Violência sexual aumenta em campos de deslocados

Fonte: Fátima Missionária

Por Cristina Santos

Mulher vítima do terremoto (Foto: Lusa)


A falta de meios, estruturas pouco seguras e a impunidade favorecem o aumento dos casos, em campos de refugiados, no Haiti. Mulheres vivem na insegurança.

Aumenta o número de casos de violência sexual em campos de refugiados no Haiti. As estruturas abrigam cerca de 680 mil cidadãos do país que em janeiro de 2010 foi arrasado por um violento terremoto. As mulheres são as que mais sofrem esse tipo de abuso; dos casos detectados em 2010, apenas três por cento das vítimas são homens. A Organização Internacional para as Migrações identificou 400 menores que tinham sido vítimas do tráfico de pessoas; metade sofreu violências sexuais, revela a agência Adital.

 As vítimas receiam denunciar os agressores pois temem sofrer represálias. A falta de meios, como a dificuldade em obter certificados médicos que poderiam ser usados em tribunal, impede que os responsáveis sejam julgados. A falta de informação é outra barreira: apesar de na capital, Porto Príncipe, haver sete instituições que atendem casos de violência sexual, grande parte das vítimas não sabe onde procurar ajuda.

Um relatório da Amnistia Internacional, divulgado em janeiro passado, divulgou testemunhos de algumas mulheres afetadas. As vítimas destacam fatores que facilitam a ocorrência de abusos: falta de vigilância, falta de iluminação nos campos à noite, impunidade, maior insegurança em alguns locais como as casas de banho. Em 150 dias, logo após o terremoto, 250 casos foram denunciados.

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