República Democrática do Congo: A solidão do refúgio urbano

setembro 29, 2011

Fonte: ACNUR Brasil

Comerciantes esperam por clientes em uma movimentada via urbana na República Democrática do Congo. Alguns refugiados enfrentam dificuldades vivendo nas cidades. (Foto: L. Dobbs/ ACNUR)

Jack* está perdendo as esperanças. O refugiado sudanês, 32 anos, está preso em um país cuja língua ele não sabe falar e onde não consegue arrumar um emprego decente. E ele não está pronto para retornar ao Sudão do Sul, país onde seus pais foram mortos.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) se encontrou com Jack recentemente, na sede da Equipe de Gestão de Refugiados Urbanos em Kinshasa (ERUKIN), uma organização não-governamental parceira do ACNUR, que ajuda os refugiados urbanos mais vulneráveis na República Democrática do Congo (RDC). Ele estava lá para pedir ajuda, após ter deixado sua casa, localizada no extremo da capital, no dia anterior.

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Adiado início de repatriamento de refugiados da RD Congo

julho 4, 2011

Fonte: Agência Angola Press

Assinatura do acordo de repatriamento de refugiados da RD Congo

A operação de repatriamento voluntário e organizado para mais de 40 mil refugiados angolanos radicados na República Democrática do Congo, cujo início havia sido previsto para hoje, (04 de julho), já não acontece nessa data e se desconhece, de momento, uma outra, devido à continuidade dos preparativos para a sua efetivação, disse à Angop fonte do Ministério da Assistência e Reinserção Social (Minars).

Segundo o chefe do Departamento de Refugiados do Minars, Alfredo Leite, “as autoridades da RD Congo não enviaram um manifesto do número de pessoas a enviar para Angola nessa data e alegam continuidade de preparação de condições”.

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Nações Unidas denunciam estupros em massa no Congo

julho 2, 2011

Fonte: AFP

(2008) Mulher violentada descansa em um hospital de Goma (Foto: Roberto Schmidt/ AFP, File)

Tropas sob o comando de um ex-combatente rebelde estupraram 121 mulheres na região de Kivu, no Sul da República Democrática do Congo (RDC), entre 11 e 13 de junho, disse nesta sexta-feira um porta-voz da ONU.

“De acordo com as entrevistas dadas ao pessoal médico, as autoridades locais e as supostas vítimas, as tropas estupraram 121 mulheres. Também foram feitos saques”, disse o porta-voz adjunto Farhan Haq em coletiva em Nova York.

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Até 170 mulheres foram estupradas em ataques no Congo, diz ONU

junho 25, 2011

Fonte: Terra Brasil

O número conhecido de vítimas em um estupro coletivo cometido por homens armados na República Democrática do Congo subiu de cerca de 70 para até 170, disse na sexta-feira o ACNUR (agência da ONU para refugiados). Esse foi o maior caso de estupros coletivos registrado no Congo em quase um ano. O governo disse que a violência pode ter sido cometida por ex-rebeldes que as autoridades atualmente tentam integrar ao Exército nacional.

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Vítimas de violência sexual no Congo pedem ajuda à comunidade internacional

março 17, 2011

Fonte: ACNUR

Mulheres no campo de Mugunga III, construído para abrigar pessoas deslocadas à força na província de Kivu do Norte, na República Democrática do Congo. (Foto: S. Schulman/ ACNUR)

Marie* foi estuprada pela primeira vez há três anos, durante um ataque a sua aldeia, que matou seu marido e seus 10 filhos– ela tinha cerca de 70 anos na época.

Em janeiro, a avó congolesa foi estuprada novamente por homens armados quando, em uma tentativa de encontrar uma adolescente que tinha desaparecido enquanto procurava lenha na floresta, ela saiu do abrigo de Mugunga III – um campo para cerca de dois mil dos deslocados mais vulneráveis no leste da República Democrática do Congo.

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Profissionais refugiados atendem comunidade na Namíbia

novembro 24, 2010

Fonte: ACNUR

 

Olivier Lino, refugiado, fugiu da guerra civil em Angola há quase 15 anos. Agora ele é procurador-chefe no norte da Namíbia. (Foto: T. Ghelli/ ACNUR)

 

Quando Victoire Mpelo fugiu e seu país natal na República Democrática do Congo, voltar a praticar a medicina era provavelmente uma das últimas coisas que viria à sua mente. Entretanto, quase 10 anos depois, o doutor se mantem ocupado todos os dias, cuidando de companheiros refugiados no assentamento de Osire na Namíbia.

Enquanto isso, a escola secundária vizinha de Osire, chefiada por outro refugiado, Come Niyongabo de Burundi, é classificada como um dos melhores estabelecimentos de ensino secundário do país.  Com relação aos serviços sociais, os refugiados do assentamento namibiano de Osire são quase auto-suficientes.

