Conselho de Transição da Líbia rejeita presença da ONU

Fonte: DCI

Os líderes que comandam interinamente a Líbia rejeitaram a participação militar internacional no país, incluindo a presença de observadores desarmados, segundo o enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU), Ian Martin. “Está claro que os líbios querem evitar qualquer tipo de presença militar da ONU ou de outras organizações”, disse ele.

O comando do Conselho Nacional de Transição (CNT) informou que o país não precisa de ajuda externa para manter a segurança, enquanto o vice-representante da Líbia nas Nações Unidas, Ibrahim Dabbashi, disse que a situação é única. “Não é uma guerra civil, não é um conflito entre dois lados, é o povo se defendendo de uma ditadura”, explicou.

Segundo o enviado especial da ONU à Líbia, a expectativa é que o CNT peça ajuda para a criação de uma força policial e para a organização de eleições. A previsão é que as eleições ocorram 240 dias depois que for declarada a libertação do país.

“É preciso lembrar que não há nenhuma memória de eleições [na Líbia], não há um maquinário eleitoral, não há comissão eleitoral, não há história de partidos políticos, não há sociedade civil independente, e a mídia independente só começou a surgir muito recentemente”, disse Martin.

“Será um grande desafio organizacional e está claro que o CNT quer que a ONU tenha um papel importante no processo.” O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que a crescente demanda por suprimentos na Líbia exige uma resposta urgente e pediu que o Conselho de Segurança reaja com rapidez a pedidos de financiamento da liderança interina.

Apesar de estoques de suprimentos médicos e alimentos escondidos pelo governo terem sido encontrados no fim de semana, ainda há falta de água no país. “Estima-se que 60% da população de Trípoli estejam sem água e saneamento”, disse Ban Ki-moon.

Autoridades da União Europeia informaram que as forças pró-Khadafi são responsáveis pelo corte de suprimentos. Na última terça-feira (30), os líderes rebeldes deram um ultimato às forças leais ao coronel Muamar Khadafi, ameaçando com uma ofensiva militar se não houver rendição até sábado (3).

A mulher e três filhos do líder líbio estão refugiados na Argélia desde anteontem (29), mas o paradeiro de Khadafi permanece desconhecido. Há boatos que ele pode estar em Sirte, sua cidade natal, em Bani Walid ou em Sabha. Segundo o vice-líder do CNT, Ali Tarhouni, há confiança que ele será capturado.

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