OIM: Refugiados somalis debaixo de perigo durante deslocamentos para o Quênia

Fonte: Rádio ONU

Por Susete Sampaio

Refugiados somalis

Técnica de avaliação da agência mostra perigos em que refugiados somalis incorrem no caminho para campo queniano; relatório recomenda medidas para diminuir o impacto desses perigos.

Os refugiados somalis, que fazem o trajeto entre o seu país e um campo de refugiados no Quênia, necessitam de maior proteção contra a seca e a fome.

Esta é a alusão feita por um serviço de cartografia dessas migrações, uma técnica autorizada pela Organização Internacional para Migrações, OIM, de acordo com comunicado desta segunda-feira da agência.

Seca
Segundo a OIM, 85% dos refugiados somalis e comunidades hospedeiras afetados pela seca usam cerca 1,230 km das estradas secundárias da fronteira para chegar ao campo de refugiados de Dadaab no Quênia, a 100 quilómetros na fronteira do leste do Quênia com a Somália.

O estudo foi feito em setembro, através do uso da técnica de cartografia do Sistema de Informação Geográfica, GIS, para identificar as estradas de passagem dos refugiados.

Com essa avaliação, a OIM pretendia identificar medidas necessárias para neutralizar as violações, roubos, extorsões e algumas mortes de refugiados e comunidades associadas a desidratação e falta de atenção médica durante o caminho.

Caminhos inseguros
De acordo com o Alto Comissariado da ONU para Refugiados, ACNUR, cerca de 152 refugiados somalis deixaram Dadaab desde janeiro de 2011.

Foram usados apenas 10% ou seja 120 quilômetros de estradas principais pelos refugiados para chegar a Dadaab.

No entanto, tanto as estradas principais como as secundárias carecem de locais de abastecimento de água, de instalações médicas, de sítios para descanso ou de centros de controle de segurança.

Uma insuficiência que deixa os refugiados expostos aos guias que pedem pagamentos exagerados para lhes ensinar o caminho.

A avaliação da Organização recomenda também a criação de pontos móveis de distribuição de água, principalmente na extensão dos caminhos oficiais, para tratar da desidratação sofrida pelos refugiados e comunidades.

Recomenda também vigilância ativa e passiva durante e depois do processo de migração para conter a propagação de doenças entre os animais transportados.

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