaal, acrescentando que disparos intermitentes puderam ser ouvidos nos arredores.

Alguns refugiados foram feridos à bala e pelo menos cinco deles foram encaminhados para hospitais. Na sexta-feira, tiroteios iniciados pelas forças de segurança deixaram seis mortos, segundo um ativista dos direitos humanos.

Além disso, militantes continuam a ser presos, denunciou Rami Abdel Rahman, presidente do Observatório Sírio dos Direitos Humanos, organização com sede em Londres.

Militares prenderam na sexta-feira a advogada Catherine Talli, que atua na área de direitos humanos, quando ela se encontrava a bordo de um micro-ônibus em Barze, bairro de Damasco.

O ministro da Informação sírio, Adnan Mahmud, anunciou na sexta-feira o início de um diálogo nacional para tirar o país da crise, assim como negociar a retirada gradual do Exército de Banias e Deera, principais locais de protesto.

Um manifestante afirmou que em Banias os tanques se retiraram do centro da cidade, mas que os soldados e as forças de segurança ainda permanecem. Na sexta-feira, o escritório de direitos humanos da Organização das Nações Unidas disse que o número de mortos na Síria pode chegar a 850 e milhares de manifestantes têm sido presos durante a repressão militar de dois meses.

*Com AFP

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