Primeiro grupo de refugiados marfinenses na Libéria volta para casa

Fonte: ACNUR Brasil

Refugiados marfinenses embarcam em caminhões no campo de refugiados de Solo, na Libéria. (Foto: ACNUR)

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR) facilitou o retorno voluntário do primeiro grupo de refugiados marfinenses na Libéria, onde buscaram segurança durante as revoltas que atingiram a Costa do Marfim após as eleições presidenciais do ano passado.

Na sexta-feira, um comboio de 12 veículos levando 118 pessoas partiu do campo de refugiados de Solo, no Estado liberiano de Grand Gedeh, em uma operação organizada pelo ACNUR e a Comissão Liberiana de Repatriação e Reassentamento de Refugiados.

Os refugiados receberam alimentos energéticos e água antes de deixar o campo e foram transportados através da fronteira até Toulepleu, o centro de trânsito mais próximo do lado marfinense.

A jornada de 105 quilômetros do campo de Solo até o centro de trânsito durou cerca de quatro horas. Os refugiados já retornaram a suas aldeias em Blolequine, Toulepleu, Doukoue e Guiglo na Costa do Marfim.

Alguns refugiados decidiram retornar devido à melhoria nas condições de segurança, enquanto outros retornavam para que seus filhos pudessem freqüentar a escola. Alguns mencionaram ainda a possibilidade de encontrar emprego e o desejo de participar nas eleições parlamentares de dezembro na Costa do Marfim como alguns dos motivos para voltar ao país.

“Atualmente o ACNUR não está promovendo retornos, mas o acordo tripartite já está funcionando”, disse o vice-representante do ACNUR na Libéria, Robert Tibagwa, referindo-se ao acordo sobre repatriação voluntária assinado em agosto entre Costa do Marfim, Libéria e ACNUR. “Continuaremos trabalhando com nossos parceiros para prestar assistência a refugiados que gostariam de voltar para casa”.

Estima-se que a Libéria abrigue mais de 163 mil refugiados marfinenses, incluindo 157 mil que chegaram desde novembro do ano passado e outros 6,5 mil que estão morando no país desde 2003.

A violência eclodiu na Costa do Marfim em novembro de 2010 quando o então presidente Laurent Gbagbo se recusou a deixar o poder ao perder a eleição para Alassane Ouattara,  que foi empossado após a rendição de Gbagbo em abril.

 

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