Repressão deixa mais de 100 mortos na Síria, dizem ativistas

Fonte: Último Segundo

Imagem de vídeo publicado na interner mostra soldados em rua de Deraa, na Síria (20/12) (Foto: AP)

Segundo oposição, forças de segurança fizeram ‘massacre’ na província de Idlib, em meio às negociações do governo com a Liga Árabe

Uma operação das forças de segurança da Síria deixou mais de 100 mortos na província de Idlib nesta terça-feira, em um dos episódios mais brutais desde que os protestos contra o presidente Bashar Al-Assad começaram, há nove meses.

Ativistas denunciaram a operação nesta quarta-feira. “Foi um massacre organizado. As tropas cercaram a população e atiraram para matar”, disse Rami Abdul-Rahman, chefe do Observatório Sírio para os Direitos Humanos, que tem sede no Reino Unido.

Segundo ele, pelo menos 111 moradores foram mortos na terça-feira. Outro grupo de ativistas, conhecido como Comitê de Coordenação Local, também afirmou que mais de 100 foram mortos. Os números não podem ser confirmados de forma independente por causa das restrições ao trabalho da imprensa estrangeira, impostas pelo governo.

Na segunda-feira, ativistas disseram que operações das forças de segurança deixaram cerca de 100 mortos em todo o país. Com isso, o número total de vítimas seria cerca de 200 em apenas dois dias.

A escalada de violência acontece em meio aos planos para a entrada de uma missão observadora da Liga Árabe na Síria, após a assinatura de um acordo nesta semana. Os observadores devem chegar a Damasco na quinta-feira.

A missão terá um mandato de um mês que poderá ser entendido por mais 30 dias se ambas as partes concordarem.

A Síria prometeu que os observadores estarão “livres” para se movimentar e “sob a proteção do governo”, mas afirmou que eles não terão entrada permitida em “instalações militares sensíveis”.

O acordo também prevê a retirada das forças de segurança das cidades onde há manifestações antigovernamentais, libertação de presos políticos e início de conversações com dissidentes.

Após a assinatura do acordo, o secretário-geral da Liga Árabe, Nabil Elaraby, disse que não há plano imediato para levantar as sanções impostas à Síria quando inicialmente se recusou a permitir a entrada dos monitores. Elaraby declarou que os observadores agora vão determinar se o governo sírio está ou não cumprindo o compromisso firmado.

“O protocolo é um mecanismo para entrar na Síria e garantir livre movimentação para assegurar a implementação da iniciativa árabe. O que conta é a boa fé na sua implementação”, afirmou.

Segundo estimativas da ONU, a repressão aos protestos contra o governo deixaram mais de 5 mil mortos. Nesta segunda-feira, forças de segurança atiraram em manifestações na cidade de Daara e no centro da capital, Damasco. Os choques deixaram três mortos e um ferido, de acordo com ativistas. Outro grupo disse que o número de vítimas chega a 14 em todo o país.

Com EFE, AP e Reuters

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