Líbia: UE alerta para violações cometidas por rebeldes

Fonte: Terra Brasil

 

A comissária para ajuda humanitária da União Europeia (UE), Kristalina Georgieva, advertiu nesta quinta-feira para as violações dos direitos humanos na Líbia e afirmou que o bloco não dará uma confiança sem limites ao novo regime.

“Caso aconteçam novos derramamentos de sangue na Líbia, nos oporemos. A atitude da UE ante os que não respeitam a lei será a mesma que ante Muammar Kadafi”, declarou a comissária.

A ONG Human Rights Watch informou em julho sobre saques, incêndios criminosos e torturas a civis cometidos por rebeldes.

Na terça-feira, a Anistia Internacional também citou maus-tratos, especialmente contra pessoas suspeitas de terem combatido nas forças leais a Kadhafi, em particular negros e africanos subsaarianos. “A UE aceita o novo poder na Líbia, mas não dará uma confiança sem limites”, disse a comissária.

Líbia: da guerra entre Kadafi e rebeldes à batalha por Trípoli
Motivados pelos protestos que derrubaram os longevos presidentes da Tunísia e do Egito, os líbios começaram a sair às ruas das principais cidades do país em fevereiro para contestar o coronel Muammar Kadafi, no comando desde a revolução de 1969. Rapidamente, no entanto, os protestos evoluíram para uma guerra civilque cindiu a Líbia em batalhas pelo controle de cidades estratégicas de leste a oeste.

violência dos confrontos gerou reação do Conselho de Segurança da ONU, que, após uma série de medidas simbólicas, aprovou uma polêmica intervenção internacional, atualmente liderada pela Otan, em nome da proteção dos civis. No dia 20 de agosto, após quase sete meses de combates, bombardeios, avanços e recuos, os rebeldes iniciaram a tomada de Trípoli, colocando Kadafi, seu governo e sua era em xeque. Na dia 23 de agosto, os rebeldes invadiram e tomaram o complexo de Bab al-Aziziya, em que acreditava-se que Kadafi e seus filhos estariam se refugiando, mas não encontraram sinais de seu paradeiro. De acordo com o CNT, mais de 20 mil pessoas morreram desde o início da insurreição.

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