Repatriamento de refugiados angolanos abordado em Genebra

Fonte: Angola Press

 

Delegação angolana a Assembleia geral do ACNUR

O processo de repatriamento voluntário dos refugiados angolanos nos países vizinhos foi hoje, terça-feira, abordado, em Genebra (Suiça), durante o qual foi reiterada a pretensão de o Executivo de Angola o concluir em 2011.

Num encontro que reuniu representantes do ACNUR e da OIM, bem como do Botswana, Congo, Namíbia, RD Congo e Zâmbia, o representante permanente junto da ONU e Organizações Internacionais em Genebra, embaixador Apolinário Correia, Indicou que todos os esforços estão a ser envidados para que se cumpra o marco estabelecido.

Adiantou, porém, que isso não invalida o regresso posterior daqueles que não o façam até finais de 2011.

Salientou que as “razões que levaram os refugiados a exilar-se nos países limítrofes foram ultrapassadas com o fim da guerra em Angola, pelo que os que pretenderem podem regressar ao país em segurança”.

“A posição do governo para os que não queiram regressar ao país, é que lhes deve ser atribuído um estatuto de acordo com a legislação interna dos países de asilo”, acrescentou.

Deu a conhecer que no âmbito do processo, o executivo angolano criou sete centros de acolhimento para a recepção dos refugiados: Cabinda, Zaire, Uíge, Bengo, Moxico, Huambo e Kuando Kubango, e tendo com base na sua dimensão disponibilizou meios logísticos e alimentação.

Por seu lado, o diretor regional para África do Alto Comissariado para os Refugiados (ACNUR), George Oktoh-Obbo, agradeceu os esforços do governo angolano e dos doadores internacionais, no sentido de repatriar o maior número de refugiados.

Disse que a sua organização espera receber proximamente mais contribuições para se dar um impulso ao processo e augura que tendo em conta os atrasos que se verificam que o mesmo prossiga em 2012, não obstante o limite de tempo estabelecido por Angola.

Reiterou a disponibilidade da Organização Internacionais das Migrações (OIM) continuar a trabalhar em parceria com o governo angolano para a conclusão do processo.

Por seu lado, os representantes dos outros países engajados manifestaram igualmente a sua total disposição de manterem contatos permanentes com as autoridades angolanas em prol do processo de repatriamento voluntário, e foi ventilada a realização de um encontro regional ao alto nível para se debaterem os problemas ainda existentes.

 

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