ACNUR e ONGs parceiras precisam de mais US$295 milhões para atender refugiados da Síria

setembro 28, 2012

Fonte: ACNUR Brasil

Refugiados sírios no campo de Zaátri, na Jordânia, onde as necessidades são enormes. (Foto: S.Malkawi/ ACNUR)

A Organização das Nações Unidas e seus parceiros humanitários anunciaram nesta terça-feira que precisarão de mais US$ 295 milhões para socorrer as centenas de milhares de refugiados sírios.

O orçamento total proposto para garantir a assistência aos estimados 700 mil refugiados sírios em países vizinhos até o fim do ano pulou de US $193,2 milhões para US$ 487,9 milhões. Até agora foram arrecadados US$ 141,5 milhões para o interagencial Plano de Resposta Regional para Refugiados Sírios.

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Islamitas shebab fecham 16 ONGs e agências da ONU

novembro 28, 2011

Fonte: Terra Brasil

Os insurgentes islamitas shebab confirmaram nesta segunda-feira o fechamento de 16 ONGs e agências humanitárias da ONU acusadas de “atividades ilegais” na Somália e ameaçaram proibir qualquer outra organização que não respeitar suas regras.

Seis agências da ONU estão na mira dos shebab: o Alto Comissariado para os Refugiados (ACNUR), a Organização Mundial para a Saúde (OMS), o Fundo para a Infância (Unicef), o Fundo para a População (Unfpa), a Agência para os Serviços de Apoio a Projetos (Unops) e o Centro de Análises para a Segurança Alimentar (FSNAU).

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ONU reafirma relevância do papel das ONGs

outubro 27, 2011

Fonte: Rádio ONU

Por Eleutério Guevane

Em encontro em Nova Iorque, Ban aponta desenvolvimento sustentável, desarmamento e apoio aos países em transição como áreas de particular importância na atuação de Organizações Não-Governamentais.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, defendeu a necessidade do envolvimento das Organizações Não-Governamentais na criação de uma agenda comum para a paz sustentável, prosperidade, liberdade e justiça.

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ACNUR: Consultas anuais com ONGs abordam novos desafios

junho 29, 2011

Fonte: ACNUR

 

Abertura das Consultas anuais do ACNUR com ONGs em Genebra. (Da esquerda para a direita) Julien Schopp, do Conselho Internacional das Agências Voluntárias; Alice Koiho Kipre, da Afrique Secours et Assistance; Chefe do ACNUR António Guterres; Diretor de Relações Exteriores do ACNUR, Daisy Dell; e o Chefe da Unidade Interagencial do ACNUR, Kemlin Furle (Foto: S. Hopper/ ACNUR)

As consultas anuais do Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR) com seus parceiros não-gevernamentais tiveram início nesta terça-feira. Neste ano, o evento aborda os crescentes desafios enfrentados pelas agências de ajuda humanitária em meio às várias crises.

“Desde o início do ano, nós observamos a proliferação de crises pelo mundo, muitas delas totalmente imprevisíveis, com um impacto significativo no deslocamento de pessoas. Mas, ao mesmo tempo, as antigas crises parecem não cessar”, disse o Alto Comissário da ONU para Refugiados, António Guterres, referindo-se aos recentes conflitos na Costa do Marfim, às atuais revoltas no Norte da África e Oriente Médio e também à instabilidade vivida no Afeganistão, Iraque, Somália e Sudão.

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Refugees United no Quênia II

novembro 24, 2009

Nairobi, 24 de novembro 2009

A noite lentamente chegou até Nairobi, uma mistura de arranha-céus e os animais tirados do meio selvagem. E com a noite, veio o frio também. Reina a escuridão total enquanto os carros e as pessoas desaparecem, transformando o que eram antes tão agitadas e movimentadas ruas em remanescentes artérias de uma pitoresca aldeia. Ao final, tudo parece sem vida após o desaparecimento da luz do dia.

Sob o brilho direto de uma lâmpada, estou sentado no meu quarto de hotel e sinto um cheiro acre de tinta solvente misturado com emissões de carros, enquanto penso no meu dia de trabalho. E foi um dia enorme, repleto da hospitalidade africana e um sentimento muito maior, de um propósito comum compartilhado entre as ONGs com que passamos o dia. Um sentimento que eu não senti em outros lugares pelos quais já passei. Os problemas que espreitam as portas de cada organização aqui são tão proeminentes que não se pode escapar das sombras que eles lançam. E isso, felizmente, faz surgir o melhor nas pessoas. Refugees United tem sido recebida de braços abertos, com entusiasmo e possibilidades maravilhosas e estou muito ansioso para compartilhar com todos vocês quando voltar para casa.
Pela manhã, a viagem será para o coração da favela de Nairóbi, em uma parte da cidade chamada Asili, para nos encontrarmos com refugiados em busca de familiares desaparecidos, as famílias reconectadas através da Refugees United e as pessoas maravilhosas com quem trabalhamos nestes programas de sensibilização destinados a ajudar algumas das pessoas que mais sofrem por falta de informação.

