Padre denuncia sequestro de 60 migrantes quase um ano após massacre de Tamaulipas

Fonte: AFP

Corpos de 72 imigrantes mortos em rancho em Tamaulipas, no México, em agosto de 2010 (AFP, Str)

Um grupo armado sequestrou na sexta-feira pelo menos 60 migrantes, incluindo mulheres e crianças, quando viajavam pelo sudeste do México, denunciou o diretor de um albergue religioso, 10 meses após o morte de 72 pessoas perto da fronteira com os Estados Unidos.

Os migrantes viajavam em um trem de carga usado por pessoas sem documentos para chegar à fronteira com os Estados Unidos, informou à AFP o padre Alejandro Solalinde, diretor do Albergue ‘Hermanos en el Camino de Oaxaca’.

“No mínimo 60, mas até 80 pessoas, foram sequestradas por uma dezena de homens armados quando o trem, chamado como de ‘La Bestia’ pelos ilegais, fez uma parada no estado de Veracruz”, disse Solalinde.

As autoridades de Oaxaca e Veracruz afirmaram à AFP não ter informações a respeito.

O trem, que partiu da cidade de Ixtepec (estado de Oaxaca) rumo ao estado de Veracruz (leste), tinha 250 pessoas a bordo e foi detido após quatro horas de viagem, segundo Solalinde.

De acordo com o religioso, no dia do sequestro dezenas de pessoas de países da América Central deixaram o albergue.

Em agosto de 2010, 72 imigrantes de El Salvador, Honduras, Guatemala, Equador e Brasil foram sequestrados quando tentavam chegar aos Estados Unidos e assassinados em um fazenda de San Fernando, Tamaulipas (perto da fronteira com os EUA).

O massacre foi atribuído pelo governo mexicano ao cartel Los Zetas.

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