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Feridas da guerra ainda assombram a Sérvia

julho 10, 2010
Fonte: Terra
 

Manifestações com sapatos com os nomes das vítimas do massacre em Srebreninca é realizada no centro de Belgrado (Foto: Solly Boussidan/ Terra)

 

Solly Boussidan
Direto de Belgrado, na Sérvia

É difícil para um estrangeiro que caminha pelas ruas de Belgrado hoje em dia ter a dimensão dos eventos que assolaram os Bálcãs nas últimas duas décadas. As ruas arborizadas e as pessoas sorridentes que lotam os cafés e bares espalhados por amplos calçadões da cidade não condizem com a imagem de uma nação emergida das cinzas de uma guerra que deixou milhares de mortos, no pior capítulo da história europeia desde a Segunda Guerra Mundial.

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O arauto do Congo

julho 3, 2010

Fonte: O Estado de S.Paulo

Mônica Manir

Ele veio pedir ajuda para as mulheres que gritam em silêncio contra o estupro

Por dia, dr. Mukwege recebe uma média de dez vítimas de violência sexual (Foto: Paula Allen/ AE)

A jornada de Denis Mukwege Mukengere começa às 7h15 e termina quando acaba. Como seu ofício é cuidar de mulheres que sofrem violência sexual na República Democrática do Congo, está fadado a horas extras – no próprio território e fora dele. Nessa semana, o Anjo de Bukavu veio ao País tentar explicar, com um francês escorreito e um inglês destemido, que a capital mundial do estupro precisa da nossa ajuda. “Maybe Brazil is our chance”, disse, com as escleróticas em fogo. Tinha dormido pouco. Estava fora de fuso depois de 18 horas de voo atribulado a partir de Bruxelas rumo a Porto Alegre, onde atendia ao chamado do Fronteiras do Pensamento, projeto que organiza conferências com nomes de projeção. A sua começaria dali a duas horas, dava para ver Brasil e Chile sossegado. Mas ele não tinha fôlego a perder com a jabulani. Sua África é outra.

Ela fica em Bukavu, capital da província de Sud-Kivu, na fronteira com Ruanda. A população urbana gira em torno de 240 mil pessoas. A rural chega às 250 mil. É área de observação internacional desde quando os hutus ali se refugiaram após o genocídio em Ruanda. O refúgio virou foco de resistência contra os tutsis, que conquistaram o poder. Naquela época (1996), a República Democrática do Congo era Zaire e, à revelia da ONU, o país acertou com Ruanda o retorno de 800 mil desses refugiados à terra natal. Em 1997, cerca de 200 deles morreram sufocados num trem apinhado que os remetia nessa direção. Para trás ainda ficaram rebeldes hutus, que hoje barbarizam a região. Fazem parte de milícias armadas até as canelas que disputam entre si o controle das minas de coltan – mistura de colúmbio com tantalite da qual se obtém o tântalo, exímio condutor de eletricidade presente em mísseis, satélites, laptops, playstations e no celular do seu bolso. O coltan de Kivu possui tântalo mais do que qualquer outro. É conhecido como ouro cinzento e cobiçadíssimo fronteira afora. Leia o resto deste post »


LRA cria condições para uma crise humanitária

julho 1, 2010

Fonte: Angola Press

Bandeira da República Centro- Africana

A rebelião ugandesa do LRA cria as condições para uma crise humanitária na República Centro Africana (RCA), onde efetua desde 2008 ataques e raptos que causaram a deslocamento de cerca de 15.000 centro-africanos, afirma uma ONG num relatório chegado quarta-feira à AFP.

“Os civis do leste centro-africano sofrem muito devido à presença do LRA”, o Exército de Resistência do Senhor, cuja primeira incursão no país remonta de 25 de Fevereiro de 2008, afirma a ONG americana Enough no seu relatório intitulado “Sobre os passos de Kony: A indescritível tragédia em curso na República Centro Africana”, publicado na semana passada e recebido em Libreville.

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Ex-craque africano torna-se refugiado na África do Sul

junho 6, 2010

Fonte: BBC Brasil

Andrew Harding
Correspondente da BBC News na África

Seu recorde de gols na Copa da África perdura até hoje

Um grande herói do futebol africano na década de 1970 foi pego pelo turbilhão que se abateu sobre a República Democrática do Congo, antigo Zaire, e tornou-se um refugiado na África do Sul.

Em 1974, Ndaye Mulamba era a maior promessa do Zaire, primeiro país da África subsaariana que se classificou para uma Copa do Mundo, no Mundial da Alemanha.

Naquele mesmo ano, no Egito, ele havia instituído o recorde que perdura até hoje ao marcar nove gols na Copa da África.

Mas as coisas começaram a dar errado para ele em meados da década de 90 quando o Zaire foi engolfado por uma guerra civil e mudou de nome.

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