Minhas mãos e meu coração estão tremendo de excitação e apreensão à medida que nos aventuramos em território desconhecido, para descobrir a tragédia humana e os momentos de triunfo, histórias de separação e reunificação expostas diante de nós. Desejem-me coragem e sorte.

Eu vou mantê-los atualizados.

Christopher

Refugees United


ONGs montam ‘campo de refugiados’ em praça em Bruxelas

novembro 18, 2009

Médicos Sem Fronteiras lideraram a iniciativa na Bélgica. Objetivo é receber cidadãos que buscam asilo político.

‘Campo de refugiados’ dos Médicos sem Fronteiras nesta quarta-feira (18) próximo a estação de Bruxelas. O campo foi montado por cinco organizações não-governamentais e tem o objetivo de receber pessoas que buscam asilo político. (Foto: AFP)


ONGs pedem maior proteção a refugiados ao novo governo alemão

outubro 5, 2009
Refugiados iraquianos fazem fila em Damasco, na Síria

Refugiados iraquianos fazem fila em Damasco, na Síria

Pro Asyl e Anistia Internacional cobram melhorias na concessão do direito de permanência e na distribuição de responsabilidades em nível europeu, a fim de garantir tratamento justo de refugiados vindos pelo Mediterrâneo.

Poucos dias após as eleições parlamentares alemãs, as organizações de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional e Pro Asyl exigiram do futuro governo uma maior proteção para refugiados na Alemanha e na Europa. Segundo Günter Burkhardt, diretor geral da Pro Asyl, é hora de tratar de problemas que estão há meses ou até há anos à espera de uma solução.

“Precisamos de uma política orientada aos direitos humanos, que seja coerente com assuntos de política externa e interna, política econômica, de justiça e de desenvolvimento”, cobrou. Disso faz parte o direito de permanência no país de refugiados hoje apenas tolerados, sem direito a uma série de benefícios sociais e que, a qualquer momento, podem ser expulsos do país.

“São cerca de 60 mil pessoas que vivem há mais de seis anos na Alemanha – sem perspectiva alguma de um dia obter o direito de permanência. Esses 60 mil precisam ficar”, afirma Burkhardt.

Já que a última coalizão de governo entre democrata-cristãos e social-democratas falhou em prover uma resposta para o problema, esta seria agora uma obrigação da nova coalizão entre democrata-cristãos e liberais, defende.

Problema europeu

Para a Pro Asyl, uma solução deveria ser elaborada em nível europeu. “Não só na Alemanha, mas também em outros países europeus falta uma política coerente de direitos humanos nas fronteiras da Europa. Esperamos que haja mais solidariedade entre os países e mais humanismo nas fronteiras externas, a fim de que padrões do direito internacional e de direitos humanos possam ser respeitados.”

A aprovação de um programa regular de reassentamento de refugiados é parte dessa distribuição de tarefas. E a recepção de refugiados iraquianos pela Alemanha teria mostrado que tal programa é possível de ser executado.

“Foi boa a decisão do governo alemão de receber 2.500 refugiados do Iraque, tomada simultaneamente a uma decisão semelhante em nível europeu”, elogiou Wolfgang Grenz, da Anistia Internacional.

No entanto, ambas as organizações cobraram uma alteração da estratégia de concentrar refugiados nas fronteiras externas do bloco. “Atualmente a responsabilidade pelo problema é transferida aos países costeiros. Mas notamos que Estados pequenos, como Malta, Chipre e Grécia, estão sobrecarregados”, critica Burkhardt, da Pro Asyl.

Por isso, a Alemanha deveria usar “todo seu peso político” para garantir um tratamento justo de refugiados que chegam ao território europeu através do Mar Mediterrâneo, reivindica Grenz, lembrando que “nem no Mediterrâneo nem em nenhum outro lugar existe um território livre de direitos humanos”.

Mesmo refugiados resgatados do alto mar teriam direito a um processo justo de requerimento de asilo, que nem a Líbia nem outros países do norte da África, para onde barcos de refugiados são forçados a retornar, estão em condições de prover.

Pro Asyl e Anistia Internacional cobraram ainda uma maior supervisão da Frontex (Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas), que, segundo ambas as organizações, necessita urgentemente de “diretrizes condizentes com os direitos humanos”.

Fonte: DW-World