Combates barram acesso de missão humanitária a cidade sitiada na Líbia

Fonte: G1

 

Moradores em comboio deixam a cidade de Sirte nesta segunda-feira (3) (Foto: AP)

Forças do governo interino líbio disparam contra tropas leais a Kadhafi. Paradeiro do ex-ditador líbio ainda é incerto.

Um comboio da Cruz Vermelha que levava ajuda humanitária à população de Sirte, na Líbia, precisou dar meia-volta nesta segunda-feira (3) devido a disparos feitos pelas forças do governo interino, que cercam partidários do coronel e ex-ditador Muammar Kadhafi na cidade-natal dele.

Agências humanitárias dizem que já há escassez de alimentos, água, combustível e suprimentos médicos para os civis sitiados na cidade natal do governante deposto.

Na semana passada, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) levou mantimentos para a cidade, e na segunda-feira tentou novamente fazer uma entrega, num comboio de dois caminhões e dois veículos 4×4.

O comboio partiu de uma ponte poucos quilômetros a oeste de Sirte, e teve de recuar cerca de 100 metros depois, por causa de disparos das forças governamentais na direção da cidade.

Um comandante das forças anti-Kadhafi, Ismail al Sosi, acusou as milícias pró-Kadhafi de terem iniciado o tiroteio. Mas uma testemunha da Reuters presente no local disse não ter visto disparos partindo dos redutos pró-Kadhafi em Sirte.
Civis que conseguiram deixar a cidade disseram que muitos outros moradores estão retidos, e que as condições estão se agravando.

‘Estávamos no nosso apartamento e aí a parede foi explodida por um foguete’, disse Boshnab Khalifa, que conseguiu sair de lá com a sua família. ‘A situação está péssima. Nossa família e nossos amigos estão retidos, não conseguem sair. Há muitas famílias retidas, algumas não têm gasolina para os seus carros, outros (carros) foram danificados ou destruídos.’
Outro morador fugitivo, Mohammed Diap, disse que as milícias pró-Kadhafi estavam impedindo as pessoas de saírem.

‘Não há comida, não há água, não há energia. Alguns estão ilhados porque não há combustível, outros estão retidos por causa das milícias. As pessoas retidas lá dentro estão em perigo, há bombardeios aleatórios em todo lugar’, relatou.

Desde que as forças rebeldes assumiram o controle de Trípoli, no mês passado, pondo fim a 42 anos do regime de Kadhafi, seus partidários resistem em alguns poucos redutos do país, principalmente Sirte e Bani Walid, ao sul da capital.

Sirte, com 75 mil habitantes, é simbolicamente importante por ter deixado de ser uma pacata vila de pescadores para se transformar em uma ‘segunda capital’ da Líbia sob o regime de Kadhafi. Ele costumava promover conferências internacionais no suntuoso Salão Ouagadougou, e o Parlamento líbio várias vezes realizava sessões na cidade.

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