Aumentam vítimas menores devido ao conflito na Somália

Fonte: Rádio ONU

Por Eleutério Guevane

Graves violações

Em maio, houve aumento de 46% no número de ferimentos em crianças menores de cinco anos na capital; OMS aponta queimaduras, ferimentos no peito e hemorragias internas como principais causas de morte.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, chamou a atenção para o considera graves violações dos direitos das crianças diariamente cometidas na Somália.

A agência aponta para um aumento de 46% no número de ferimentos em crianças menores de cinco anos na capital Mogadíscio, em Maio, sublinhando a sua vulnerabilidade no conflito.

Confrontos
O país é alvo de confrontos entre grupos faccionais que se seguiram ao colapso do governo, há 20 anos. Actualmente, milícias al-Shabaab combatem o governo de Governo Federal de Transição.

A embaixadora brasileira junto da ONU, Maria Luiza Ribeiro Viotti, disse que o conflito somali é alvo da atenção da ONU e da União Africana. Após integrar uma delegação do Conselho de Segurança, que recentemente visitou África, a diplomata pediu intervenção política consistente para consolidar os ganhos obtidos pelas forças internacionais.

Segurança
“Tem sido possível obter ganhos em matéria de segurança, conquistar espaço e isso é preciso que seja reforçado com um processo político que permita levar o Estado a regiões que acabam de ser conquistadas e (também) serviços públicos para que a população possa sentir os dividendos da paz”, apontou.

Uma nota do Unicef aponta que crianças enfrentam sofrimento contínuo no que classifica de “um dos mais extremos, indiscriminados e complexos conflitos do mundo actual.”

Fogo Cruzado
Chamando a atenção para o que considera graves violações dos direitos humanos, o Unicef indica que crianças são alvos de violência intensa e estão expostas ao risco de morte, mutilações ou ferimentos. Além do fogo cruzado, os riscos apontados pela agência incluem o recrutamento ou uso de menores, pelas  partes, na linha da frente.

Nesta terça-feira, a Organização Mundial da Saúde, OMS, reportou que as principais causas de morte infantil eram queimaduras, ferimentos no peito e hemorragias internas devido a explosões, estilhaços e balas.

Estima-se que 2,4 milhões de pessoas, o equivalente a um terço da população da Somália, precisam de auxílio como resultado de duas décadas de conflitos no país do Corno de África.

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