FAO pede US$ 120 mi para ajudar afetados pela seca na África

Fonte: Época

Crise Humanitária: Mulheres somalis chegam a um acampamento em Mogadishu, mais para o norte do país, em busca de ajuda humanitária. A falta de água e, consequentemente, de comida já afeta mais de 10 milhões de africanos.

Boa parte do dinheiro deve ser investida no desenvolvimento da agricultura local, afetada pela seca que atinge Etiópia, Quênia, Somália, Djibuti, Eitreia e Uganda – também conhecidos como “Chifre da África”.

A forte seca que atinge o nordeste da África levou a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) a apelar à comunidade internacional para que levante US$ 120 milhões em ajuda humanitária na região. Boa parte do dinheiro deve ser investida no desenvolvimento da agricultura local, afetada pela seca que atinge Etiópia, Quênia, Somália, Djibuti, Eitreia e Uganda – também conhecidos como “Chifre da África”.

Em nota, a FAO advertiu que a fome causou a morte de milhares de pessoas na Somália “e a situação pode piorar se não forem adotadas medidas urgentes”. “Centenas de pessoas morrem por dia, se não atuarmos agora morrerão muitas mais. Trata-se de uma tragédia humana de dimensões gigantescas. Temos de aumentar os investimentos e intervenções para ajudar os agricultores e suas famílias a proteger as plantações e continuarem produzindo alimentos”, afirmou o diretor da FAO, Jacques Diouf.

A FAO pediu US$ 70 milhões para o país mais afetado, a Somália, e US$ 50 milhões a serem distribuídos entre Etiópia, Dibuti e Uganda, países que se tornaram principais destinos dos refugiados somalis. Além disso, US$ 37 milhões adicionais foram pedidos para lidar com a crise humana no Sudão e na República do Sudão do Sul.

Os US$ 70 milhões na Somália servirão para financiar programas de dinheiro por trabalho, abastecimento de insumos agrícolas e serviços veterinários de emergência para o gado. Pelos dados da FAO, o número de somalis que precisam de ajuda aumentou de 2,4 milhões para 3,7 milhões nos últimos seis meses. Ao todo, 12 milhões de pessoas no Chifre da África precisam de ajuda urgente.

O organismo das Nações Unidas lembrou que para enfrentar a emergência está prevista uma reunião internacional em Roma no dia 25 de julho e acrescentou que antes disso Diouf vai viajar a Nairóbi, capital do Quênia, com o ministro de Agricultura francês, Bruno Le Maire, e a diretora do Programa Mundial de Alimentos (PAM), Josette Sheeran.

A FAO explicou que ajudou os camponeses e criadores de gado somalis com insumos agrícolas e serviços veterinários, mas a seca originada por diversas temporadas sucessivas com poucas chuvas reduziu a produção agrícola e aniquilou o plantel dos criadores de gado.

Em outro comunicado, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU eleva à categoria de “nível mais elevado de ação” a emergência humanitária que causou a seca no Chifre da África e expressa sua “preocupação diante da possibilidade que se estendam as perdas de vidas”.

Entre as opções do PMA para assistir à população afetada no Chifre da África está prevista a distribuição por avião em pontos estratégicos do sul da Somália de biscoitos energéticos e suplementos alimentares altamente nutritivos, principalmente para as crianças e as mulheres grávidas ou em período de lactação.

“O PMA com a ajuda de muitos aumentou sua ação e atuou sobre os efeitos desta seca durante mais de 6 meses”, afirma Sheeran na nota. “Seu calado e extensão, junto da incapacidade das agências humanitárias para chegar às áreas afetadas, elevou a situação à categoria de emergência alimentícia e nutricional com todas as letras, que requer um rápido aumento de ação.”

O PMA assinalou que a declaração de crise de fome em duas regiões do sul da Somália feita nesta quarta-feira pela ONU vai permitir aumentar a ação nesta zona do continente africano.

“O PMA está disposto a negociar com os comitês contra a seca para afirmar as condições de segurança apropriadas para nossa equipe para que a comida e os suplementos alimentícios cheguem aos mais vulneráveis, principalmente as crianças”, diz Sheeran.

“As operações na Somália estão entre as mais arriscadas do mundo, e o PMA perdeu 14 trabalhadores nessa região desde 2008”, afirma a diretora-executiva do Programa Mundial de Alimentos, que afirma que o organismo não retrocederá em seu empenho de reduzir os perigos dos que trabalham nesse país para ajudar os mais necessitados.

Uma resposta para FAO pede US$ 120 mi para ajudar afetados pela seca na África

  1. Eu queria para obrigado por esta grande bom ler!!
    I certamente apreciado cada pouco de ele. Tenho guardado como um dos favoritos olhar
    para coisas que você post…

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